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Mecânica trai Verstappen & Cia.

Atualizado: 18 de mai.

Na 54.ª edição das 24 Horas de Nürburgring. Alemanha, num circuito com 25,378 km e 170 curvas, 159 carros em competição, em cerca de duas dezenas e meia de categorias, incluindo o Mercedes-AMG GT3 Evo #3 da Verstappen Racing… de Max Verstappen. Esta participação do tetracampeão na Fórmula 1 esgotou os bilhetes, o que aconteceu pela primeira vez, contabilizando-se mais 352.000 espectadores durante todo o fim de semana, mas piloto neerlandês não teve a estreia que tanto ambicionava. A equipa comandou grande parte da corrida (mais de 20 horas), mas falha no veio da transmissão a cerca de 3h20 da bandeira de xadrez fê-la perder 20 voltas e atrasar-se muito, por isso terminando apenas na 27.ª posição, a 15.ª entre os SP9/GT3.



Verstappen apresentou-se em carro próprio apoiado, tecnicamente, pela Winward e partilhou a condução do Mercedes-AMG com Daniel Juncadella, Jules Gounon e Lucas Auer. Curiosamente, a corrida foi ganha por carro igual integrado na mesma estrutura de origem norte-americana que tem divisão europeia e ligação próxima à divisão desportiva do fabricante alemão: o GT3 Evo #80 de Maro Engel, Luca Stolz, Fabian Schiller e Maxime Martin – conseguiu-o depois de 156 voltas (3958,96 km), o corresponde a uma velocidade média de 164,334 km/h! Ainda assim, trata-se de registo aquém do recorde de 162 voltas e 4085,90 km do Ferrari 296 GT3 vencedor em 2023. Na segunda posição, o Lamborghini Huracán GT3 Evo2 do Red Bull Team ABT, a 2.12,311 m. E, na terceira, o Aston Martin Vantage AMG Evo da Walkenhorst Motorsport, a 16,439 s da máquina italiana.



Para a Mercedes, apenas a terceira vitória nas 24 Horas de Nürburgring, com 2026 a somar-se aos dois êxitos da Black Falcon em 2013 e 2016, o primeiro com o SLS AMG, o segundo com o AMG GT3. Neste quadro, primeira posição destacadíssima para a BMW, com 21 vitórias. Seguem-se Porsche (13), Audi (7) e Ford (5). A marca da estrela é quinta na tabela, com o mesmo número de sucessos da Chrysler. Este ano, na categoria de topo, apenas 18 dos 41 carros que iniciaram a corrida viram a bandeira de xadrez, facto que testemunha o nível de exigência tanto das 24 Horas, como do Inferno Verde.



“Este desfecho é muito doloroso, mas o desporto automóvel é assim, cruel… Não controlamos tudo e a corrida, para nós, teve três horas a mais”, disse Juncadella, o espanhol de 35 anos que estava ao volante do Mercedes-AMG GT3 Evo #3 quando aconteceu a avaria mecânica. “Temos de orgulhar-nos do que fizemos e de tudo o que decidimos durante as 24 horas. O Max divertiu-se imenso e, seguramente, não esteve aqui apenas por uma vez”, concluiu.

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