Citroën BX GTI celebra 40 anos
- João Isaac

- há 6 horas
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Lançado no mercado europeu em julho de 1986, quatro anos depois da introdução do Citroën BX, o BX GTI estreou-se com 125 cv. Seguiram-se o mais potente GTI 16 Valve, com 160 cv, e até uma versão com tração integral. O modelo da marca do “double chevron” está a comemorar 40 anos.

Apresentado originalmente em 1982, o inconfundível BX tornou-se num dos carros de maior sucesso da Citroën, com mais de 2,3 milhões de unidades produzidas ao longo da sua carreira. Numa época em que as versões desportivas assumiam uma importância crescente nas gamas dos automóveis concorrentes no segmento médio (D), a marca francesa decidiu acompanhar a tendência e aproveitou a atualização introduzida no modelo em 1986 para lançar a primeira versão GTI, que sucedeu aos 19 GT e Sport.
Comercializado a partir de julho de 1986, o Citroën BX GTI recebeu um motor de 4 cilindros e 1,9 litros a gasolina, mecânica com 125 cv e 175 Nm, associado a uma caixa manual de 5 velocidades. A combinação permitia-lhe aproximar-se dos 200 km/h de velocidade máxima e cumprir o quilómetro de arranque em 30,5 segundos.
Um dos grandes argumentos do BX era, contudo, a sua conceção particularmente leve. O GTI apresentava um peso de apenas 1025 kg, o que garantia uma relação peso/potência muito favorável e contribuía para um desempenho dinâmico condizente com as ambições da versão.

Suspensão hidropneumática
Uma das características que mais distinguia o BX GTI dos restantes desportivos da época era a capacidade de aumentar significativamente as prestações sem sacrificar uma das imagens de marca do Citroën: o conforto proporcionado pela suspensão hidropneumática. O sistema recebeu uma afinação específica para lidar com o aumento da potência e as maiores exigências de uma condução desportiva, mas manteve as características que distinguiam os carros da marca. E, assim, conciliaram-se dois universos que nem sempre eram fáceis de compatibilizar na década de 1980.
A evolução mais significativa chegaria dois anos depois. Em 1988, a Citroën introduziu o BX GTI 16 Valve, carro equipado com uma evolução multiválvulas do motor de 1,9 litros. Com 160 cv, tornou-se substancialmente mais rápido do que o original, atingindo 218 km/h de velocidade máxima e acelerando de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos.
Também um BX GTI de tração integral
A história das versões mais desportivas do BX ganhou outro capítulo em 1989, quando a Citroën recorreu a um sistema de tração às quatro rodas, criando uma proposta particularmente invulgar dentro da gama. Ao longo da sua carreira comercial, este modelo beneficiou da evolução do equipamento de conforto e segurança. Entre as novidades que foram sendo acrescentadas encontravam-se itens como o sistema de travagem ABS e o ar condicionado
A introdução generalizada do catalisador, no início da década de 1990, marcou uma das últimas fases da evolução numa que terminaria em 1993, depois de mais de uma década no mercado e de uma produção global superior a 2,3 milhões de unidades.






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