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Lucas di Grassi ganha em Shanghai

O brasileiro Lucas di Grassi, da Lola-Yamaha ABT, ganhou a ronda 13 do Mundial de Fórmula E, no Circuito de Shanghai, China, após arranque da 19.ª posição da grelha de partida, resultado que demonstra, mais uma vez, a competitividade e a incerteza habituais nas corridas deste campeonato de monolugares elétricos. O português António Félix da Costa, da Jaguar TCS Racing, depois de qualificar-se em 13.º, terminou em 14.º e, na classificação de pilotos, a quatro ePrix do fim da temporada, desceu de terceiro para quarto, a 30 pontos do comandante novo, o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, que foi “apenas” quarto, mas beneficiou do abandono do ex-número um, o neozelandês Mitch Evans, da Jaguar TCS Racing.



Lucas di Grassi, o vencedor da primeira corrida na história da Fórmula E, a 13 de setembro de 2014, em circuito no Parque Olímpico de Pequim, na China, detém diversos recordes na categoria. Este domingo, o brasileiro que termina a carreira no fim da temporada aumentou o currículo! Por exemplo, é o piloto mais velho a ganhar na categoria, conseguindo-o aos 41 anos e 327 dias (derrubou registo de que era proprietário, com 37 anos 354 dias, desde julho de 2022, quando ganhou, com a Venturi, o ePrix de Londres inscrito).



O brasileiro que competiu com a Virgin (2010) na Fórmula 1 e a Audi (2012-2016) no Mundial de Resistência (WEC) é o piloto com mais corridas na Fórmula E (161) e passou a somar 14 vitórias na categoria, como Sébastien Buemi e António Félix da Costa – mais, apenas Mitch Evans (16). Lucas di Grassi integra, ainda, o grupo de cinco pilotos que apresentam mais de 1000 pontos na categoria, que também integra o português. E somam-se 42 pódios, quatro “poles” e o título conquistado na Época 3 (2016/17).



Em Shanghai, este domingo, Lucas di Grassi também conseguiu a primeira vitória da Lola-Yamaha ABT na Fórmula E, aproveitando ativação estratégica do segundo “Attack Mode” (fê-lo após período de Virtual Safety Car originado pela paragem na pista do monolugar do parceiro de equipa Zane Maloney). Recorrendo à vantagem tração integral, o brasileiro, na ponta final da corrida, ultrapassou Joel Eriksson, da Envision, que comemorou o primeiro pódio no campeonato, e Jean-Éric Vergne, da Citroën.



Na Época 12, mais quatro corridas (e 116 pontos)

Em Shanghai, domingo ótimo para os brasileiros a Fórmula E: Felipe Drugovich, da Andretti, comemorou a primeira “pole” na categoria. E o dia teve outro vencedor: o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, beneficiando da infelicidade do neozelandês Mitch Evans, da Jaguar (problema técnico no I-Type 7 da equipa britânica impediu-o até de iniciar o ePrix…), terminou na quarta posição e passou para o comando do campeonato que ainda tem mais quatro corridas (Tóquio e Londres), e um máximo de 116 pontos para conquistar.



“Continuo a ganhar corridas! Trabalhamos muito, e nem sempre é fácil, mas estes momentos justificam tudo o que fazemos. Venci pela primeira vez na China, talvez tenha ganho pela última aqui. Assumimos os riscos certos, mas tínhamos de fazê-lo, devido à posição em que estávamos”, afirmou Lucas de Grassi. António Félix da Costa, em contrapartida, reconheceu o dia menos bom. “Qualificação ‘fraquinha’, corrida com a estratégia de energia errada e não somámos pontos… Temos quatro corridas para lutar pelos títulos”, rematou Félix da Costa.



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