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Antonelli reescreve história no Mónaco

Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, ganhou a edição 83 do Grande Prémio do Mónaco, a 72.ª pontuável para o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 e a ronda seis da temporada de 2026. O italiano, aos 19 anos e 6 meses, é o primeiro italiano a comemorar cinco vitórias consecutivas na categoria-rainha do desporto automóvel desde a proeza de Alberto Ascari em 1952.


Fotos: Mercedes-AMG Petronas Formula 1 Team, Ferrari Media e Red Bull Content Pool
Fotos: Mercedes-AMG Petronas Formula 1 Team, Ferrari Media e Red Bull Content Pool

Antonelli é, também, o piloto mais jovem a ganhar um grande prémio no Principado, implodindo recorde de Lewis Hamilton, que conseguiu a primeira das três vitórias que tem na corrida monegasca em 2008, num McLaren. O britânico, curiosamente, terminando na segunda posição, igualou o recorde de pódios de Ayrton Senna no circuito nas ruas de Monte Carlo: oito! O brasileiro detém o máximo de seis triunfos no Mónaco, incluindo cinco consecutivos.



Este domingo, a corrida foi caótica, com duas intervenções do Safety Car e uma bandeira vermelha, exibida na 68.ª volta de 78 ao circuito citadino mais famoso do desporto automóvel, após o despiste do monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. Este episódio, por ter acontecido no mesmo local do incidente com Lance Stroll, da Aston Martin, obrigou o diretor de corrida, o português Rui Marques, a inspecionar as condições da pista e a ordenar uma segunda partida.



Antes e depois da pausa na ação, muitos anúncios de penalizações, a maioria por violações do limite de velocidade no “pit lane” (60 km/h), incluindo depois da exibição da bandeira de xadrez – na “secretaria”, Pierre Gasly, da Alpine, perdeu a terceira posição em que terminou na pista e Sergio Pérez, da Cadillac, ficou sem o primeiro ponto da Cadillac na Fórmula (herdou-o Fernando Alonso, da Aston Martin). No Mónaco, registo, igualmente, de uma mão cheia de abandonos precoces – Max Verstappen, segundo na grelha de partida, desistiu no final da primeira volta, depois de quase não arrancar, com problemas na unidade de potência do Red Bull-RBPT Ford, e o campeão Lando Norris, da McLaren-Mercedes, o vencedor da corrida em 2025, também “saiu de cena” por problema mecânico.


Antonelli resistiu, heroicamente, aos dois momentos de maior pressão: as partidas. O italiano agarrou-se ao comando durante as 78 voltas e conseguiu o primeiro “grand slam” na categoria de topo da competição automóvel – depois da “pole position” na véspera, primeiro de fio a pavio, vitória e volta mais rápida da corrida.


 

«O fim de semana e a corrida foram incríveis. O nosso ritmo era formidável e tudo aconteceu de forma muito natural. O carro estava fantástico e deu-me a confiança necessária para acelerar do início ao fim», disse Antonelli, que está ainda mais confortável na primeira posição no Mundial, com 156 pontos, mais 66 do que o novo segundo classificado do campeonato, o britânico Lewis Hamilton, da Ferrari – depois do jejum em 2025, o terceiro pódio em 2026 e o segundo consecutivo!



George Russell, da Mercedes, penalizado com passagem pela via das boxes após a segunda partida, por incumprimento de penalização anterior, de 5 s, por excesso de velocidade no “pit lane” durante a paragem para troca de pneus, foi 12.º, não pontuou e baixou para terceiro na classificação de pilotos.

No próximo fim de semana, em Montmeló, realiza-se o Grande Prémio de Barcelona-Catalunha (o de Espanha, a partir deste ano, passa a realizar-se no novo circuito citadino de Madrid, o Madring) – ronda 14 do campeonato, a 13 de setembro.


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