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Michelin investe no hidrogénio “verde”

A Michelin, o CNRS, a Universidade de Grenoble Alpes (UGA), a Universidade de Savoie Mont Blanc (USMB) e o Grenoble INP-UGA anunciaram a junção de esforços para desenvolver a produção de hidrogénio (H2) sustentável e com baixas emissões de carbono, comummente denominado de “verde”.



Num acordo que visa o desenvolvimento de hidrogénio “verde” de forma mais sustentada, a Michelin, o CNRS, a Universidade Grenoble Alpes, o Grenoble INP-UGA e a Universidade Savoie Mont Blanc anunciaram o estabelecimento de um plano de cooperação com a duração de quatro anos.

 

As equipas de investigadores dos diferentes parceiros vão trabalhar numa nova tecnologia de produção sustentável de hidrogénio a partir de água. Este laboratório comum é o terceiro LabCom que reúne a experiência da Michelin e do CNRS dedicado á implementação de tecnologias de produção de hidrogénio “verde”.

 

Este esforço conjunto surge como resposta à ausência de um método de produção atual de hidrogénio de forma massiva e sustentável, com o Alcal'Hylab a conceber uma nova geração de materiais capazes de impulsionar a produção de hidrogénio “verde” a partir da água, de forma descarbonizada, sustentável e à escala industrial.



 Apesar de ser observado com expectativa como uma das soluções para a neutralidade carbónica, a maior parte do hidrogénio produzido atualmente tem a desvantagem de ser considerado “cinzento”, uma vez que resulta de recursos fósseis, como o gás natural. Embora este tipo de hidrogénio seja menos oneroso de produzir, também é um dos menos ecológicos. Quando se combina com o hidrogénio “negro”, obtido através da gaseificação do carvão, a sua produção gera mais de 2% das emissões de dióxido de carbono (CO2) a nível mundial.

 

Apesar de existirem ainda outras formas de produção de hidrogénio “verde”, a partir de energia solar, eólica ou hidroelétrica, este representa menos de 5% da produção total a nível mundial.



Hidrogénio pela água 

Os esforços da Michelin e dos seus parceiros passa agora pelo desenvolvimento de formas de produção de hidrogénio “verde” a partir da água. Embora o método não seja novo – o processo de eletrólise alcalina da água já existe há mais de 200 anos –, espera-se agora a obtenção de formas modernas de proceder a essa produção de hidrogénio “verde” com recurso à água.

 

Com o apoio do polo de Investigação e Desenvolvimento da Michelin, em Clermont-Ferrand, as equipas de investigação do Laboratório de Eletroquímica e Físicoquímica de Materiais e Interfaces (CNRS/Universidade Grenoble Alpes/Grenoble INP-UGA/Universidade Savoie Mont Blanc), sob a direção do investigador do CNRS, Frédéric Maillard, esperam desenvolver uma tecnologia de eletrólise da água que seja sustentável, mais rápida de produzir e sustentável para o ambiente.



Esta nova tecnologia, denominada eletrolisador de água de membrana de intercambio aniónico (AEMWE), requererá o desenvolvimento de nano-catalisadores compostos por metais que abundam na crosta terrestre, como o níquel, assim como una membrana polimérica de intercambio aniónico que seja mais respeitadora do meio ambiente.

 

O Alcal'Hylab é o terceiro laboratório que reúne as competências do CNRS e da Michelin dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de produção de hidrogénio verde, juntando-se a outros dois. O primeiro é o LabCom HydrogenLab, criado para o desenvolvimento de novos materiais para o núcleo da próxima geração da pilha de combustível, e para criar o eletrolisador de água alcalina, em colaboração com a Escola Nacional Superior de Química de Montpellier e com a Universidade de Montpellier (Instituto Charles Gerhardt de Montpellier). O outro é o LabCom SpinLab para a otimização de materiais nano-fibrosos através do processo de eletrofiação, em colaboração com a Universidade de Estrasburgo (Instituto de Química e Processos para a Energia, o Meio Ambiente e a Saúde).

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