Cassidy (Citroën) ganha no México
- José Caetano

- há 15 horas
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Nick Cassidy vive momento de forma formidável. O neozelandês ganhou o ePrix da Cidade do México, 150.ª corrida na história da Fórmula E e ronda dois da Época 12 do campeonato de monolugares elétricos, conseguindo a 13.ª vitória na categoria (a quarta nas últimas cinco etapas do Mundial, entre o fim de 2024-25 e o início de 2025-26) e a primeira da equipa Citroën Racing – à segunda oportunidade! António Félix da Costa, da Jaguar, abandonou, após toque de… Cassidy.

A Cidade do México recebeu a Fórmula E pela 10.ª vez e, cumprindo-se a tradição, a corrida no Autódromo Hermanos Rodríguez, numa configuração com 2,608 km e 16 curvas, foi “eletrizante”, entusiasmando os mais de 40.000 fãs nas bancadas, a maioria no icónico Foro Sol, o antigo estádio de beisebol construído no interior do circuito mexicano. E foi-o desde o arranque, mas o piloto suíço Sébastien Buemi, da Envision Racing, depois de igualar o recorde de 17 “pole positions” do francês Jean-Éric Vergne, nunca esteve na luta pela vitória no 150.º ePrix do campeonato de monolugares elétricos – errou na travagem para a curva 1 e baixou da primeira posição para a última.
Nick Cassidy qualificou-se mal (apenas 13.º), mas o neozelandês de 31 anos que trocou a Jaguar pela Citroën da Época 11 para a 12 é especialista na estratégia de corrida e, ativando os dois Attack Modes nos momentos certos, não desperdiçou a oportunidade de somar outra vitória à contabilidade pessoal na Fórmula E, que é a primeira da equipa francesa que cumpre a temporada de estreia na categoria. Na primeira corrida com a marca do “double chevron”, em São Paulo, Brasil, terceiro classificado.

Cassidy, ganhando no México, passou a somar 13 vitórias na Fórmula 1, mais uma do que António Félix da Costa, o mesmo número do brasileiro Lucas di Grassi e só menos uma do que Buemi e o compatriota Mitch Evans, recordistas da categoria. E, cumprindo-se outra “tradição”, neozelandês na rota do título – na Época 9, Jake Dennis venceu este ePrix e sagrou-se campeão, Pascal Wehrlein “imitou-o” na 10 e Oliver Rowland repetiu-os na 11.

Neozelandês “escapa” a penalização
“Incrível! A atmosfera na Cidade do México é a mais entusiasmante da Fórmula E. Ganhar aqui e conseguir a primeira vitória da Citroën deixa-me muito feliz! Ficaria bastante satisfeito com a quarta posição, depois de arrancar de 13.º, mas o meu engenheiro tomou sempre as decisões certas. Devo-lhe este resultado”, explicou Nick Cassidy. No entanto, o neozelandês também pode agradecê-lo ao colégio de comissários, que decidiu não o sancionar pela responsabilidade no “incidente de corrida”, na volta 25, que envolveu Félix da Costa (Jaguar), Maximilian Günther (DS Penske) e Dan Ticktum (Cupra KIRO) – o português e o britânico abandonaram, e o alemão terminou as 38 voltas em 12.º.
Na Cidade do México, no pódio, ao lado de Cassidy, Edoardo Mortara, da Mahindra Racing, o segundo classificado, e o campeão em título, Oliver Rowland, da Nissan, o terceiro. No “top-10”, referência para os primeiros pontos na Fórmula E (seis) do “rookie” Pepe Martí, da Cupra KIRO (em 2025, o espanhol de 20 anos competiu na Fórmula 2 e comemorou três vitórias na categoria que é a antecâmara da Fórmula 1).
Félix da Costa: “sítio errado à hora errada”
António Félix da Costa, em duas corridas na Época 12 e com a Jaguar, não somou pontos, abandonando no México, depois da 11.ª posição no Brasil. O português e o companheiro de equipa, o neozelandês Mitch Evans, estão a protagonizar início de temporada azarado… “Foi um dia complicado. Tive um problema eletrónico no treino livre da manhã e não pude preparar a qualificação, mas consegui um bom resultado e estava confiante. Na corrida, à quinta volta, pneu dianteiro esquerdo delaminou, alterou o comportamento do carro e tornou a condução complicada. Depois, aconteceu o toque do Cassidy. Não acredito em azar e sorte, mas estava no sítio errado, hora errada, mais uma vez”, lamentou o português.
Depois do ePrix, Félix da Costa esteve muito tempo reunido com os comissários desportivos. “Este acidente envolveu o Cassidy. Ele ganha e a direção de corrida considerou-o um incidente normal. Eu bato no carro à minha esquerda [Günther] depois da pancada do Nick”, recordou António. “Regresso a casa frustrado. Este carro tem muito potencial e é rápido, mas estamos com zero pontos no Mundial e não é para isto que aqui estamos”, concluiu.




























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