McLaren tem novo logótipo
A marca britânica apresentou uma nova identidade visual inspirada na oficina da família de Bruce McLaren, na Nova Zelândia. A mudança sege uma transformação profunda da empresa, que prepara o lançamento de novos automóveis, incluindo o seu primeiro Sport Utility Vehicle), e um investimento de 500 milhões de libras (cerca de 575 milhões de euros) na expansão das operações industriais no Reino Unido.
A McLaren, companhia fundada em dezembro de 1985 e detida integralmente por uma sociedade de investimento propriedade do governo do Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos, especializada em mobilidade avançada, indústria automóvel e novas tecnologias (CYVN Holdings LLC), ganha, assim, uma identidade visual que estabelece uma ligação mais forte entre a história da marca e o futuro.
A inspiração para o novo logótipo foi encontrada em Remuera, Auckland, na Nova Zelândia, mais precisamente na antiga oficina da família de Bruce McLaren, fundador de empresa criada em 1963, como equipa de competição – três anos depois, em 1966, estreia no Mundial de Fórmula 1. Foi neste estabelecimento, propriedade dos pais de Bruce, Les e Ruth, que o futuro piloto e construtor desenvolveu a paixão pelos automóveis e pela engenharia. E também onde preparou o Austin Seven modificado com que conquistou a primeira vitória numa corrida, em Muriwai Beach, em 1952 – à época, o neozelandês tinha apenas 15 anos.

Mais de seis décadas depois da fundação da McLaren Racing, em 1963, a marca recuperou a tipografia utilizada na identificação da oficina, reinterpretando-a através de um desenho minimalista e contemporâneo. A nova identidade foi desenvolvida conjuntamente pela McLaren Automotive e pela McLaren Racing, com o objetivo de aproximar as duas atividades e criar uma imagem mais coerente para a marca.
O conhecido símbolo Speedmark, que acompanha o nome McLaren, mantém-se, assim como o Speedy Kiwi, representação de um quivi estilizado que recorda as origens neozelandesas da Bruce. A cor tradicional Papaya Orange continua a ser fundamental na identidade da marca, mas surge acompanhada por uma paleta mais alargada, inspirada em momentos importantes da história da empresa.
McL 6GT estreia identidade
O primeiro automóvel a apresentar o novo logótipo é o McL 6GT, revelado em agosto, durante a Semana do Automóvel de Monterey, na Califórnia, EUA. Este superdesportivo com motor V8 em posição central-traseira, tração às rodas posteriores e monocoque em fibra de carbono tem início de produção marcado para 2028, facto que explica a inexistência de mais informações sobre as especificações técnicas e as “performances”, à exceção do facto de contar com caixa manual, o que acontece pela primeira vez num McLaren de estrada desde o F1 de 1992. Este modelo é inspirado no histórico M6GT, projeto desenvolvido por Bruce McLaren no final da década de 1960. A designação McL é o acrónimo de McLaren Cars Limited e poderá ser utilizada noutros futuros carros.

David Woodhouse, diretor criativo da McLaren Automotive, diz que a mudança não representa uma tentativa de transformar a marca numa interpretação retro do passado. O objetivo é reconhecer o legado do fundador e utilizá-lo como fundamento para uma nova etapa de crescimento. Segundo o mesmo responsável, todas as marcas de luxo de referência reconhecem e valorizam as suas origens, mas a forma como interpretam esse património deve orientar-se para o futuro.
Primeiro SUV confirmado
A apresentação do novo logótipo acontece poucos dias depois de a McLaren confirmar um programa de investimento de 500 milhões de libras no Reino Unido, destinado a ampliar a capacidade industrial e o desenvolvimento da empresa. Este plano inclui a construção de uma segunda unidade de produção, o desenvolvimento de motores próprios e a diversificação da gama, atualmente concentrada nos superdesportivos de dois lugares. Entre as novidades, o primeiro SUV da história, o que permitirá à marca entrar num segmento onde já competem a Ferrari, com o Purosangue, e a Lamborghini, com o Urus.
A nova estratégia insere-se na reorganização da empresa iniciada após a aquisição da McLaren Automotive pelo investidor do Abu Dhabi, e a integração da Forseven, empresa britânica especializada em automóveis elétricos de luxo fundada em 2022, em 2025.







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