Opel recolhe diversos modelos por risco nos airbags
A Opel está a recolher em Portugal diversos modelos devido ao risco associado aos “airbags” Takata, cujos insufladores podem deteriorar-se com o tempo e, em caso de acionamento, projetar fragmentos metálicos para o habitáculo. Nalguns dos automóveis abrangidos, a indicação é mesmo para parar imediatamente a utilização até à substituição do componente.

A Direção-Geral do Consumidor (DGC) publicou esta terça-feira, 27 de outubro, o Aviso 38/2026, relativo à campanha KU3, que abrange unidades dos Astra H e J, Cascada A, Meriva B, Mokka A, Signum, Vectra C e Zafira C produzidas entre 2005 e 2018.
A campanha decorre de um alerta do Safety Gate, sistema europeu de alerta rápido para produtos perigosos, tendo França como país notificador. Nesse mercado foram determinadas tanto a recolha dos automóveis como medidas de “stop drive”, ou seja, a indicação para que determinados veículos deixem de circular até serem reparados.
A própria Opel confirma que os veículos considerados de maior risco estão sujeitos a uma medida de paragem de circulação. A marca identifica Astra, Vectra, Cascada, Zafira, Meriva, Mokka e Signum entre os modelos potencialmente afetados, dependendo da data de produção e do número de identificação do veículo (VIN). A campanha abrange ainda modelos da antiga Chevrolet comercializados na Europa, concretamente Aveo, Orlando, Cruze e Trax.

O problema reside no insuflador do airbag. Com o envelhecimento, sobretudo quando sujeito durante longos períodos a calor e humidade, o material propulsor pode degradar-se. Em caso de acidente, a pressão gerada durante o enchimento é capaz de provocar a rutura do componente e projetar fragmentos metálicos, com risco de ferimentos graves ou fatais.
Problema afeta diversas marcas
O novo “recall” da Opel não é um caso isolado. Os problemas nos “airbags” da japonesa Takata desencadeou uma das maiores operações de recolha na história da indústria automóvel e continua, muitos anos depois das primeiras campanhas, a obrigar os fabricantes a localizar e reparar carros que continuam em circulação.
Em Portugal, diversas marcas mantêm páginas específicas na Internet para estas campanhas e sistemas de consulta através do VIN.
A Citroën, que integra o mesmo “universo” da Opel (Stellantis), inclui C3, C4, DS3, DS4, DS5 e C-Zéro produzidos em determinados períodos entre 2008 e 2019, com os veículos considerados de maior risco sujeitos a interdição de circulação.

A DS Automobiles, outra marca do consórcio franco-italo-americano, mantém campanhas para os DS 3, DS 4 e DS 5, indicando que os carros abrangidos pela operação estão sujeitos a “stop drive” até à realização gratuita da reparação.
Também a Jeep, igualmente da Stellantis, mantém ativa uma campanha para determinadas unidades do Wrangler produzidas entre 2007 e 2016, existindo casos em que a marca determina a interrupção da condução.
No Grupo Volkswagen, Volkswagen, SEAT e Skoda disponibilizam em Portugal ferramentas específicas para verificar a existência de “airbags” Takata abrangidos por campanhas. A SEAT indica que os componentes em causa foram instalados nalguns automóveis produzidos entre 2009 e 2018, enquanto Volkswagen e Skoda mantêm ações de chamada específicas para estes “airbags”.
A Mercedes-Benz continua também a incluir os “airbags” Takata entre as medidas de recolha que podem ser consultadas através do VIN. A Toyota mantém, por sua vez, uma campanha específica para veículos equipados com estes “airbags”, recomendando aos proprietários que consultem regularmente o VIN, uma vez que as listas de automóveis abrangidos são atualizadas regularmente. A substituição é realizada de forma gratuita.

VIN é a única confirmação segura
A presença de um determinado modelo nesta lista não significa que todos os exemplares estejam abrangidos. As campanhas dependem do período de produção, mercado de origem, fornecedor e, em muitos casos, do “airbag” específico instalado em cada automóvel.
Por isso, a forma segura de confirmar a existência de uma campanha pendente é através do VIN, número de identificação do veículo composto por 17 caracteres e indicado no Documento Único Automóvel. Quando existe uma campanha ativa, a substituição do componente é gratuita, mesmo que o automóvel já esteja fora do período de garantia ou tenha mudado de proprietário.
No caso concreto da Opel, quem receber uma indicação de “paragem de circulação” não deverá continuar a utilizar o automóvel até à reparação. A marca disponibiliza soluções de assistência para os clientes abrangidos pela medida.
Mais de uma década depois de o problema Takata ter assumido dimensão mundial, o elevado número de automóveis antigos ainda em circulação explica por que razão continuam a surgir novas campanhas (e o alargamento das já existentes).





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