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Primeiro SUV da marca Freelander

Na contagem decrescente para a 19.ª edição do salão de Pequim (Auto China- 2026), certame a realizar na capital chinesa entre 24 de abril e 3 de maio, a Chery Automobile e a Jaguar Land Rover apresentaram o estudo do primeiro automóvel de marca… Freelander, que representa, também, o renascimento do Sport Utility Vehicle (SUV) produzido pela marca britânica entre 1997 e 2014 (fabricaram-se duas gerações e venderam-se cerca de 1,2 milhões de exemplares em 17 anos!).



O Freelander ressurge na China e fá-lo como marca independente “premium” que fabrica apenas “New Energy Vehicles” (NEV) – leia-se carros equipados com motorizações elétricas e híbridas Plug-In (esta classificação inclui os sistemas de extensão de autonomia) e não é mais do que o resultado da colaboração entre o terceiro maior fabricante de automóveis chinês (foi-o em 2025, com 2.806.393 unidades), que está sedeado na cidade de Wuhu, na província de Anhui, e o consórcio britânico propriedade da indiana Tata Motors.

 

A ambição da Freelander, marca autónoma desde 2024, é competir globalmente, combinando o prestígio e a tradição da Land Rover com a capacidade tecnológica da Chery, empresa chinesa que também está por detrás do renascimento da Ebro, marca espanhola introduzida, recentemente, em Portugal, pela mão do Grupo MCoutinho. O Concept97 antecipa o automóvel com estreia comercial prometida para a segunda metade de 2026, com a missão de redefinir a experiência de condução na categoria dos SUV.



Seis novidades em cinco anos 

Baseada em Shanghai, China, a Freelander apresenta-se com uma rede global de operações, com Centros de Design tanto na cidade chinesa, como no quartel-general da Jaguar Land Rover, em Gaydon, Inglaterra, e mais duas infraestruturas na China: o Centro de Investigação de Suzhou e a fábrica de Changshu. A marca opera de forma independente, diferenciando-se das gamas Jaguar, Range Rover, Defender e Discovery, assim como dos diversos fabricantes que trabalham na dependência ou na órbita da Chery. No programa, seis lançamentos principais nos próximos cinco anos, apresentação de automóvel novo a cada seis meses.

 

O Concept97, como antecipámos recentemente em E-AUTO, baseia-se na plataforma TX1 da Chery, que encontramos em diversos automóveis de marcas do consórcio, como a Jaecoo, a Omoda e a Tiggo, e é reconhecida pela modularidade muito acima da média, o que permite adaptá-la para SUV de diversas dimensões. Todavia, para o Freelander, foi desenvolvida uma estrutura inovadora que admite o recurso a motorizações elétricas e híbridas Plug-In, e tem arquitetura elétrica de 800 V, para potências e velocidades maiores de carregamento das baterias e, também, mais quilómetros entre recargas.



No primeiro Freelander, só tecnologias de ponta, como o sistema de condução inteligente Qiankun desenvolvido com a Huawei, o programa i-ATS que assegura aptidões ótimas para o todo-o-terreno (amortecedores preditivos e três bloqueios de diferenciais), processador Qualcomm Snapdragon 8397 para capacidade de computação fora de série e, ainda, bateria Freevoy concebida com a CATL e preparada para as exigências do fora de estrada e com carregamento super-rápido 6C

 

O Concept97 foi desenhado sob supervisão de Gerry McGovern, ex-número um do “design” da Jaguar Land Rover, mantendo, por isso, elementos de estilo marcantes do Freelander original, mesmo se interpretados de forma mais contemporânea, dinâmica e jovem. Somam-se a silhueta quadrada que transmite uma impressão de robustez, os faróis geométricos e o logotipo em plano de destaque, itens que fazem com que este automóvel tenha o ADN da Land Rover, nomeadamente do Defender. 



O SUV novo tem mais de 5,1 m de comprimento e 3 m entre eixos, e configuração interior de 2+2+2 lugares. No painel de bordo, monitor digital flutuante em posição central. O regresso do nome Freelander representa, igualmente, uma homenagem à história da Land Rover. O original introduzido em 1997 contou com a primeira estrutura monobloco da marca inglesa e tornou-se pioneiro no segmento dos SUV compactos “premium” – automóvel mais vendido na categoria, na Europa, durante cinco anos consecutivos! Depois do fim da produção, sucedeu-lhe o Discovery Sport.


 

Este processo de renascimento arrancou em junho de 2024, quando Jaguar Land Rover e Chery assinaram acordo estratégico que permitiu à entidade nova utilizar nome tão impactante numa marca e numa gama nova de automóveis elétricos e híbridos Plug-In. A fábrica de Changshu beneficiou de investimentos na ordem dos 400 milhões de euros que modernizou muito a unidade, preparando-a, precisamente, para a produção dos SUV da Freelander. Estes carros, antes do início das exportações para a Europa, ficarão disponíveis na China, o maior mercado mundial desde 2009.

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