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Alpine A110 elétrico só no final de 2027

há 2 horas
4 min de leitura

A Alpine revelou a silhueta do futuro A110 elétrico no Salão Automóvel de Paris, seguindo-se à estreia pública do protótipo de testes no passado Festival de Velocidade de Goodwood, em julho. Antony Villain, Diretor de Design da marca francesa, explicou à E-AUTO que, embora o desenho do modelo esteja praticamente completo, o objetivo é revelá-lo mais perto da revelação oficial, no final do próximo ano, em linha com o cronograma estabelecido.



Será preciso esperar até ao final do próximo ano para ficar a conhecer, em definitivo, o novo Alpine A110 elétrico. A marca francesa está a desenvolver o sucessor do coupé desportivo com recurso a uma nova plataforma, a Alpine Performance Platform (APP), altamente modular e capaz de incorporar diferentes configurações motrizes e de carroçaria, sendo essa uma das razões apontadas pelo Diretor de Design da marca, Antony Villain, para o tempo de desenvolvimento mais prolongado.


Para já, a marca deu mais um passo na apresentação do A110 elétrico, com a revelação no Salão de Paris de uma escultura que apresenta o estilo – embora de forma muito figurada – do futuro modelo, que até já contou com uma primeira aparição pública, durante o Festival de Velocidade de Goodwood, em julho, embora profundamente camuflado para ocultar as suas linhas. Em Paris, o véu foi levantado – literalmente – sobre o A110 Sculpture, que dá mais pistas sobre o desenho definitivo do modelo.



Em declarações prestadas aos jornalistas durante o Salão de Paris, Villain explicou que o desenho do modelo já está finalizado, mas que ainda não foi mostrado (nem será nos próximos tempos) porque a equipa de desenvolvimento está a seguir um calendário de pequenas etapas que levarão ao momento de apresentação, no final de 2027. Um dos aspetos mais importantes prende-se com a demora de aprimoramento de todo o “pacote” do A110, mas também a conceção da plataforma como um dos elementos transversais à gama futura da Alpine.


“O ‘design’ está finalizado, mas não vamos mostrá-lo, ainda, porque o carro é completamente novo. Tudo é novo – a plataforma, as tecnologias de baterias e de motores, ou seja, toda a filosofia elétrica, e o ‘cockpit’. Tudo é novo e isso leva tempo, não é como desenvolver um carro em apenas dois anos. Temos todo o desenvolvimento para fazer e é uma plataforma, não só um carro. Isso quer dizer que esta plataforma está a ser desenhada para ser modular e, enquanto estamos a desenvolver o A110, temos de garantir a flexibilidade para cinco ou seis carros com silhuetas diferentes e é por isso que não é assim tão simples. Depois começamos a testar a condução”, afirmou Antony Villain, respondendo ao porquê de o desenho do modelo ainda não ser mostrado na globalidade.



“Tivemos o primeiro teste em Goodwood, foi o primeiro chassis dinâmico e estamos a usá-lo, agora temos toda a sequência de desenvolvimento e é uma longa jornada. Esta plataforma é realmente o centro do futuro da Alpine e tudo isto leva tempo, não queremos apressá-lo”, completou.


Por outro lado, Villain indicou ainda que este processo segue um calendário estruturado de forma a manter o interesse da imprensa e dos potenciais clientes no futuro A110 elétrico. “O carro novo será revelado no final do próximo ano, pelo que temos de manter o ímpeto e temos também de levar os nossos clientes a aderirem aos elétricos. Sabemos que não vai ser fácil para toda a gente. É por tudo isto que também não revelamos muito: começámos por explicar o que é a plataforma, depois com o teste de protótipo [em Goodwood] avançámos um pouco mais as capacidades de condução do carro e, com o A110 Sculpture começamos a mostrar a identidade de ‘design’ e todos irão acompanhar o desenvolvimento do carro até à sua revelação, o que faz a ponte entre o final da produção do A110 atual e do futuro. É esta a história que construímos e é igualmente importante envolver os nossos clientes nesta nova era”.



Descapotável confirmado

O A110 elétrico também terá uma versão descapotável, com Villain a assegurar que o desenvolvimento está em curso e decorre também das potencialidades da plataforma APP, que permitirá o lançamento dessa versão ao contrário do que sucedeu com o A110 anterior, cuja plataforma o impedia.


“No caso do A110 anterior, o modelo foi concebido exclusivamente como coupé. Tentámos, durante o ciclo de vida do modelo, criar uma versão descapotável, mas por questões de rigidez e de peso, a configuração da plataforma não estava preparada, pelo que seriam necessárias demasiadas alterações. Mas, neste caso, fizemos as coisas de forma muito diferente e é por isso que a questão da plataforma e do tempo de desenvolvimento é tão importante. Está pronta para ter uma distância entre eixos maior, para ter vias mais largas, para ter rodas de dimensões maiores e diferentes disposições dos motores. Temos de estudar previamente todas as silhuetas possíveis para os carros que queremos lançar e a versão descapotável é muito importante”, adiantou, concedendo igualmente que isso poderá ajudar a expandir o alcance da marca para chegar a mais clientes – “poderemos duplicar o nosso alcance com a versão descapotável”.

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