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Fórmula E: Opel GSE na Época 13

Atualizado: há 5 horas

A Opel, 24 horas depois do adeus à Fórmula E da DS Automobiles, parceira no consórcio Stellantis, confirmou o ingresso no Mundial de monolugares elétricos a partir da Época 13 (2026-27)! Confirma-se o que E-AUTO antecipou, em primeira mão, já em junho de 2025. Esta "entrada em cena" da marca alemã, que decidiu investir em equipa própria, baseada no quartel-general de Rüsselsheim, coincide com a estreia dos Gen4 com 800 cv. Entre os candidatos a pilotos, Maximilian Günther, Taylor Barnard, Théo Pourchaire, Stoffel Vandoorne ou Daniil Kyvat.



Este anúncio da Opel acontece na véspera do Cupra Raval ePRix de Madrid, ronda 6 da Época 12 do Mundial de Fórmula E, e surpreende só pelo facto de a marca do relâmpago não recorrer ao apoio de estrutura externa para entrar no campeonato, a exemplo do que sucede (ou sucedeu) com outros fabricantes do consórcio com histórico na categoria: a Citroën estreou-se em 2025-26 apoiando-se na Venturi, a ex-parceira da Maserari, a entidade italiana substituída pela francesa, enquanto a DS Automobiles mantém acordo com a norte-americana Penske.



Acordo para quatro temporadas e com equipa própria 

O alemão Jörg Schrott, na marca do relâmpago desde 1997, o ano da fundação da divisão da Opel Performance Center (OPC), entidade desmantelada pouco depois da integração do fabricante no consórcio Stellantis, em janeiro de 2021, diretor da Opel Motorsort a partir de 2012 e, também, “rosto” por detrás dos programas nos ralis da entidade que sucederia à OPC, a GSE (acrónimo de Grand Sport Electric), no campeonato alemão ADAC Opel Electric Rally Cup, originalmente com o Corsa e-Rally (2021), atualmente com o Mokka GSE Rally, comanda plano que está já em fase de preparação adiantada, sobretudo nos domínios na engenharia e da gestão operacional. E, assim, mantendo-se o plano de ação, estreia em pista no próximo mês, na apresentação da geração nova de monolugares elétricos com 800 cv, em Paul Ricard, França.



A Opel tem história na competição, incluindo em disciplinas de monolugares. Em 1992, com o Ascona 400 e Walter Röhrl, vitória no WRC. Em 1996, com o Calibra V6 4x4 e Manuel Reuter, triunfo no ITC. Nas décadas de 1980 e 1990, organização da Fórmula Opel, categoria de formação por que passaram pilotos como Michael Schumacher, Mika Häkkinen, Heinz-Harald Frentzen, Jos Verstappen, Jarno Trulli, Rubens Barrichello e o português Pedro Lamy. Complementarmente, os alemães forneceram motores para a Fórmula 3.



Marca comprometida com a eletrificação 

A entrada da Opel na Fórmula E surpreende pouco, devido ao compromisso que a marca assumiu de participar, muito ativamente, na eletrificação do automóvel. “É marco muito importante no nosso percurso rumo a um futuro elétrico”, disse o administrador-delegado do construtor de Rüsselsheim, Florian Huettl. “Fazêmo-lo em simultâneo com a estreia dos Gen4, o que representa o momento ideal para materializarmos esta aposta. A equipa demonstrará tudo o que representamos: a capacidade da engenharia alemã, o desenho audaz e a ‘performance’ eletrificada, as qualidades do Mokka GSE e do futuro Corsa GSE”, disse o mesmo responsável, que admitiu a importância do projeto tanto para a promoção da imagem, como da competência tecnológica do fabricante.


O acordo da Opel com a Fórmula E é para quatro temporadas (2026-2030). A marca é a quinta alemã na disciplina, mas apenas a segunda em atividade, somando-se à Porsche. Audi, BMW e Mercedes também passaram pelo campeonato, mas acabaram por deixá-lo, depois de decidirem reorientar os investimentos para outras disciplinas. Atualmente, cinco construtores comprometidos com a Gen4: Jaguar, Lola (com Yamaha), Nissan, Porsche (tem duas licenças...) e Stellantis (Citroën e Opel).

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