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Bateria “trama” Volvo EX30

Atualizado: 4 de mar.

A Volvo anunciou a chamada às oficinas de 40.323 unidades do EX30, o 11.º carro elétrico mais vendido no mercado europeu durante o ano passado, de acordo com a analista e consultora DataForce, mesmo registando redução de 37% na procura, comparativamente aos números de 2024, para 48.919 exemplares, devido ao risco de incêndio das baterias por sobreaquecimento! E a empreitada é dispendiosa: de acordo com fonte conhecedora do processo, esta operação está avaliada em mais 160 milhões de euros, montante que não considera as despesas logísticas nem de reparação.



Segundo a notícia da agência Reuters, esta intervenção, que mancha a reputação de segurança da marca sueca, envolve a substituição da bateria em modelo que é muito importante tanto pelo impacto no desempenho comercial do fabricante (4.º Volvo mais vendido em 2025, com 75.169 unidades comercializadas globalmente, menos 23% do que em 2024!), como pelo facto de permitir que o construtor conte com automóvel para competir em segmento que tem cada vez mais concorrentes chineses.

 

Este “recall”, informa a Reuters, que cita fonte da marca propriedade do consórcio chinês Geely, abrange todas as versões do EX30, automóvel que também foi muito penalizado pelas tarifas com que a União Europeia (EU) decidiu penalizar todos os carros elétricos produzidos na China e vendidos no Velho Continente. “Estamos a contactar os proprietários e a informá-los dos próximos passos”, garantiu a Volvo.



Carregamento só até 70% elimina risca de incêndio 

No EX30, baterias fabricadas por “joint-venture” participada pela Geely (Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co.). A Volvo assegura que a fornecedora identificou e corrigiu o problema, e também forneceria as células novas. A operação de troca dos módulos defeituosos não tem custos para os proprietários, que devem limitar os carregamentos a 70% da capacidade máxima até à intervenção técnica. Assim, de acordo com o fabricante, elimina-se o risco de incêndio.


No mercado português, garante-o fonte da marca, não existem unidades abrangidas por este "recall".

 

Andy Palmer, veterano da indústria automóvel que supervisionou o lançamento do Leaf da Nissan (2010), o primeiro automóvel elétrico produzido em grande escala, considera que este tipo de problemas tem mais impacto na Volvo do que noutra(s) marca(s), uma vez que a reputação em termos de segurança é fundamental para a identidade do fabricante escandinavo. E conhecem-se casos de proprietários que pretendem devolver os EX30 que compraram desde que tiveram conhecimento do “contratempo”.

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