Mitsubishi Eclipse Cross EV por 43.000 €
- José Caetano

- há 6 dias
- 4 min de leitura
É o quinto automóvel na gama da Mitsubishi na Europa, o quarto “derivado” de um Renault, somando-se a Colt (Clio), ASX (Captur) e Grandis (Symbioz), e o primeiro proposto só como elétrico! Este Eclipse Cross novo sucede ao homónimo de 2017 e baseia-se na CMF-EV, plataforma que também tem nome novo (AmpR Medium), a arquitetura técnica do Megane E-Tech Electric (e do Nissan Aryia), carro com que partilha, também, a linha de montagem em Douai, França. Em Portugal, primeiras 50 unidades por 43.000 €. Depois de vendidas, preços de 44.500 € para os clientes particulares (34.900 €+IVA para empresas e Empresários em Nome Individual).

Este Eclipse Cross EV substitui automóvel apresentado, originalmente, em 2017, e que teve carreira muito meritória no mercado europeu e dispunha de motorização híbrida Plug-In. O “ganha-pão” da marca na região era o Space Star, carro que saiu de cena no fim de 2024, por não dispor dos recursos impostos pelos regulamentos de segurança (leia-se apoios eletrónicos à condução) para satisfação dos critérios de homologação. Para satisfazê-los, o fabricante nipónico encontrava-se obrigado a intervenção dispendiosa que as vendas moderadas não justificavam. E, recorda-se, em 2020, a Mitsubishi decidiu-se pela suspensão da introdução de automóveis novos no Velho Continente. Depois, “marcha atrás” neste processo, com a quarta geração do Outlander PHEV no arranque do programa de relançamento…
De regresso ao Eclipse Cross EV, primeiro carro elétrico no catálogo da Mitsubishi desde o i-MIEV, citadino com 3,395 m de comprimento vendido na Europa de 2009 a 2014 (na mesma base, produziram-se, paralela e simultaneamente, o Citroën C-Zero e Peugeot iOn), e primeiro elétrico da marca dos três diamantes com formato de Sport Utility Vehicle (SUV), este automóvel não é mais do que um “derivado” do Megane E-Tech Electric apresentado pela Renault em 2022 (em outubro de 2016, a Nissan adquiriu 34% do capital do fabricante nipónico, que passou, assim, a fazer parte da Aliança comandada pela companhia francesa).

Autonomia prometida: até 625 km
O Eclipse Cross EV, sem surpresa, uma vez que dispõe da mesma base, aproxima-se muito das dimensões exteriores do Renault Megane E-Tech Electric, com 4,489 m de comprimento e 2,784 m entre eixos. A mala tem 545 litros de capacidade, ou 1670, rebatendo-se os encostos dos bancos traseiros. Os dois carros têm motores dianteiros e versões só com tração dianteira. E a Mitsubishi, para o SUV produzido pela parceria em Douai, França, anuncia 220 cv (162 kW) e 330 Nm. A bateria é do tipo NMC (Níquel-Manganês-Cobalto) e conta com 87 kWh de capacidade (útil), o que permite reivindicar até 625 km de autonomia (819 km em ambiente urbano). A marca planeia a introdução de versão com acumulador de energia mais pequeno, mas os clientes, de acordo com informações do importador (Astara), são adeptos das maiores.
A arquitetura elétrica deste Mitsubishi, de 400 V, admite recargas rápidas (corrente contínua) com potências até 150 kW. E, assim, em 0h38, a energia armazenada na bateria aumenta de 0% para 80%. A operação, com corrente alternada, é bastante mais demorada: 0% a 100% em 9h00 numa tomada com 11 kW (13h00 contando-se apenas com 7,4 kW…). Ainda de acordo com a marca, consumo médio de 16,8 kWh/100 km, aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 s e, para proteção da autonomia, velocidade máxima limitada a 170 km/h.
No SUV elétrico da Mitsubishi, quatro intensidades de regeneração de energia nas fases de desaceleração e travagem, com o mais interventivo a atuar (quase) como um programa do tipo “one-pedal” que para o carro sem a ação do pedal do travão, e quatro modos de condução: Eco, Comfort, Sport e Perso. Os primeiros ativam-se em patilhas no volante, os segundos no comando do sistema Drive Mode, também no volante.

Garantia(s) de 8 anos/160.000 km
A gama Eclipse Cross EV apresenta-se muito simplificada. Prova-o, por exemplo, o facto de apenas dispor de uma versão (Intense), obviamente muito bem equipada de série – iluminação adaptativa com tecnologia Full LED, jantes de 19’’, monitores digitais para a instrumentação e o sistema multimédia (o primeiro apresenta-se na horizontal e o segundo posiciona-se na vertical, como sucede no Renault, mas os dois têm 12’’), pacote de sistemas Google integrado (navegação Maps, controlo de voz Assistant e, ainda, acesso à loja virtual de aplicações Play), portão elétrico, luz ambiente configurável e, ainda, carregador com função V2L para a alimentação de dispositivos elétricos externos, entre muitos outros itens.
O Eclipse Cross, na silhueta, aproxima-se muito do Megane E-Tech Electric, mas a Mitsubishi, repetindo a “fórmula” adotada para o Colt, o ASX e o Grandis, atribuiu-lhe uma identidade visual própria, que é bem mais diferenciada no exterior do que no interior, devido à adaptação da Dynamic Shield nos “rostos” dos automóveis da marca ao SUV compacto elétrico novo, que tem, ainda, a mais-valia de apresentar garantias mais extensas do que o Renault: 5 anos/100.000 km para o automóvel (8 anos/160.000 km, realizando as manutenções periódicas na rede do fabricante), e 8 anos/160.000 km para a bateria.







































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