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Jeep: Dongfeng apoia ofensiva europeia

A Jeep prepara uma forte ofensiva no mercado europeu para contar com seis automóveis na gama até ao final da década. Esta estratégia surge no âmbito do reposicionamento definido pelo consórcio Stellantis, onde a marca norte-americana passa a integrar o núcleo de quatro fabricantes globais, a par da Fiat, Peugeot e RAM, assumindo, assim, um papel determinante no crescimento do grupo.



Entrevistado por E-AUTO, Fabio Catone, Diretor Executivo da Jeep para a Europa, revelou que a marca, para a implementação do programa de expansão, prepara novo Sport Utility Vehicle (SUV) para posicionar no segmento D. Este automóvel será concebido em colaboração com a chinesa Dongfeng, de acordo com os elementos e os padrões que pertencem à identidade do construtor estado-unidense.

 

Impulsionada pelos sucessos tanto do Avenger (mais de 280.000 unidades vendidas desde o lançamento), como do novo Compass, que compete no segmento C-SUV, uma categoria que tem muitos concorrentes é superdisputada por todos os fabricantes que ambicionam vender mais na Europa, a Jeep pretende consolidar a presença num mercado tão importante através de uma gama mais abrangente, que garanta, até 2030, a cobertura dos segmentos B-SUV, C-SUV e D-SUV.

 

Segundo Fabio Catone, esta evolução expressa-se, diretamente, no plano de investimento da Stellantis, ambicioso (60.000 milhões de euros em cinco anos). “Somos fortes na região com dois automóveis muito bem-sucedidos, mas ambicionamos crescer de forma significativa. E, para cumprirmos este objetivo, contaremos com seis modelos até 2030, todos multienergia e fiéis ao ADN da Jeep”, garantiu.



Dois novos SUV no segmento D 

Entre as novidades na Jeep, SUV para o segmento D. O automóvel ainda não tem nome, mas a marca pretende desenvolvê-lo globalmente, o que pressupõe o envolvimento neste projeto dos centros de “design” na Europa, na América do Sul, nos EUA e na Ásia. Simultaneamente, anuncia-se colaboração industrial com a chinesa Dongfeng.

 

O novo D-SUV será baseado numa arquitetura técnica da Dongfeng. Apesar da parceria com o fabricante chinês, garante-se a manutenção de todos os princípios fundamentais da Jeep: robustez, versatilidade, proteção, capacidade de carga e, principalmente, tração integral para aptidões todo-o-terreno muito acima da média.

 

A produção deverá tirar partido da elevada eficiência industrial da Dongfeng para ganhos de escala com impacto na competitividade do preço. O novo D-SUV será proposto nos maiores mercados internacionais, nomeadamente na Europa e na China.

 

Entre as novidades confirmadas pela Jeep está o a produção do Recon, um SUV elétrico com muitas aptidões para o fora de estrada. Este modelo também será posicionado no segmento D.



Estratégia multienergia adaptada à Europa 

A Jeep também continuará a apostar numa estratégia multienergia para as motorizações, que é a mais ajustada às diferentes realidades do processo de eletrificação no mercado europeu – muda de país para país e entre segmentos.

 

“No segmento B-SUV, os motores de combustão interna ainda são muito procurados… E, por isso, na gama, contamos com diversas soluções: gasolina, híbrido, híbrido 4xe ou elétrico. No C-SUV, a procura está a diminuir, o que obriga ao reforço das soluções híbridas e elétricas. Já no D-SUV, a eletrificação tem cada vez mais peso”, explicou Catone.



Wrangler fora da Europa (até ver!...) 

O icónico Wrangler deixou de ser comercializado na Europa no final do ano passado, devido às exigentes normas de emissões poluentes e de segurança. Para já, não existe plano para a sucessão direta do modelo no mercado europeu, mas Catone não exclui o regresso: “Ainda estamos a estudar soluções, mas o enquadramento regulamentar é extremamente exigente. Por isso não faz parte do nosso plano”.

 

O Renegade deixou de vender-se na Europa há mais tempo, e a situação manter-se-á assim, e o topo de gama Grand Wagoneer continuará focado no mercado norte-americano. Apesar da partilha de plataformas e tecnologias com a Stellantis, a Jeep mantém enorme autonomia no desenvolvimento de modelos, condição de que necessita para garantir a preservação das características distintivas da marca, nomeadamente as capacidades para o todo-o-terreno.

 

Um exemplo dessa liberdade técnica é o reposicionamento do radar dos sistemas ADAS para o novo Compass – encontra-se zona superior da grelha para redução dos riscos de danos em “off-road”. Esta mudança obrigou à recalibração do sistema e investimento específico. Outro destaque é o desenvolvimento de um motor elétrico traseiro exclusivo para o Compass 4xe, o que permitiu melhorar, substancialmente, as capacidades fora de estrada – em benefício da identidade da marca.

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