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Leclerc e Ferrari ganham na Grã-Bretanha

O monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, ganhou a 77.ª edição do Grande Prémio da Grã-Bretanha, o 61.º realizado no Circuito de Silverstone, Inglaterra. O piloto da Scuderia, impondo-se na ronda 9 do Mundial de 2026, conseguiu a nona vitória na Fórmula 1, mas somente a primeira na corrida britânica, em 2026 e desde os EUA-2024 (Austin). Para a equipa italiana, tratou-se do 250.º sucesso na categoria mais importante do desporto automóvel, a 19.ª no país que testemunhou o arranque do campeonato, em 1950 (curiosamente, a 1.ª registou-se na mesma pista, em 1951, com o argentino Jose-Froilán Gonzalez).


Fotos: Mercedes-AMG Petronas F1 Team e Ferrari
Fotos: Mercedes-AMG Petronas F1 Team e Ferrari

Leclerc esteve quase sempre no comando da ação em Silverstone… O monegasco arrancou da segunda posição da grelha de partida, mas assumiu o comando após o arranque para as 52 voltas ao circuito com 5,891 km, quando superou o piloto na “pole”, o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes – Lewis Hamilton, terceiro à partida, também ultrapassou o comandante do Mundial, mas o Ferrari do britânico mexeu-se antes da partida e penalização de cinco segundos cumprida durante a primeira paragem para troca de pneus “eliminou-o” da luta pela vitória, que seria a 10.ª em Inglaterra…



Num fim de semana com número recorde de fãs tanto em Silverstone, como numa corrida de Fórmula 1 – 170.000 só no domingo, 564.000 nos três dias do programa! –, corrida excitante. Hamilton resistiu a Antonelli durante 11 voltas, o que permitiu a Leclerc ganhar “almofada de conforto” de mais de quatro segundos, e a situação mudou apenas no início da volta 26, com a paragem de Charles (a Mercedes, para o italiano, depois da perda da primeira posição no arranque, mudou de estratégia, optando por mudança de pneus mais tardia!). Atrás, três galos na luta pelo poleiro da terceira posição: Max Verstappen, George Russell e Lewis Hamilton.



Quebra de componente “trama” Antonelli

Antonelli parou só na volta 36, momento em que Leclerc recuperou o comando da corrida. Então, o italiano iniciou contra-ataque malsucedido só devido à quebra de componente (defletor na roda dianteira esquerda) numa passagem violenta sobre o corretor exterior de Copse (curva nove), o que fez com que italiano acabasse fora de jogo”, mesmo mantendo-se em pista até à bandeira de xadrez – terminaria sem pontos, em 16.º, depois de penalização (cinco segundos) por violações a mais dos limites da pista.



E esta história teve mais capítulos! Na volta 48, em Stowes (curva 15), despiste de Max Verstappen, Safety Car em pista e dois Ferrari nas boxes para a montagem de pneus novos. Leclerc manteve-se na frente da corrida, mas Hamilton regressou ao circuito na terceira posição, atrás do Mercedes do George Russell. Precipitação da Scuderia, por contar que o Grande Prémio da Grã-Bretanha teria mais voltas e não que “terminasse” atrás do AMG GT Black Series do alemão Bernd Maylânder… Isto não impediu o 15.º pódio de Lewis em Silverstone, nem o primeiro de Russell, mas permitiu que o piloto britânico da escuderia alemã reduzisse mais a desvantagem para o parceiro de equipa no comando do Mundial – passou a somar só menos 25.



“Não ganhei da forma que sonhava, devido à intervenção do Safety Car, mas tem o mesmo valor, sobretudo depois das semanas difíceis que tive. Estou muito, muito feliz com resultado que devo, também, ao apoio e ao trabalho da equipa”, afirmou Leclerc. “O problema do Kimi acabou por beneficiar-me. Não seria fácil proteger a posição, com o ritmo que trazia”, admitiu o monegasco.



Russell disse-se contente com o primeiro pódio em Silverstone e na Grã-Bretanha e Hamilton, que teve o pódio sob ameaça – o britânico, após o final da corrida, foi investigado por violação de bandeira amarela quando lutava por posição com Max Verstappen, mas penalizaram-no com reprimenda… – manifestou-se confiante na hipótese de lutar pelo título. “O trabalho da Ferrari é fenomenal. Conseguimos um grande resultado e espero que possamos competir com a Mercedes até ao final da temporada”, concluiu Lewis.



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