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Mercedes -Benz Classe A até 2028… mas produzido na Hungria

Menos de um ano volvido sobre o anúncio, por parte da Mercedes-Benz, de que o atual Classe A seria descontinuado, um responsável da marca da estrela, em declarações ao jornal Automobilwoche, fez, agora, saber que a respetiva carreira comercial manter-se-á até 2028 (altura em que a presente geração cumprirá uma década de vida…), embora a sua produção passe a ter lugar, a partir do segundo semestre do ano, na fábrica do construtor alemão localizada em Kecskemét, na Hungria.



Segundo a mesma fonte, o objetivo é libertar capacidade de produção na fábrica de Rastatt, na Alemanha (de cujas linhas tem saído o modelo de acesso à gama da casa de Estugarda), quer para os novos CLA e CLA Shooting Brake, quer para a nova geração do GLA, que também aí será fabricada, a partir de 2027– e oferecerá tanto versões 100% elétricas como térmicas, por forma a poder substituir, igualmente, o atual EQA, e cumprir a nova determinação da Mercedes, de contar com os dois tipos de motorização na maioria dos membros que compõem a sua oferta.

 

Se esta decisão impede que um dos mais antigos modelos da atualidade a fazer uso da estrela de três pontas continue a ostentar o estatuto “Made in Germany”, por outro lado, deverá permitir reduzir os respetivos custos de fabrico, assumindo que tanto os operacionais, como os do trabalho, serão menores na Hungria do que na Alemanha. Não menos interessante, a (forte) possibilidade de o Classe A vir a conhecer um sucessor (o que não acontecerá com o Classe B, que irá ser, progressivamente, descontinuado), ao contrário do inicialmente estabelecido pela estratégia definida, em 2022, por Ola Källenius, CEO e Presidente do Conselho de Administração da Mercedes desde 2019: apostar no “ultraluxo” para garantir os resultados comerciais e financeiros almejados pelos acionistas, algo que os próprios começaram a contestar quando não aconteceu, e terá levado a uma correção acentuada da rota então traçada.



Por saber está se a futura geração do Classe A, a posicionar abaixo do CLA, será disponibilizada exclusivamente no formato “hatchback” de 5 portas, ainda muito popular na Europa, ou se a Mercedes aproveitará para fazer renascer a variante de três volumes e quatro portas, uma configuração de carroçaria bastante procurada noutras latitudes. Certo parece ser que o construtor de Estugarda não está disposto a abdicar de uma clientela mais jovem, e menos endinheirada, que muito lhe custou a conquistar, ainda que, sendo um facto que os elevados volumes tenderão a compensar margens de lucro menos substantivas que as garantidas pelas suas propostas de outro porte e calibre, haverá quem contra-argumente que tal não ajudará a posicionar a Mercedes como uma marca verdadeiramente de luxo. Mas se há marca que, ao longo de mais de um século, tem demonstrado ser menos vulnerável aos supostos prejuízos de disponibilizar veículos para (quase) todo o tipo de clientes, e destinados a (quase) todo o tipo de utilizações, sem perder o seu estatuto “premium”, é esta…

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