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Escultura antecipa novo Alpine A110 (elétrico…)

há 12 minutos
3 min de leitura

A Alpine, marca desportiva do Grupo Renault, mostrou uma escultura que antecipa as formas da terceira geração do A110, prevista para 2027 e já desenvolvida sobre a nova Alpine Performance Platform. O sucessor do atual coupé será elétrico tem estreia mundial prevista para o salão de Paris (12 a 18 de outubro), continuará a ser produzido em Dieppe e dará origem a uma verdadeira família de automóveis, incluindo um “roadster” e um futuro A310, um “coupé” de 4 lugares.



O novo Alpine preserva a identidade da Berlinette original (1962) e do atual A110 (2017). Sob o véu azul distinguem-se a frente em V, a assinatura luminosa dupla, o denominado “nariz de tubarão”, uma linha de cintura contínua até à traseira rebaixada, um habitáculo em forma de lágrima e guarda-lamas com formas muito pronunciados. A marca diz que também encontrou inspiração Concorde, avião comercial supersónico que esteve ao serviço entre 1976 e 2023, com o objetivo de transmitir visualmente conceitos como velocidade, leveza e eficiência aerodinâmica.


Plataforma própria

Muito mais importante do que a escultura é a tecnologia sob o novo automóvel. O terceiro A110 utilizará a Alpine Performance Platform (APP), estrutura modular com arquitetura elétrica de 800 V desenvolvida especificamente pela marca para os seus futuros desportivos. Em julho, a Alpine mostrou o protótipo de desenvolvimento A110 Future no Festival de Velocidade de Goodwood, em Inglaterra. O modelo é maior do que o atual, devido às dimensões da arquitetura técnica em que assenta.


A Alpine ainda não anunciou potência, capacidade da bateria, autonomia ou prestações do novo A110.

O carro de desenvolvimento permitiu também conhecer algumas das soluções técnicas em estudo. A plataforma admite configurações de tração traseira ou quatro rodas motrizes e o protótipo apresentado em Goodwood utilizava dois motores elétricos no eixo traseiro, um por roda, associados ao sistema Active Torque Vectoring 2.0. As máquinas síncronas de ímanes permanentes podem atingir 21.500 rpm e são comandadas por inversores de carboneto de silício.



Três versões ainda em Portugal

A produção da segunda geração terminou em Dieppe a 1 de julho, mas ainda existem unidades disponíveis. Em Portugal, a gama continua a contar com três versões. O A110 de entrada utiliza motor 1.8 Turbo de 252 cv e custa desde 75.600 €. Seguem-se o A110 GTS, com 300 cv, por 90.451 €, e o A110 R 70, também com 300 cv, por 125.400 €.

O R 70 integra a série comemorativa dos 70 anos da Alpine e representa a versão mais radical da gama. A marca encerrou, entretanto, as encomendas para novas produções do A110, pelo que os carros disponíveis correspondem às unidades existentes em “stock”.



O automóvel que definiu a Alpine

A importância do A110 na história da marca é muito superior aos seus números de produção. O modelo original surgiu em 1962, desenvolvido a partir do A108, e tornou-se rapidamente o automóvel mais associado à Alpine. Pequeno, leve e com motor traseiro, construiu grande parte da sua reputação na competição.


A Berlinette venceu o Rali de Monte Carlo em 1971 e 1973. Neste ano, a Alpine conquistou o primeiro título de construtores no Mundial de Ralis, feito que projetou muito a imagem do A110 e da marca francesa. O nome desapareceu em 1977 e regressou apenas quatro décadas depois. A segunda geração foi apresentada em Genebra-2017 e tornou-se responsável pelo relançamento comercial do fabricante de desportivos. Produzido novamente em Dieppe, manteve a filosofia de baixo peso, motor central traseiro e dimensões compactas do carro original.


A última unidade saiu da linha de montagem a 1 de julho. Foram produzidos 28.701 exemplares desta segunda geração e, contabilizando os A110 fabricados em Dieppe desde a abertura da fábrica em 1969, a produção total ascende a 35.450 unidades.



A “garagem de sonho” cresce

O próximo A110 será também uma peça central na construção da denominada “Dream Garage”, expressão utilizada pela Alpine para a construção de uma gama muito mais ampla do que aquela que durante anos dependeu quase só de um desportivo. O primeiro passo foi o A290, compacto elétrico derivado do Renault 5, seguido pelo A390, o primeiro «fastback» desportivo da marca francesa. A estratégia prevê uma gama de sete modelos elétricos até 2030.


A nova APP foi concebida precisamente para suportar essa expansão. Além do “roadster” e do A310, a Alpine anunciou novos automóveis para os segmentos D e E.

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