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Berlim 2: vitória de Mitch Evans

Mitch Evans, no I-Type 7 da Jaguar, ganhou o segundo ePrix do fim de semana da Fórmula E em Berlim, Alemanha. O neozelandês, 31 anos, ampliou o recorde de vitórias no campeonato de monolugares elétricos, passando a somar 16 (e duas nesta Época 12 – primeira em Miami, EUA, na ronda 3 da temporada). O parceiro de equipa, António Félix da Costa, após incidente com Nico Müller, da Porsche, o vencedor na véspera, furou, teve de parar nas boxes e terminou a oitava corrida num calendário que tem 17 só na 18.ª posição.



Evans impôs-se numa corrida estratégica que iniciou da 17.ª posição da grelha de partida. O ePrix teve 37 voltas, menos duas do que no sábado, e duas ativações do Attack Mode que aciona as quatro rodas motrizes e “liberta” 50 kW, aumentando a potência dos monolugares elétricos para 350 kW durante oito minutos. O piloto da Jaguar fê-lo sempre no momento certo e, beneficiando da gestão ótima da energia na bateria – na Fórmula E, as corridas iniciam-se com “reservas” que equivalem só a 5 litros de combustível… –, superiorizou-se à concorrência.



O neozelandês ganhou em Berlim na semana em que comunicou o fim da relação com a equipa Jaguar, que iniciou na Época 3 (2016/17) de campeonato que está já na 12.ª! Campeão do GP3 em 2012, o piloto de Aukland, nesta categoria e em 134 ePrix, também conta com 37 pódios e 10 “poles”. Falta-lhe apenas o título, depois dos vice-campeonatos de 2021/22 e 2024/25. E este resultado deixa-o na segunda posição da classificação de pilotos, com 98 pontos, somente menos três do que o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, que recuperou o comando do Mundial com a terceira posição no Circuito de Tempelhof, atrás do campeão em título, o britânico Oliver Rowland, da Nissan.



“O segredo? Ser paciente e gerir bem a energia e a degradação dos pneus. Aqui, a posição na grelha de partida é menos importante no que noutras pistas. Sabíamo-lo e preparámo-nos muito bem”, disse Mitch Evans após o ePrix de Berlim.



Félix da Costa apenas 18.º 

Para António Félix da Costa, piloto com três vitórias na capital alemã, a cidade em que comemorou a conquista do título na Época 6 (2020/21), corrida dececionante. O português, num momento em que lutava por posição no “top-10”, o que garantia a soma de mais alguns pontos para a conta pessoal no campeonato, protagonizou incidente com o suíço Nico Müller, da Porsche, que originou furo no monolugar da Jaguar. Seguiram-se paragem nas boxes e “trambolhão” na classificação – quer do ePrix de Berlim, quer do Mundial de Pilotos.



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