“Mamma Mia”: Pierre Gasly na pole!
- José Caetano

- há 2 dias
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O francês Pierre Galy, no A526 da Alpine-Mercedes, tão inesperada como surpreendentemente, conquistou a “pole position” para a 77.ª edição do Grande Prémio de Itália, a 76.ª no Templo da Velocidade de Monza. Para piloto e equipa, proeza inédita na Fórmula 1! A ronda 13 do Mundial de 2026 realiza-se este domingo (14h00). O comandante do campeonato, o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, arranca do final da grelha de partida, penalizado pela troca de muitos componentes no monolugar da escuderia alemã.

A dimensão da proeza de Gasly tem expressão nas estatísticas. A Alpine cumpre a sexta temporada na Fórmula 1, categoria em que sucedeu à Renault, a marca que lidera o consórcio automóvel que integra o fabricante francês de desportivos. A escuderia baseada em Enstone, Inglaterra, conseguiu apenas a primeira “pole” no Mundial, proeza que a sua antecessora comemorou pela última vez em 2009, na Hungria, com Fernando Alonso! O resultado de Pierre representa, ainda, a 80.ª “pole position” de um piloto francês numa qualificação para um grande prémio, mas apenas a primeira desde Jean Alesi em 1997, num Benetton-Renault, também em Monza!
“Uma qualificação formidável, um resultado incrível. Agradeço à equipa, que fez um carro sensacional. Estou surpreendido, é verdade, mas senti-me muito bem durante todo o fim de semana e nesta qualificação. Foi aqui que conseguiu a primeira vitória na Fórmula 1 e é aqui que consigo a primeira ‘pole’. Monza, para mim, tem mesmo um significado muito especial. Vamos ver o que acontece na corrida”, disse Gasly. Neste circuito, em 75 grandes prémios, a primeira posição na grelha de partida representou 26 vitórias (34,7%), total que aumenta para 41 (54,7%), se considerarmos os pilotos que arrancaram da primeira linha.

Esta tarde, Gasly, que já tinha surpreendido com o melhor registo no primeiro segmento da sessão, que eliminou, entre outros, o canadiano Lance Stroll, da Aston Martin-Honda (100.ª “saída de cena” numa Q1 em 202 grandes prémios na Fórmula 1 desde a estreia na Austrália-2017), percorreu os 5,793 km de Monza em 1.21,786 m, superiorizando-se a George Russell, da Mercedes, por 0,060 s, e a Oscar Piastri, da McLaren-Mercedes, por 0,180 s!
Bonança após tempestade
Para o francês, festa em Monza menos de 24 horas depois de tomar conhecimento da perda do pódio no Grande Prémio do Mónaco, a sexta ronda do Mundial, a 7 de junho. Gasly, recorda-se, terminou a corrida na terceira posição, mas duas penalizações de cinco segundos por excesso de velocidade nas boxes fizeram-no baixar para sétimo classificado. Posteriormente, a Alpine pediu a revisão da decisão e, uma vez que demonstrou a existência de um erro medição do sistema de cronometragem, os comissários anularam as penalizações e devolveram o pódio.
No entanto, esta história teve mais capítulos – e importantes: Red Bull e McLaren recorreram para o Tribunal Internacional de Recurso da Federação Internacional do Automóvel (FIA), que decidiu repor as duas penalizações a Gasly e atribuir o sétimo lugar ao piloto francês – e esta decisão custou-lhe, igualmente, a perda de nove pontos no campeonato. E, assim, no Mónaco-2026, Isack Hadjar, da Red Bull-RBPT Ford, no pódio, atrás de Kimi Antonelli, da Mercedes, e Lewis Hamilton, da Ferrari, respetivamente, primeiro e segundo classificados.
Vitória em Monza, em 2020
Curiosamente, Gasly viveu em Monza o momento importante na Fórmula 1. O piloto de 30 anos estreou-se no Mundial em 2017, na Malásia, com a Toro Rosso e venceu a edição de 2020 do Grande Prémio de Itália, com a AlphaTauri. No campeonato, em 189 grandes prémios e 10 temporadas, “apenas” mais quatro pódios (Brasil-2019, Itália-2020, Azerbaijão-2021, Países Baixos-2023 e São Paulo-2024).







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