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Na Fortune Global 500, 26 fabricantes

O peso do automóvel na economia global manifesta-se de diversas formas. Por exemplo, recentemente, conheceu-se a lista de 2026 da revista norte-americana Fortune, que apresenta as 500 maiores empresas mundiais em função dos volumes de negócios (receitas) ao longo de um ano fiscal. E, na tabela, que integra gigantes de áreas como a banca, o comércio elétrico, a energia, a saúde ou a tecnologia, por exemplo, encontram-se 26 construtores! Volkswagen, Toyota e Ford lideram a representação e os fabricantes chineses destacam-se como o grupo mais dinâmico e numeroso.



De acordo com os dados relativos a 2025, as 500 maiores empresas do mundo geraram, combinadas, 43,1 mil milhões de dólares de faturação, mais 3,2% do que em 2024. Este valor é equivalente a mais de um terço do PIB mundial. No topo da tabela surge a Amazon, seguida da Walmart e da State Grid, num pódio dominado por empresas norte-americanas e chinesas. No meio deste universo, o automóvel mantém uma representação consistente e sólida.


Na Fortune Global 500 de 2026, a liderança entre os construtores continua a pertencer ao Grupo Volkswagen, que surge a 13.ª posição absoluta, com receitas na ordem dos 363,1 mil milhões de dólares (o consórcio alemão, na lista de 2025, foi 12.º). A Toyota surge logo atrás, em 14.º, seguida pela Ford (38.º), General Motors (39.º) e Stellantis (43.º), as empresas que completam o “top-5” da indústria automóvel. Ainda no grupo dos maiores fabricantes, destaques para BMW (50.º), Mercedes-Benz (51.º) e Honda (55.º), todos com volumes de negócios superiores a 140 mil milhões de dólares durante 2025.



O Grupo Renault destaca-se entre as que registaram progressos maiores, ao subir seis posições nesta tabela, fixando-se no 223.º lugar. A Suzuki também registou um 2025 muito positivo, como demonstra a “escalada” de 24 degraus até ao 384.º lugar. Em sentido inverso, a Tesla perdeu 10 posições, descendo para o 116.º lugar, enquanto a Nissan, empresa em processo de reestruturação, caiu 18. Volvo e Tata Motors também foram protagonistas de perdas importantes


Este “ranking” também demonstra a crescente relevância da indústria automóvel chinesa, que já conta com oito construtores no “top-500”. Apesar de um contexto desafiante, marcado por guerras de preços e pelo aumento de tarifas nos mercados ocidentais, algumas marcas conseguiram reforçar a posição global. É o caso da SAIC Motor, que ascendeu ao 125.º lugar, e da Geely, que alcançou o 138.º, ambas beneficiando de uma forte expansão internacional. A BYD manteve-se estável na 91.ª posição, consolidando o estatuto de protagonistas de referência no domínio da mobilidade elétrica. A Chery também figura nesta tabela.



No entanto, diversos construtores chineses registaram, igualmente, quedas expressivas, casos de BAIC, FAW, GAC e Dongfeng, todas com recuos relevantes por exposição excessiva à volatilidade de um mercado altamente competitivo e em rápida transformação.


O “ranking” Fortune Global 500 também inclui empresas ligadas ao ecossistema automóvel, nomeadamente distribuidores e fabricantes de componentes. Entre os segundos, destacam-se nomes como Bosch, Denso, Magna International e ZF, que continuam a desempenhar um papel essencial na cadeia de valor da indústria. Estes dados confirmam a relevância estratégica do setor na economia mundial, num período marcado por profundas transformações tecnológicas e reorganização geopolítica dos mercados. E demonstram, igualmente, a crescente influência dos fabricantes chineses e a capacidade de adaptação dos consórcios tradicionais aos novos tempos.

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