Geely vai testar baterias de estado sólido em 2027
- João Isaac

- há 6 horas
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Marca chinesa prepara-se para o arranque da fase-piloto do programa de testes de baterias de estado sólido. Antecipam-se versões com uma densidade energética de 500 Wh/kg e autonomias acima de 1000 km. Embora a comercialização em larga escala não seja esperada antes do final da década, 2027 poderá marcar um momento importante na evolução desta tecnologia aplicada aos automóveis elétricos.

Depois de a BYD ter anunciado a intenção de produzir, numa primeira fase e em pequena escala, baterias com eletrólito sólido, é agora a vez da Geely avançar com um programa de ensaios. De acordo com o portal especializado CarNewsChina, o fabricante chinês prepara-se para implementar uma fase-piloto destinada a testar esta tecnologia em diversos automóveis das marcas que integram o seu consórcio.
Até ao momento, a Geely não anunciou quais as marcas e automóveis participantes no programa. No entanto, segundo a informação divulgada, algumas das baterias em desenvolvimento apresentam uma densidade energética de até 500 Wh/kg, valor muitíssimo maior do que o disponível atualmente na maioria das baterias de iões de lítio utilizadas nos automóveis elétricos.
Esta característica poderá permitir alcançar autonomias superiores a 1000 km, embora a autonomia efetiva dependa de outros fatores, como a capacidade total da bateria, o consumo energético do veículo, a aerodinâmica ou as condições de utilização. A Geely também não divulgou, para já, quaisquer dados relativos à capacidade dos acumuladores, potência de carregamento ou composição química.

CATL também aponta para 2027
A Geely não é, contudo, o único fabricante chinês a acelerar o desenvolvimento desta tecnologia. A CATL, um dos maiores fabricantes mundiais de baterias para automóveis elétricos, já confirmou que também pretende iniciar em 2027 a produção das suas próprias baterias com eletrólito sólido, embora numa fase limitada, inicialmente, a um projeto-piloto.
Segundo o administrador-delegado da CATL, Robin Zeng, a tecnologia encontra-se já numa fase avançada de desenvolvimento. Ainda assim, permanecem desafios importantes antes de ser possível passar da etapa experimental para uma utilização em larga escala, sobretudo ao nível dos custos, da capacidade de produção e da durabilidade.
As baterias de estado sólido substituem o eletrólito líquido tradicional por um material sólido, uma alteração que poderá permitir aumentar a densidade energética, melhorar a segurança e reduzir o peso dos sistemas de armazenamento. Por esse motivo, esta tecnologia é apontada como uma das mais promissoras para a próxima geração de automóveis elétricos.
Se os programas-piloto da Geely, da CATL e de outros fabricantes avançarem de acordo com o previsto, 2027 poderá representar um passo decisivo rumo à adoção em maior escala das baterias de estado sólido no setor automóvel.






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