Governo anuncia mais radares nas estradas
- E-Auto

- 10 de jul.
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Prosseguindo a sua cruzada contra a sinistralidade rodoviária, o Governo irá expandir o número de radares de controlo de velocidade média nas estradas nacionais, procurando dessa forma baixar o número de acidentes e de vítimas mortais. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, adiantando ainda que a revisão ao Código da Estrada está a ser ultimada para avaliação do Ministério da Administração Interna (MAI) em setembro.

A rede de radares em Portugal vai aumentar em breve, estando já assegurados 12 novos pontos de controlo de velocidade média nas estradas nacionais, de acordo com o anúncio efetuado pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. O processo está neste momento em concurso público, estando assim previsto o reforço da vigilâncias no trânsito, sobretudo em pontos considerados de maior risco.
O objetivo é reduzir o número de acidentes e de vítimas resultantes dos acidentes de viação, estando em cima da mesa também a revisão profunda do Código da Estrada, o qual prevê o agravamento de sanções para diversos comportamentos considerados perigosos, como o excesso de velocidade. Outra das medidas passará pela reativação da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana, de forma a melhorar a fiscalização nas estradas.
Em declarações aos jornalistas, Rui Rocha explicou que está a ser feita “uma profunda transformação digital na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e até ao final de agosto, início de setembro iremos começar a implementar uma interoperacionalidade com as forças de segurança numa dimensão de fiscalização, de formação e sensibilização".

Estas informações foram avançadas em paralelo com a apresentação da campanha de segurança rodoviária “Este verão tu escolhes como chegar… Escolhe chegar bem!”, iniciativa encabeçada pela ABC – Associação Bênção dos Capacetes, especialmente orientada para os utilizadores de motociclos.
O secretário de Estado indicou ainda que todas estas medidas estão englobadas no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR), que está em consulta pública até 18 de julho, destacando que este documento tem como objetivo reduzir em 50% as vítimas mortais até 2030 em relação a 2019.
Tolerância zero e “guerra civil”
Por seu turno, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, dirigiu a sua intervenção às autoridades fiscalizadoras, incitando a que exista “tolerância zero” aos comportamentos de risco ao volante.
“A nossa postura será de sanções duras e tolerância zero. Deixo uma palavra às forças de segurança: que as mãos não vos doam, temos obrigação de fazer mais e melhor. Temos uma guerra civil nas estradas portuguesas. Há famílias absolutamente destruídas, há despesa brutal, mas isso é o que é, apenas dinheiro, o que interessa é a vida das pessoas”, afirmou Luís Neves, apontando ainda como objetivo combater as prescrições das contraordenações.
“[Se] prevaricou, tem de ser imediatamente responsabilizado. Não pode haver aqui nem meses, nem anos, nem prescrições”,






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