Polestar recua nos comandos táteis
- João Isaac

- há 13 horas
- 1 min de leitura
A Polestar prepara-se para rever a abordagem minimalista aos interiores, com a introdução de mais comandos físicos nos seus futuros automóveis. Esta decisão surge na sequência do “feedback” dos clientes, que têm criticado a excessiva dependência dos monitores táteis para o comando de funções essenciais.

Até agora, os automóveis da marca sueca na “órbita” da chinesa Geely destacam-se por uma forte digitalização, concentrando a maioria dos comandos de conforto, multimédia e assistência à condução no ecrã central do sistema de infoentretenimento. No entanto, esta filosofia poderá sofrer alterações significativas na próxima geração de automóveis.
Em declarações à publicação britânica Autocar, o administrador-delegado da Polestar, Michael Lohscheller, reconheceu a importância de ouvir os utilizadores, admitindo que a marca está a repensar a sua estratégia. A tendência passa por adotar botões físicos para funções-chave, reduzindo a dependência exclusiva dos controlos táteis.
Um dos primeiros automóveis a refletir esta mudança deverá ser o Polestar 3, aquando da sua atualização, prevista para 2027. Entre as alterações em estudo está a substituição dos comandos táteis no volante por botões físicos ou soluções com melhor resposta háptica, melhorando a ergonomia e a facilidade de utilização.
Esta evolução não resulta apenas das preferências dos clientes. Também entidades reguladoras e organismos de segurança rodoviária têm incentivado os fabricantes a privilegiar comandos físicos para funções críticas, como os indicadores de mudança de direção ou os limpa-para-brisas, em nome da segurança e da redução de distrações ao volante.
Com esta mudança de rumo, a Polestar junta-se a uma tendência crescente na indústria automóvel, que procura encontrar um equilíbrio entre digitalização e usabilidade, aumentando a segurança e melhorando a experiência de condução.









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