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BMW X3 30e xDrive

Automóvel fundamental para a BMW, por representar muita produção e muitas vendas, este X3 encontra-se já na quarta geração. Na gama nova do Sport Activity Vehicle (SAV), existe versão híbrida Plug-In (30e xDrive) que sobressai pelo carácter (muito) eclético, por combinar eficiência e “performances”. Somam-se a qualidade do interior e a precisão e a segurança na condução!



O ritmo da eletrificação muda de mercado para mercado e de região para região, porventura a razão por detrás do facto de diversos fabricantes continuarem a propor muitas motorizações. É o caso da BMW. Na quarta geração do X3, a marca alemã conta com mecânicas para todos os tipos de condutores. Entre as alternativas a considerar por quem utiliza o automóvel tanto em percursos urbanos, como em estrada e autoestrada, sobressai uma versão híbrida Plug-In (PHEV) capaz de percorrer mais de 80 km sem consumir gasolina (ou seja, movimentando-se só por ação do motor elétrico). Simultaneamente, propõe conforto de rolamento muito acima da média e, pretendendo-se, desempenho dinâmico surpreendente para Sport Utility Vehicle (SUV).

 

No X3 30e xDrive, mecânica 2.0 TwinPower Turbo a gasolina (190 cv) e motor elétrico síncrono (184 cv/135 kW) integrado na caixa automática Steptronic de 8 velocidades, sistema que tem função manual de passagem das relações operada sequencialmente em patilhas no volante. O rendimento máximo combinado é de 299 cv (220 kW) e 450 Nm. A bateria (iões de lítio) tem 19,7 kWh de capacidade (útil), o que permite reivindicar de 81 km a 90 km de condução 100%   elétrica – a autonomia depende do equipamento montado em modelo que pesa mais de 2100 kg.



Dinâmica de qualidade

O primeiro aspeto a destacar neste modelo é a eficiência, com 84 km em modo elétrico neste teste, que iniciámos com a bateria carregada (consumo médio medido de 21,7 kWh/100 km). Neste programa, acelerações e recuperações mais do que razoáveis (convém não pressionar o pedal da direita a fundo para manter a mecânica térmica parada!…), o que torna as viagens muito agradáveis, sobretudo em ambientes urbanos. Assim, a maioria dos percursos diários, cumprindo-se em cidade, pode fazer-se sem emissões de gases de escape, o que representa uma mais-valia. E o sistema de regeneração de energia, aqui e ali, repõe energia na bateria. O acumulador admite alimentação apenas em tomadas com corrente alternada (ponto a rever) e potências até 11 kW – encontrando-a, a operação 0-100% demora 2h15.



Esgotando-se a energia na bateria, o novo BMW X3 30e xDrive, automaticamente, desloca-se em modo híbrido. Neste programa, o motor elétrico intervém só em caso de necessidade e se o acumulador, entretanto, recuperar algumas reservar de energia. Desta forma, mantém-se a moderação no consumo e melhora-se a dinâmico, sobretudo no modo Efficiency (que nunca é “anémico”).


Mérito da atuação combinado dos dois motores, o X3 apresenta-se sempre em boa forma e, no modo Sport, “arranca” mesmo prestações dignas de SUV desportivo, como demonstram os 6,2 s no arranque 0-100 km/h. A tração integral xDrive garante nível ótimo de motricidade, com os 299 cv transmitidos ao asfalto com eficácia. A caixa tem desempenho soberbo. Nos 100 km de teste, e com bateria a 100%, consumo médio de 0,8 l/100 km. No modo híbrido, e no programa de condução Efficiency, o consumo aumenta para 6,3 litros. Considerando-se o peso e a potência do SAV da marca de Munique, bem bom!



O modelo ensaiado tinha o Pack Desportivo M (3100 €), que inclui suspensão desportiva M e diversos elementos específicos da mesma divisão que beneficiam a apresentação exterior e interior, como o volante desportivo M em pele e os frisos Shadow Line M. Mas, em termos de amortecimento, este opcional não faz com que o X3 ganhe suspensão demasiado firme. Pelo contrário, este exta beneficia o equilíbrio na condução, através de compromisso ótimo entre agilidade em curva (contolo muito eficaz dos movimentos da carroçaria) e conforto, valendo a pena destacar a capacidade de filtragem das irregularidades do piso.

 

Isso torna este SAV nem automóvel muito competente em todos os estilos de condução, uma vez que proporciona estabilidade e segurança em curva (a direção precisa beneficia-o), e não perturba demasiado o conforto dos ocupantes. E o carro à prova também tinha jantes de 20’’, equipamento opcional (1300 €) que não “beliscava” o bem-estar a bordo.



Apresentação moderna

A quarta geração do X3 destaca-se, também pela modernidade da imagem exterior e interior. O habitáculo tem construção e materiais de qualidade, e os equipamentos incluídos no Pack Desportivo M, como o volante em pele os frisos em alumínio ou o forro do tejadilho, garantem ambiente a bordo mais desportivo e requintado. Tecnologicamente, este SAV dispõe de todos os recursos mais recente da BMW, do Curved Display com dois monitores digitais lado a lado no painel de bordo (o da instrumentação tem 12,3’’, enquanto o do sistema multimédia mede 14,9’’ e conta com o sistema operativo mais recente da marca alemã, o OS9).

 

Entre as muitas funções disponíveis neste automóvel encontram-se o Android Auto e o Apple CarPlay sem fios, o assistente virtual, a meteorologia e a chave digital, por exemplo. Há barra com “atalhos” para programas utilizados mais regularmente na parte inferior deste monitor, e Interaction Bar retroiluminada na parte central da consola para ativarmos, rapidamente, mais programas. A BMW, no SAV, não dispensa o comando rotativo QuickSelect do iDrive) entre os bancos dianteiros, nem os comandos hápticos para ativação de diversas funções do sistema multimédia. Também entre comandos físicos, arranque do motor e câmara de assistência ao parqueamento. O Head-Up Display também integra o Pack Professional (2850 €), pacote que otimiza, ainda, os assistentes de condução e os programas de apoio ao estacionamento.



No que respeita à habitabilidade, o X3 novo, comparado com o seu antecessor, propõe ainda mais espaço no interior, transportando-se só quatro adultos. O lugar central traseiro, devido à forma do túnel central. Mas, concentremo-nos só nas deslocações curtas, as que podem, de facto, reduzir (muito) a liberdade de movimentos nos bancos de trás. Ainda assim, impressão geral de habitabilidade acima da média, qualidade que satisfaz as ambições da generalidade das famílias. A capacidade da bagageira também fica aquém do esperado, com 460 litros nas versões básicas da gama.

 

Esta versão do X3 propõe progressos importantes na condução em modo elétrico, no frente a frente com a antecessor, sobretudo por permitir percorrer mais quilómetros com a mecânica de combustão parada, o que tem impactos positivos nos consumos e nas emissões de gases de escape. Simultaneamente, no conforto de rolamento e na dinâmica, posiciona-se entre as melhores propostas da categoria. E soma-lhe interior generoso no espaço, e bem construído, e tecnologias de ponta, sobretudo nos domínios dos apoios à condução e da conetividade.


No entanto, como é habitual nas marcas alemãs com posicionamento “premium”, muita do que desfrutamos tanto durante a condução, como no interior depende da compra de extras. E, no caso da unidade ensaiada, os equipamentos opcionais penalizavam o SAV em mais de 10.000 €. E, assim, na compra do automóvel e dispondo de orçamento limitado, recomenda-se prudência na configuração e na personalização do X3.



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