Alpine e Lancia regressam aos ralis
- José Caetano

- 28 de out.
- 3 min de leitura
Alpine e Lancia encontram-se entre as marcas mais bem-sucedidas nos ralis. Se a primeira, com o A110 1800, ganhou o primeiro Campeonato do Mundo (WRC), em 1973, a segunda detém, desde 1992, o recorde de títulos de construtores (10). Em 2026, regresso das duas à categoria, a francesa num troféu monomarca no país de origem, com o A290 Rallye, a italiana, após a experiência com o Ypsilon Rally4 HF, prepara-se para competir no WRC2, com o Ypsilon Rally2 HF Integrale.

O Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) prepara-se para mudanças importantes, indispensáveis para aumentar a capacidade de atração de marcas de automóveis para categoria com muitos milhões de adeptos em todo o mundo. Em 2026, ainda que de forma diferente, dois “pesos pesados” de regresso à ação: Alpine e Lancia. A primeira, recorda-se, ganhou a primeira edição do Mundial, organizada em 1973, com o A110 1800, vencendo seis provas num calendário que teve 13, e a segunda, desde 1992, detém o recorde de títulos de construtores (10).
A Alpine, marca do Grupo Renault que mantém programas desportivos na Fórmula 1 e no Mundial de Resistência (WEC) –, recorreu à versão de topo (GTS) do A290, o subcompacto baseado no 5 E-Tech 100% Elétrico, para criar máquina de capaz de garantir-lhe regresso condigno à “casa de partida” na competição. Homologado de acordo com as normas da FIA para a categoria eRally5, o A290 Rallye possui motor elétrico (220 cv e 330 Nm) e bateria com 52 kWh de capacidade (o sistema admite carregamentos com potências até 100 kW).
De acordo com a marca, o A290 Rallye com tração dianteira conduz-se da mesma forma que os melhores carros de ralis da atualidade e apresentada equipado com travão de mão hidráulico, autoblocante e ABS. O Alpine conta com dois modos de condução que otimizam o desempenho em competição: Save (poupa energia nas ligações entre “especiais”) e Sport (utiliza-se só na “luta” contra o cronómetro).
O programa “Echo” da Alpine arrancou em dezembro de 2023, com o A290 Rallye a estrear-se em competição nos dias 8 e 9 de novembro, no Rali National de l’Indre, França, que também marca o início do A290 Trophy, campeonato monomarca que ganhará dimensão maior em 2026, com a organização do Alpine A290 Rally Trophy e do Alpine A290 Regional Trophy – no primeiro, seis provas integrados no Nacional francês; no segundo, admissão da participação independente em ralis regionais e provas de montanha inscritas no calendário da FFSA.
O A290 Rallye é proposto por 59.900 € (mais taxas) e a Alpine preparou troféu com 236.000 € de prémios monetários (“apenas” 46.000 € no segundo campeonato). A Opel desenvolveu programa semelhante para a versão elétrica do Corsa e também tem carro novo com a homologação eRally5 da FIA, o Mokka GSE Rally. Estreia em 2026, na Alemanha, igualmente num campeonato monomarca.

Italianos (ainda) mais ambiciosos
A Lancia é ainda mais ambiciosa do que a Alpine. A marca italiana iniciou o projeto há mais tempo e, por isso, depois da experiência com o Ypsilon Rally4 HF, modelo que também conhecemos do Campeonato de Portugal (CPR), encontra-se mesmo na antecâmara do regresso ao topo dos ralis, na categoria WRC2, com um Ypsilon Rally2 HF Integral. A estreia está confirmada para o arranque do Mundial-2026, no Monte Carlo (22 a 25 de janeiro).
Recentemente, através de vídeo, Luca Napolitano, Miki Biasion e Eugenio Franzetti anunciaram o programa de marca que ganhou, este ano, o campeonato italiano de duas rodas motrizes, com o Ypsilon Rally4 HF. “Estamos prontos para passo novo! Podemos anunciar o regresso da marca ao WRC”, disse o primeiro, administrador-delegado da marca do consórcio Stellantis.
Os pormenores do programa da Lancia para o WRC2, nomeadamente os detalhes sobre o carro e o projeto desportivo, serão divulgados em breve, durante evento na sede da Stellantis Motorsport, nos subúrbios de Paris, França. A marca italiana, no Mundial, ao recorde de títulos de construtores (10), soma a quarta posição na lista dos fabricantes com mais vitórias (73), superando-se tão-somente a Toyota (104), a Citroën (102) e a M-Sport Ford (94), e tem, ainda, o carro mais bem-sucedido na história do campeonato, o Delta, com 46 triunfos!





































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