Toyota bZ4X BEV 73.1kWh Lounge
- José Caetano

- há 9 minutos
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O primeiro Toyota proposto exclusivamente com motorizações elétricas, o bZ4X, recebeu uma atualização importante, que acontece apenas cerca de três anos depois da estreia no mercado europeu. A intervenção melhora a capacidade de atração do carro, num contexto em que o número de concorrentes não pára de aumentar. Na versão em exame, Lounge: máquina dianteira com 224 cv (165 kW) e bateria com 73,1 kWh de capacidade.

A Toyota, durante muito tempo, apresentou-se muito mais comprometida com a disseminação das tecnologias híbridas do que com a mudança de paradigma no automóvel, dos motores de combustão interna para os elétricos. A estratégia foi criticada, mas o maior fabricante mundial não mudou de programa de ação, por pensar que os consumidores ainda não estavam preparados para a “passagem de testemunho”, que impunha uma nova forma de conduzir e viajar. O tempo deu razão ao construtor japonês: em 2026, as vendas de híbridos aumentam, enquanto as de elétricos, em mercados-chave, continuam abaixo das expectativas. Akio Toyoda & Cia., perspicazmente, perceberam que a transição demoraria bem mais do que o antecipado.
O bZ4X apresentado em 2021 foi introduzido na maioria dos mercados europeus entre o fim de 2022 e o início de 2023. Este automóvel tinha a particularidade de ser o primeiro automóvel pensado e desenvolvido como elétrico, o que originou até à conceção de arquitetura técnica nova: a e-TNGA. Originalmente, este Sport Utility Vehicle (SUV) apresentava-se com dois níveis de potência (204 cv e 218 cv), duas ou quatro rodas motrizes e bateria com 71 kWh de capacidade. Anunciavam-se autonomias de até 516 km (470 km nas versões com tração integral).

Recentemente, a Toyota, marca que já tem quatro elétricos na gama, mas vende só três em Portugal (o Urban Cruiser é a exceção à regra), modernizou o bZ4X de forma a torná-lo mais atrativo e competitivo num mercado cada vez mais concorrido. Nesta atualização, oportuna, beneficiaram-se a imagem exterior e interior e mudaram-se os motores e as baterias, aumentando-se as potências (167 cv e 224 cv), as capacidades (57,7 kWh e 73,1 kWh) e as autonomias (até 569 km). Independentemente da versão, a velocidade máxima apresenta-se limitada a 160 km/h.
A Toyota, para melhorar a eficiência do bZ4X (a potência dos motores aumentou 11%, mas o consumo de energia diminuiu 12%), introduziu duas mãos-cheias de mudanças técnicas no SUV elétrico, mas esta intervenção não mudou, por exemplo, a potência máxima de carregamento em corrente contínua (150 kW), que permite aumentar a energia armazenada na bateria de 0% para 80% em menos de 0h30. Em corrente alternada, passa de 10% a 100% em 7h00 (11 kW) ou 3h30 (22 kW). Isto, claro, considerando a versão em exame, topo de gama, que tem a bateria com mais capacidade.

A apresentação do interior muda de forma significativa. O painel de bordo tem novo desenho, monitores digitais para a instrumentação (7’’) e o sistema multimédia (14’’) – o primeiro está posicionado de forma a ver-se por cima do volante, o que recorda o i-Cockpit da Peugeot –, e consola central rebaixada (10 cm) e equipada com duas superfícies para carregamento por indução de telemóveis. Mantém-se a ausência de porta-luvas, devido ao posicionamento da climatização. A Toyota diz que o bZ4X tem mais material isolante, o que explica a diminuição do ruído a bordo durante a condução. A capacidade da mala não aumenta nem diminui (454 litros na configuração normal do compartimento, com os encostos dos bancos de trás na vertical) e também não existe “frunk” à frente, sob o “capot”.
A intervenção no bZ4X também modernizou a apresentação exterior, sobretudo na dianteira, que tem novos faróis, o que muda a assinatura luminosa do Toyota — um reforço importante em matéria de identidade visual. As jantes têm 20’’, o que não beneficia a autonomia, independentemente de contarem com otimização aerodinâmica e de os pneus serem menos resistentes ao rolamento, e o tejadilho panorâmico em vidro Night Sky (950 €) valoriza a imagem do automóvel e, sobretudo, o ambiente a bordo.

Por fim, para aumentar o conforto de rolamento e a precisão em curva, houve intervenção (bem-sucedida) na suspensão. Na Toyota, não existe função de travagem do tipo One-Pedal, mas admite-se a regulação da intensidade de ação do sistema de regeneração de energia (patilhas no volante), nem se encontram os modos de condução habituais. Existem apenas dois: Eco e Snow (ambos atuam na resposta ao acelerador, no sistema de tração e na gestão de energia, mas cumprem missões diferentes: o primeiro limita a potência, otimiza a atuação da condução e promove uma condução mais suave para garantir mais autonomia; o segundo regula o débito de binário e trabalha com a eletrónica de assistência à condução para garantir mais aderência, controlo, estabilidade e segurança sobre pisos escorregadios).





















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