Jim Farley vende De Tomaso Pantera
- Pedro Junceiro

- há 4 horas
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O presidente e administrador-delegado da Ford, Jim Farley, vendeu, recentemente, um dos automóveis mais peculiares que integravam a sua coleção privada: um exemplar de 1972 do De Tomaso Pantera, desportivo de origem ítalo-americana com fortes ligações históricas e técnicas ao fabricante de Deaborn (Detroit), EUA.

Produzido pela marca italiana De Tomaso, o Pantera destacou-se na década de 1970 pelo desenho “agressivo” e pela configuração de motor central, posicionando-se como alternativa a superdesportivos tanto da Ferrari, como da Lamborghini. Este automóvel também ficou marcado pela colaboração entre o fabricante transalpino e a Ford, que forneceu o motor V8 e viabilizou a distribuição do carro no mercado norte-americano, através da rede Lincoln-Mercury.
O desenvolvimento do Pantera resultou de uma parceria iniciada no final da década de 1960 que também envolveu a Ghia. O acordo previa cooperação técnica, desenvolvimento de protótipos e intercâmbio de engenheiros entre Itália e EUA, permitindo à Ford reforçar a sua influência no “design” europeu.

Lançado em 1971 e produzido pela Vignale, o Pantera chegou ao mercado com um preço competitivo para a época e distribuição em cerca de 200 concessionários Lincoln-Mercury nos EUA. O sucesso foi imediato: até 1974, mais de 3500 unidades vendidas no lado de lá do Atlântico e cerca de 1000 na Europa.
No total, a produção aproximou-se das 9000 unidades, consolidando o Pantera como um dos desportivos mais bem-sucedidos desse período. O acordo de comercialização com a Ford terminou em 1975, mas a produção prosseguiu até 1991.
De carro de serviço a peça de coleção
A unidade vendida por Jim Farley tem uma história particularmente singular. Foi utilizada como carro de serviço na divisão Aeronutronic da Ford Aerospace, antes de ser registado na Califórnia em 1974. Mais tarde, integrou a coleção de um museu no Massachusetts, onde permaneceu durante cerca de duas décadas.
Farley adquiriu o automóvel em 2024 por cerca de 121.000 dólares e submeteu-o a diversas intervenções de restauro e atualização. Agora, o carro foi vendido através da plataforma “Bring a Trailer”, por um montante que atingiu os 293.000 dólares.

Este Pantera exemplifica não apenas a ligação histórica entre a Ford e a De Tomaso, mas também a crescente valorização dos carros clássicos, também pela sua relevância industrial e tecnológica, sobretudo aqueles que marcaram uma fase de colaboração transatlântica no setor automóvel.












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