smart #2: arte urbana antecipa novo citadino
- José Caetano
- há 16 horas
- 3 min de leitura
A smart, na contagem decrescente para a estreia mundial do #2, marcada para 12 de outubro, o dia de arranque da 91.ª edição do salão de Paris (Mondial de l’Auto), adotou abordagem fora do comum para apresentar a imagem do novo citadino de dois lugares, que descende, diretamente, do primeiro automóvel da marca, o City-Coupé de 1998, e substitui o fortwo introduzido no mercado em 2017 e retirado do catálogo em 2024. Assim, em vez do “teaser” tradicional ou de uma apresentação em formato digital, o fabricante propriedade da Mercedes-Benz e da Geely iniciou uma campanha global de arte urbana, exibindo murais com o modelo em cidades como Berlim, Paris, Shanghai, Hong Kong, Buenos Aires e Melbourne!

Esta iniciativa está alinhada com a filosofia “Change of Perspectives” (“Mudança de Perspetivas) e reforça a associação histórica da smart aos universos artísticos e culturais, através de reinterpretação do conceito “s+m+art” (Swatch + Mercedes + Art). Neste processo, participaram “designers” da proprietária alemã da smart e artistas locais de renome, que trabalharam na relação entre a mobilidade elétrica e a cultura urbana. E, assim, promove-se o regresso de modelo com dimensões e formato icónicos!
O #2 representa, precisamente, o regresso às origens da smart, por reinterpretar o conceito de citadino ultracompacto de dois lugares, embora adaptado à nova era da mobilidade, que é elétrica. Desenhado de acordo com os princípios da filosofia “Love, Pure, Unexpected”, o citadino com apresentação marcada para o salão de Paris, comparado com o fortwo, distingue-se tanto pelas superfícies mais suaves, como pela identidade visual emocional e sofisticada (na conceção do desenho do carro, os “designers” inspiraram-se muito na joalharia e na moda, abordagem que combina com o posicionamento “premium” quer do fabricante, quer do modelo!). A célula Tridion estreada há quase 30 anos e que dominava o desenho e a silhueta do citadino desaparece. A nova abordagem estrutural assegura a segurança e não compromete a estética do automóvel, promete-se!...

Mais 9 cm de comprimento
A smart, para o #2, manteve-se fiel ao conceito original de dimensões compactas e apenas dois lugares. O novo citadino mede 2,79 m de comprimento – mais 9 cm do que o Fortwo –, crescimento “imposto” pelas exigências atuais em matéria de segurança e integração tecnológica. E a marca assegura que o carro mantém uma agilidade urbana de referência, com um raio de viragem inferior a 7 m.
Na conceção do interior, prioridade à maximização do espaço. No estudo de abril que antecipou o #2 (a marca apresentou-o no salão de Pequim), a inexistência de elementos fixos entre condutor e passageiro garantia uma impressão de liberdade de movimentos pouco comum na categoria. Somava-se a abordagem inovadora à ergonomia, com a consola integrada no banco ou o carregador duplo por indução para telemóveis posicionado na vertical. O painel da instrumentação apresentava a mesma forma ondulada que encontrávamos nos primeiros modelos da marca, o que estabelece uma ligação visual muito subtil com o passado.

Autonomias de até 300 km
Tecnicamente, o #2 assenta em base dedicada nova, a ECA (acrónimo de Electric Compact Architecture), que foi desenvolvida “à medida” do modelo. O motor está instalado no eixo posterior e a tração é traseira. O citadino tem suspensão traseira independente de cinco braços, uma arquitetura invulgar no segmento A e que tem a particularidade de beneficiar tanto o conforto como o desempenho dinâmico. A bateria conta com 35 a 36 kWh de capacidade, para autonomia na ordem dos 300 km (WLTP). A arquitetura elétrica de 400 V proporciona muito bom equilíbrio entre desempenho e eficiência, e a smart diz que não pretende competir no campo dos carregamentos ultrarrápidos, mas compromete-se com 10% a 80% de energia em menos de 20 minutos, em corrente contínua. O carregador AC é de 11 kW.
O smart #2 não será o modelo mais acessível da categoria e a produção na China deverá refletir-se no preço, devido ao impacto das tarifas europeias aplicadas aos carros elétricos importados. Por fim, a plataforma ECA abre portas à expansão da gama, com um Cabrio, um sucessor do Forfour ou até um “roadster”!























.png)