Félix da Costa: título passa por Tóquio
- José Caetano

- 24 de jul.
- 2 min de leitura
O Mundial de Fórmula E, pela terceira época consecutiva, segunda com dois ePrix no programa, tem etapa em Tóquio. Nesta Época 12, como novidade, corridas sob luz artificial – realizam-se ambas às 20h05 (12h05 em Portugal Continental), após sessões de qualificação às 15h40 (07H40), mas a primeira, no sábado, conta com paragens obrigatórias para carregamento das baterias dos monolugares elétricos (Pit Boost) e mais voltas (36) ao circuito citadino com 2,575 km e 18 curvas criado no Tokyo Big Sight, o maior centro de exposições da capital do Japão.
Em Tóquio, rondas 14 e 15 de temporada com 17 (o campeonato termina a 15 e 16 de agosto, com duas corridas no ExCel de Londres, Inglaterra). Nos três primeiros ePrix no Japão, em 2024 e 2025, duas vitórias para a Maserati (Maximilian Günther na estreia da cidade no mapa da Fórmula E e Stoffel Vandoorne no ano passado) e uma para a Nissan (Oliver Rowland), equipa que compete em casa e tem, por isso, a ambição (legítima) de repetir a proeza. E Rowland, o campeão da Época 11, está na luta pelo título da 12. O britânico soma 114 pontos, menos 27 do que o alemão Pascal Wehrlein (Porsche) e 18 do que o neozelandês Mitch Evans (Jaguar), e mais três do que o António Félix da Costa (Jaguar), o quarto classificado no Mundial.
“Sinto-me preparado para ganhar o campeonato”
O piloto português, 34 anos, venceu a Época 6 da Fórmula E (2019/20) e pretende repetir o título. “Realisticamente, nunca me senti tão bem preparado para ganhar o campeonato. A adaptação à equipa foi muito mais rápida do que esperava, mas também tivemos algumas corridas más, sobretudo a última, na China. Perdemos pontos importantes. Este fim de semana, se conseguir aproximar-se do topo, vou para Londres com hipóteses de vencer, mas tenho de reduzir a desvantagem para o topo, para o máximo de 20 pontos. E podendo ganhá-lo só o Mitch, estou pronto para apoiá-lo. Também pretendo os títulos de construtores e equipas, e não quero vê-los nas mãos na minha antiga equipa”, disse António.
Para Félix da Costa, em Tóquio, em três ePrix, quarto classificado em 2024 como resultado mais positivo. Esta temporada, o piloto português regista duas vitórias (Jeddah e Madrid) e quatro pódios (também foi terceiro no Mónaco e segundo em Shanghai). António, esta sexta-feira, no treino livre 1, que aconteceu após bátega de água que quase obrigada ao cancelamento cumprida sob ameaça de (mais!…) chuva, ainda esteve no comando da tabela de tempos, mas acabou por conseguir o quinto melhor registo, com 2,575 km em 1.13,647 m, a 0,553 s do suíço Edoardo Mortara, da Mahindra Racing (1.13,094 m, à velocidade média de 126,8 km/h).







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