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Bugatti F.K.P. Hommage

Atualizado: há 9 horas

A Bugatti, para comemorar os 20 anos do Veyron, desenvolveu e produziu exemplar muito especial do superdesportivo, fazendo-o em honra do engenheiro por detrás da conceção da máquina apresentada, originalmente, em 2005: Ferdinand Karl Piech. Daí a denominação do bólide: F.K.P. Hommage. O motor W16 com 1600 cv é o mesmo do Chiron Super Sport.



A Bugatti, de forma tão inesperada como surpreendente, apresentou uma reinterpretação do Veyron. Trata-se de edição especial e limitada da máquina apresentada, originalmente, no Salão de Tóquio de 1999, então ainda na forma de protótipo, que tinha um motor W16 sobrealimentado por quatro turbocompressores e era capaz de 1001 cv! A marca francesa foi comprada pelo Grupo Volkswagen em 1998, a produção, recorda-se, arrancaria apenas em 2005 e, até 2015, em Molsheim, fabricaram-se 450 exemplares.

 

Segundo automóvel desenvolvido e produzido pelo equipa responsável pelo "Programme Solitaire", a divisão que trabalha os projetos mais especiais da Bugatti, o F.K.P. Hommage junta-se, assim, ao Brouillard. O desenho da carroçaria foi completamente reinterpretada, existem apontamentos/detalhes novos (ou melhorados) no "cockpit" e admitiu-se um nível extremo de personalização deste automóvel que celebra a história centenária da marca (Ettore Bugatti criou-a em 1909).

 

E, na história recente da Bugatti, o Veyron assumiu-se como marco importante, uma vez que "abriu a porta" à produção de hiperdesportivos com potência acima de 1001 cv e capazes de velocidades máxima superiores a 400 km/h. A marca classificou-o como um “Hyper-GT”, designação com que também identificou os sucessores Chiron (2016-2024) e Tourbillon (este automóvel apresentado em 2024, tem início de produção previsto para este ano, numa edição limitada a 250 unidades, com motorização híbrida que rende 1800 cv!).



Ecos do passado 

A história do Veyron não começou em Molsheim, mas sim num comboio de alta velocidade no Japão, onde Ferdinand Karl Piëch, então presidente do Grupo Volkswagen, fez o esboço original do motor com 16 cilindros em W, arquitetura central no programa de renascimento da Bugatti. De forma engenhosa, o motor apresentava-se numa configuração curta e larga, comprimindo o que normalmente seria uma mecânica com 1 m de comprimento em 645 mm, o que permitiu desenvolver um carro com distância entre eixos compacta (só 2,700 m) e quatro rodas motrizes.

 

Quando foi apresentado, em Tóquio-1999, ainda na forma de protótipo (desenhou-o Jozef Kaban sob a direção de Hartmut Warkuss), o Veyron surpreendeu pelas linhas horizontais e não em cunha, estilo popularizado pelo "designer" italiano Marcello Gandini nas décadas de 1970 e 1980.



O F.K.P. Hommage celebra esse legado. Sem anunciar o carro que serviu de base a criação tão exclusiva, mesmo acreditando-se que o "ponto de partida" foi o Chiron, a Bugatti equipou o carro novo com o W16 de 1600 cv do Super Sport, automóvel que concretizou outro sonho de Piëch: ultrapassar os 480 km/h de velocidade máxima! E representa, igualmente, o pináculo do desenvolvimento da mecânica, por dispor de turbocompressores maiores, Intercoolers otimizados e caixa de velocidades reforçada, necessidade imposta pelo aumento do binário.



Desenho atualizado

O exterior apresenta uma evolução subtil, mas significativa, do desenho do Veyron, ainda que a identidade geral seja mantida. Destaca-se a linha de cintura rebaixada do Veyron, a grelha tridimensional em forma de ferradura, produzida a partir de um bloco sólido de alumínio, fluindo mais naturalmente para a carroçaria circundante.

 

As entradas de ar maiores na dianteira alimentam o motor mais potente, enquanto as tomadas de ar características são mantidas logo atrás das cabeças dos ocupantes. As jantes também foram atualizadas: 20 polegadas na frente e 21 polegadas atrás, associadas a pneus Michelin com tecnologia de pneus evoluída.



A combinação de cores também não é inocente, alinhando-se com a configuração atualizada dos painéis para divisão visual mais harmoniosa. O acabamento exterior vermelho emprega técnicas avançadas de pintura por camadas: para criar um efeito tridimensional, é aplicada uma camada de vermelho sobre uma camada prateada à base de alumínio. A fibra de carbono exposta – em oposição à tinta preta comum – proporciona contraste reforçado graças à pigmentação preta de 10% integrada na camada transparente sobre a fibra de carbono.

 

Interior de luxo 

O interior do F.K.P. Hommage representa uma revolução quase completa em comparação com qualquer outro modelo W16 recente, incluindo o Chiron e o Mistral. Dispõe de volante exclusivo e personalização completa da consola central e do túnel central, concebidas também a partir de blocos de alumínio sólido. Os tecidos personalizados oriundos de Paris representam o mais recente avanço da Bugatti em personalização de interiores, introduzido com o Tourbillon, sendo uma evolução dos interiores exclusivamente em couro do Veyron.



Dominando o painel de instrumentos está o relógio Audemars Piguet Royal Oak Tourbillon, de 41 mm, integrado a pedido do futuro proprietário do F.K.P. Hommage. O relógio octogonal fica dentro de uma “ilha” com acabamento polido, técnica emprestada do acabamento das cabeças dos cilindros originais de oito cilindros em linha de Ettore Bugatti.

 

“O Prof. Dr. Ferdinand Karl Piëch foi um engenheiro por excelência, exigindo sempre que os seus carros tivessem a tecnologia mais recente e avançada. Por isso, no F.K.P. Hommage, honramos a sua visão com motor de 1600 cv com as mais elevadas especificações, caixa de velocidades reforçada de dupla embraiagem, os mais recentes compostos de pneus e termodinâmica e aerodinâmica otimizadas – todos os mais recentes desenvolvimentos ao longo de 20 anos de evolução do W16, envoltos na forma intemporal de um Veyron”, explica Frank Heyl, Diretor de Design da Bugatti. “Foi uma enorme honra trabalhar diretamente com o cliente neste projeto, refinando cada detalhe através de múltiplas iterações para criar o que considero o Veyron ideal e definitivo”, complementa.

 

Quanto a valores, a Bugatti não anuncia o custo desta versão especial, mas estará certamente na ordem dos milhões de euros.



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