Polestar 4 Long Range Single Motor
- José Caetano

- há 18 horas
- 4 min de leitura
A marca de automóveis elétricos registou um recorde de vendas no primeiro trimestre, com 13.126 unidades, mais 7% do que no período homólogo de 2025. A tendência manteve-se no nosso País, com 137 exemplares matriculados (+23,4%). E o sucesso deve-se, sobretudo, ao Polestar 4. À prova, a versão Long Range Single Motor com tração traseira, 272 cv e até 620 km de autonomia! Visualmente, o SUV-Coupé é entusiasmante.

A Polestar, marca de automóveis elétricos baseada na divisão da Volvo que tinha a missão de preparar os carros mais desportivos, à imagem de BMW M e Mercedes-AMG, tornou-se independente em 2017 e apresentou o primeiro modelo em nome próprio tão-somente dois anos depois, o 1, que tinha motorização híbrida Plug-In. Este 4 é SUV-Coupé com 4,840 m de comprimento e 2,999 m entre eixos fabricado na China (Ningbo) e na Coreia do Sul (Busan) que tem a ambição de competir com Audi Q4 Sportback e-tron, XPENG G6, Tesla Model Y & Cia.!
O Polestar 4 não iguala (ainda?!) os números dos concorrentes diretos, mas está a contribuir, ativamente, para o crescimento de marca que precisa de números cada vez mais positivos para ganhar dinheiro em vez de perder, mesmo sabendo-se que o lucro é possível apenas depois de investimento massiva na construção da gama e na promoção da imagem, condição para competir num mercado superpovoado.

E este automóvel cumpre a missão de seduzir consumidores, devido a arquitetura e desenho que sobressaem na paisagem rodoviária. E, precisamente por isso, foi o motor do crescimento no primeiro trimestre do ano, com recordes de vendas tanto lá fora (13.126 unidades, mais 7% do que no período homólogo de 2025), como cá dentro (137 exemplares, crescimento de 23,4% num mercado que progrediu 9,4% e em que os elétricos representaram 24,3% das matrículas).
No Polestar 4, versões Long Range Single Motor (200 kW/272 cv e tração traseira) e Long Range Dual Motor (400 kW/544 cv e quatro rodas motrizes). Experimentámos a primeira. Este SUV-Coupé tem a particularidade de não dispor de vidro posterior, razão na origem do monitor digital que substitui o retrovisor interior e apresenta as imagens captadas por câmara traseira. Trata-se de combinação que não beneficia a visibilidade posterior, e tudo parece encontrar-se bastante mais próximo do que está na realidade, o que também origina, frequentemente, sensações negativas.
O Polestar assenta na variante 1 da plataforma SEA que o consórcio chinês Geely, companhia que detém o controlo acionista de fabricante “independente” e cotado em bolsa, estreou no 001 da Zeekr, marca que também é propriedade da empresa baseada em Hangzhou, China. Nas duas versões do 4, baterias com química NMC fornecidas pela CATL, ambas com 100 kWh de capacidade bruta (94 kWh úteis). A arquitetura elétrica é de 400 V, e por isso, recarregamentos com potências até 200 kW (corrente contínua) ou até 11 kW (corrente alternada) – na primeira situação, a energia armazenada aumenta de 10% para 80% em 30 minutos; na segunda, 0% a 100% em 11h00 (diminui para 5h30 com 22 kW, hipótese proposta no pacote Plus Pack, que custa 5500 € e inclui, também, Head-Up Display (14,7’’ de superfície de projeção de informação), funções adicionais de conforto, acabamentos interiores e materiais específicos e sistema de som “premium”). O carregador é bidirecional, o que permite a alimentação de equipamentos elétricos externos com a bateria.

A Polestar, para o 4 com motor de 272 cv e tração traseira, reivindica até 620 km de autonomia, o que corresponde a consumo médio combinado de 17,8 kWh/100 km (WLTP) – conduzindo com serenidade, conseguimos aproximar-nos deste registo –, 0-100 km/h em 7,1 segundos e velocidade máxima de 200 km/h. Dinamicamente, o SUV-Coupé, devido às dimensões e ao peso, não é a referência desportiva entre os automóveis elétricos, mesmo comportando-se muito bem na generalidade das situações e impressionando, positivamente, pela condução ágil, estável, precisa e segura. Somam-se, ainda, o conforto e a suavidade de rolamento acima da média, devido ao desempenho ótimo da suspensão.
No Polestar 4, possibilidade de adaptarmos a entrega da potência, a sensibilidade do chassis (direção e amortecimento), a intrusão do controlo de estabilidade e até a atuação do One Pedal Drive, o sistema que gere a intensidade da regeneração de energia nas desacelerações ou travagens (no “standard”, eliminando a pressão no acelerador, redução quase instantânea e significativa da velocidade de marcha).
Estes programas comandam-se no monitor tátil com 15,4’’ posicionado no centro de painel de bordo com desenho muito minimalista. O ecrã concentra o comando de quase todas as funções do automóvel – da abertura do porta-luvas e do portão às regulações dos retrovisores exteriores e do volante! Este equipamento tem boa resolução e combina facilidade de utilização e rapidez de interação. O “software” (Android Automotive) atualiza-se remotamente e é compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

O excesso de digitalização “estranha-se e entranha-se”, com o assistente de voz a apoiar-nos no controlo de diversas funções utilizadas muito regularmente, como a climatização, por quase não existirem comandos físicos. A qualidade de materiais e montagem combina com o posicionamento “premium” do Polestar e o espaço a bordo é abundante, sobretudo nos bancos posteriores, que contam com encostos reguláveis em inclinação. A bagageira tem 526 a 1536 de capacidade, somando 31 sob o piso, e há compartimento dianteiro (“frunk”) com mais 15 litros, o suficiente para a arrumação dos cabos para o carregamento da bateria.

O SUV Coupé tem, ainda, pacote extenso de assistências eletrónicas à condução, com atuação dependente das informações captadas por câmaras (12), radar (um) e sensores de ultrassons (12). Entre os opcionais, Pack Pilot (1500 €) com funções que permitem, por exemplo, mudanças automáticas de faixa de rodagem (ativa-se com o acionamento do “pisca”). O monitor da instrumentação tem 10,2’’ e mostra apenas as informações essenciais (autonomia, carga na bateria, velocidade, etc.).
No equipamento de série do concorrente de Audi Q4 Sportback e-tron, XPENG G6, Tesla Model Y & Cia., tejadilho panorâmico com escurecimento automático.



























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