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Ferrari garante pole histórica em Austin

Na nona passagem do Mundial de Resistência (WEC) pelo Circuito das Américas (COTA), em Austin, no Texas, EUA, a qualificação mais renhida na história de um campeonato que está na 14.ª temporada, na configuração atual. Na Hyperpole, a sessão de qualificação que arruma as primeiras cinco linhas da grelha de partida e atribui a “pole position”, 0,000 s (zero milésimos!) separaram os dois carros mais rápidos na categoria de topo (Hypercar): o Ferrari 499P #51 de Antonio Giovinazzi e o Cadillac V-Series.R #38 de Jack Aitken. Vantagem do primeiro, por ter marcado o tempo antes do segundo! A Lone Star Le Mans, corrida de 6 horas, realiza-se este domingo, a partir das 13h00 locais, 19h00 em Lisboa.



Giovinazzi conquistou a quinta “pole” no campeonato, enquanto a Ferrari garantiu a 10.ª desde a estreia no WEC, em 2023 (segunda em 2026 – primeira em Imola, na ronda inaugural da temporada –, terceira consecutiva do 499P em Austin). O italiano percorreu os 5,513 km do circuito com 20 curvas em 1.52,445 m, à velocidade média de 176,5 km/h. No final da Hyperpole, apenas 0,050 s separaram os quatro hipercarros mais rápidos, com o Alpine A424 #35 de Charles Milesi, o carro do português a António Félix da Costa, a 0,029 s, e o Aston Martin Valryrie #007 de Harry Tincknell a 0,050 s! É a menor diferença entre os quatro primeiros em 106 corridas na história WEC, recorde que supera o estabelecido em Imola, em abril.



Em Austin, circuito onde a Ferrari nunca foi derrotada numa qualificação, na era Hypercar (Giovinazzi repetiu 2024 e, em 2025, Robert Kubica na “pole”, no 499P #83 da AF Corse), apenas o segundo empate numa qualificação da história do WEC – o primeiro registou-se em 2014, nas 6 Horas de Shanghai (Porsche 919 Hybrid #14 e Toyota TS040 Hybrid #8).


A BMW, uma das principais protagonistas na luta pelos títulos, teve uma qualificação difícil e nenhum conseguiu apurar-se para a Hyperpole. O M Hybrid V8 #15 de Kevin Magnussen, Raffaele Marciello e Dries Vanthoor conseguiu o 11.º tempo, enquanto o #20 de Robin Frijns, René Rast e Sheldon van der Linde, a tripulação que lidera o Mundial de Pilotos, garantiu apenas a 13.ª posição na grelha de partida.



Aston Martin domina LMGT3

Em LMGT3, a Aston Martin, com os dois Vantage AMR GT3 Evo da Heart of Racing, monopoliza a primeira linha da grelha de partida. Eduardo Barrichello, filho do ex- Fórmula 1 Rubens Barrichello, colocou o #23 na “pole position”, à frente do #27 do canadiano Zacharie Robichon. Foi a terceira “pole” consecutiva da marca britânica no campeonato, depois de Le Mans e São Paulo, e a terceira conseguida pelo brasileiro de 24 anos em apenas quatro participações numa Hyperpole do WEC.


Barrichello, na volta mais rápida ao COTA, percorreu os 5,513 km em 2.05,160 m, à velocidade média de 158,6 km/h. Em Austin, surpreendentemente, o Chevrolet Corvette Z06 GT3.R #33 da A TF Sport, o líder do Mundial de Equipas, qualificou-se no 17.º e último lugar da categoria!

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