Ao volante do ë-C3 mais acessível
- Pedro Junceiro

- há 6 horas
- 3 min de leitura
O Citroën ë-C3 Autonomia Urbana, utlitário elétrico já disponível no mercado nacional, procura redefinir as normas da mobilidade acessível alternativa aos motores de combustão interna, por percorrer mais de 200 km entre recargas da bateria e custar menos de 18.000 €. Primeiras impressões de condução de um carro que ambiciona contribuir para democratizar a eletrificação em ambientes citadinos.

Um dos carros elétricos de maior sucesso em Portugal, o Citroën ë-C3, reforça-se com uma versão Autonomia Urbana, que permite à marca francesa colocar-se numa posição de destaque na corrida à democratização da mobilidade sem emissões poluentes. Lançado com preço de campanha (por tempo indeterminado...) de 17.990 €, este modelo afirma-se como uma das propostas mais competitivas do mercado nacional, não somente entre as propostas 100% elétricos, mas também entre as que estão equipadas com motores de combustão interna.
Face às demais versões da geração nova do C3, o ë-C3 Autonomia Urbana não incorpora grandes novidades visuais, mantendo o formato irreverente e robusto dos demais modelos da gama, enquanto a vertente técnica também não muda, mantendo-se a plataforma Smart Car da Stellantis, arquitetura que admite diversos tipos de tecnologias de propulsão, e os demais componentes mecânicos (nomeadamente direção e suspensão).
Porém, tratando-se de carro essencial para as ambições da Citroën de tornar a mobilidade limpa acessível para um número cada vez maior de pessoas, este ë-C3 Autonomia Urbana recorre a motor com 113 cv (83 kW) e 124,5 Nm. A bateria LFP com 30 kWh de capacidade útil completa o esquema técnico de modelo pensado para as deslocações urbanas diárias.
A marca do “double chevron” aponta para uma autonomia máxima em ciclo combinado WLTP de até 213 km (16,5 kWh/100 km de consumo médio), um valor considerado mais do que satisfatório, uma vez que a maioria dos condutores, de acordo com estudos da Citroën, não percorrem mais do que 40 km/dia.
A recarga da bateria, de série, faz-se apenas em tomadas de corrente alternada (AC) e uma potência máxima de 7,4 kW. No entanto, opcionalmente, o ë-C3 pode receber carregador de bordo de 11 kW. A utilização das tomadas rápidas de corrente contínua (CC) depende sempre da compra do carregador de 30 kW, que também figura entre os extras.
Ainda no capítulo do equipamento, o ë-C3 Autonomia Urbana dispõe de lista robusta, composta, no nível de base (You), por painel de instrumentos do tipo “Head-Up Display”, sistema multimédia My Citroën Play com suporte para "smartphone", ar condicionado, sensor de luminosidade, retrovisores exteriores elétricos e suspensão Citroën Advanced Comfort, além dos muitos assistentes eletrónicos à condução integrados no Pack Safety.
Já a versão de topo Plus acrescenta elementos como as barras de tejadilho, o sistema My Citroën Play Plus com monitor tátil de 10'' e ligação “wireless” para "smartphones", bancos Citroën Advanced Comfort, banco do condutor regulável em altura, retrovisores exteriores elétricos e aquecidos, sensor de chuva e comutação automática entre médios e máximos.
Nota para a garantia “Citroën We Care” de até 8 anos ou 160.000 km dos componentes relacionados com o motor (incluindo caixa de velocidades e transmissão) e a bateria.

Condução muito fácil
A primeira experiência ao volante do ë-C3 Autonomia Urbana comprovou a ideia de um modelo que se adapta aos condutores que procuram estilo e facilidade de deslocação, sobretudo nas cidades. Com 113 cv, este modelo é suficientemente rápido para acompanhar o trânsito, com a direção leve a somar-se aos argumentos, por garantir mais agilidade.
Fora do ambiente citadino, o ë-C3 Autonomia Urbana pede um pouco mais de paciência e uma readaptação das expectativas: a entrega de potência é feita de forma progressiva e sem impetuosidade, o que torna este modelo num “companheiro” tranquilo para uma vivência declaradamente citadina. É aqui que reside o grande mérito desta versão do ë-C3, que consegue ainda ser confortável nos pisos mais degradados, mesmo que evidencie alguma secura na suspensão traseira, sobretudo na passagem por lombas.
A ergonomia de condução é simples, com a unidade testada (You) na apresentação internacional a dispor do sistema multimédia mais básico, com ligação ao "smartphone" para o fornecimento de informações de navegação, uma abordagem determinada pela necessidade de reduzir custos, bem como a opção por vidros traseiros de abertura manual, o que também é já uma raridade. No habitáculo, quase integralmente, plásticos duros, facto compensado pela montagem correta.
Referência final os 14,6 kWh/100 km de consumo médio combinado no fim do trajeto cumprido em Marselha, França, maioritariamente em cidade e em cenários de muito tráfego, os que "expõem" mais as melhores credenciais do Citroën novo.

Sobretudo, a conclusão mais óbvia e natural decorrente deste primeiro contacto é de que o ë-C3 Autonomia Urbana preenche um espaço importante na gama da Citroën, mostrando-se agradável de conduzir e sóbrio para oferecer acesso mais pragmático e em conta à mobilidade elétrica.







































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