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Confirmado: Porsche 718 é elétrico!

há 2 horas
2 min de leitura

A Porsche tem novo plano estratégico. No Sportwagenschmiede ’35 apresentado por Michael Leiters, o presidente do conselho de administração da marca alemã desde 1 de janeiro, o “Value over Volume” é elemento-chave para a recuperação rápida da rentabilidade – nos primeiros nove meses do ano, redução de 16% nas vendas, comparativamente ao período homólogo do ano passado, para 178.532 unidades. A marca alemã também pretende baixar custos e produzir menos para ganhar mais, através do aumento do peso financeiro versões mais exclusivas.



A revisão da estratégia não significa, porém, o regresso generalizado aos motores de combustão interna. Depois de muita especulação, confirma-se que o sucessor de 718 Boxster e Cayman será proposto apenas com motorizações elétricas, mas a marca alemã pretende fazer o investimento na tecnologia de forma (muito) mais seletiva.


A Porsche também planeia mudança na forma de remuneração dos funcionários, com mais ações da empresa (30% em vez de 10%) no pagamento dos prémios. Na nova estratégia, prioridade, ainda, ao valor e à rentabilidade por automóvel em vez do crescimento através do volume, produção de carros que garantam margens de lucro maiores e redução da complexidade e dos custos de produção.



Menos custos, menos empregos

Este programa surge num contexto de forte pressão sobre a rentabilidade. Depois de registar uma margem operacional de apenas 1,1% em 2025, a Porsche anuncia o objetivo de regressar, a médio prazo, a valores entre os 10% e os 15%. Outro das metas anunciadas é a redução em 30% no custo do trabalho até 2030. E anuncia-se a eliminação de cerca de um quarto do efetivo atual de funcionários (números redondos, isto representa 9000 empregos), incluindo 40% em posições de gestão.


A Porsche, de forma a diminuir a dependência de volumes elevados (produção e vendas) para atingir resultados positivos, também pretende também baixar o seu ponto de equilíbrio para menos de 200.000 automóveis/ano – contra o recorde de 336.280 de 2023 e os 261.341 de 2025 – e aumentar o peso financeiro das versões mais exclusivas.


A Porsche, recorda-se, vive momento complexo, penalizada pela forte quebra das vendas na China, pela desaceleração na procura de automóveis elétricos e pelos elevados custos associados à revisão dos seus planos de produto e eletrificação.



Menos volume, mais exclusividade

No Sportwagenschmiede ’35, gama com mais automóveis de valor acrescentado. Na prática, aposta em edições especiais, programas de personalização e versões de produção limitada vendidas por preços mais elevados. O propósito é recuperar a rentabilidade perdida com o aumento do valor médio por unidade vendida e não através de mais volumes de produção. Anuncia-se a intenção de desenvolver uma nova plataforma para um futuro superdesportivo de motor central para posicionar acima do 911 – modelo capaz de desempenhar papel à imagem do protagonizado pelo Carrera GT (2000) ou pelo 918 Spyder (2010).

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