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Primeiros pontos de Félix da Costa

António Félix da Costa, no ePrix de Miami, EUA, ronda 3 do Mundial de Fórmula E, somou os primeiros pontos da temporada (4). O português da Jaguar arrancou de terceiro, passou pelo comando e, na volta 26, foi abalroado por Felipe Drugovich, brasileiro da Andretti. Ainda assim, “salvou-se” a oitava posição! O companheiro de equipa Mitch Evans ganhou, somando a 15.ª vitória na categoria, o recorde na categoria!



O início do percurso de Félix da Costa na Jaguar, equipa em que ingressou depois de três temporadas na Porsche, não foi o mais feliz… Depois do incidente em São Paulo que originou a perda de muitos pontos (11.º) e da desistência na Cidade do México, na sequência de colisão, António procurava reencontrar-se com os êxitos no ePrix de Miami. Conseguiu-o na qualificação, com a terceira posição na grelha de partida, mas não repetiu o resultado na corrida com 41 voltas (logo, mais duas do que o planeado, após primeiro arranque atrás do Safety Car, devido ao excesso de água no asfalto originado pela chuva).



“Tenho um ‘alvo’ no carro!” 

No Autódromo Internacional de Miami, numa configuração do circuito diferente da estreada pela Fórmula 1 em 2022 (2,320 km “contra” 5,412 km), o português de 34 anos ainda passou pelo comando da corrida, mas o brasileiro Felipe Drugovich, da Andretti, na volta 26, calculou (muito) mal a travagem para a curva 13, a penúltima da pista, e colidiu na traseira do Jaguar I-Type 7 de Félix da Costa. A violência deste embate não originou a desistência de António, mas fez estragos que penalizaram o desempenho do monolugar elétrico até à bandeira de xadrez. Já o ex-Aston Martin F1, após a imprudência, parou nas boxes para reparar o monolugar – asa dianteira nova – e recebeu uma penalização de 10 segundos.



“Deve ter um ‘alvo’ na traseira no carro. Em três corridas, acertaram-me em duas!  E o dia estava a ser ótimo, com uma grande qualificação e uma grande corrida até esse momento. Estava a lutar pela vitória. Tive sorte, muita sorte, pude continuar e terminar em oitavo lugar, mesmo com danos no carro. Ambiciona outro resultado, mas ‘salvaram-se’ os pontos. Esta situação não é nova para mim! Nunca podemos desistir e temos de continuar a trabalhar. Provámos que estamos muito rápidos e, por isso, as coisas vão acabar por mudar”, disse-nos Félix da Costa no fim do ePrix de Miami.



Vitória 15 de Mitch Evans 

Em Miami, primeira posição para Mitch Evans, à frente dos Porsche de Nico Müller, segundo, e Pascal Wehrlein, terceiro. O neozelandês da Jaguar conseguiu recorde na Fórmula E, comemorando a 15.ª vitória na categoria. Fê-lo arrancando da nona posição na grelha de partida e socorrendo-se de estratégia que surpreendeu todos os adversários, com a ativação tardia dos dois “Modos de Ataque”, programas que aumentam a potência de 300 kW para 350 kW e acionam a tração integral.


 

“O recorde tem significado especial, mas continua a faltar-me o mais importante, a vitória no campeonato. A equipa necessitava deste resultado. Deu-me um carro muito bom e estivemos perfeitos na execução da estratégia”, afirmou Mitch Evans, que também passa a integrar o clube reservado aos pilotos que totalizam mais de 1000 pontos na Fórmula E, passando a contar com 1025 – os outros são Jean-Éric Vergne (1236), Sébastien Buemi (1088) e Lucas di Grassi (1077). António tem 916.



Em ePrix muito movimentado e com uma mão bem cheia de incidentes, devido ao piso molhado, nem o campeão em título (Oliver Rowland, Nissan), nem o primeiro classificado do campeonato (Nick Cassidy, Citroën) somaram quaisquer pontos, o que teve impacto nas classificações coletivas do Mundial, uma vez que a Porsche, com dois 9XX Electric no pódio, assumiu o comando tanto entre as equipas como entre os construtores.



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