Alpine A110 Future em Goodwood
- José Caetano
- há 5 horas
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A Alpine não é modesta na forma como anuncia a participação do A110 Future na 33.ª edição do Festival de Velocidade de Goodwood, de 9 a 12 de julho. No evento em Inglaterra, a marca do Grupo Renault apresenta o protótipo utilizado durante o processo de desenvolvimento da terceira geração do A110, que “abre caminho” ao “primeiro verdadeiro desportivo elétrico”. Obviamente, trata-se de afirmação mais comercial do que factual, considerando o número cada vez maior de carros com o mesmo tipo de características e posicionamento que encontramos no mercado…

O novo A110 tem estreia mundial programada para o outubro, no salão de Paris. O terceiro automóvel na “garagem de sonho” da Alpine (soma-se ao A290 e ao A390) sucede ao original fabricado de 1963 a 1977 e à segunda geração apresentada em 2017, para iniciar o processo de relançamento da marca, e que deixou de produzir-se em junho. Agora, na rampa de lançamento encontra-se carro proposto somente com motorizações elétricas, o que obrigou à conceção de uma arquitetura técnica inédita. Nome: Alpine Performance Platform (APP).
O A110 Future apresentar-se-á aos visitantes de Goodwood durante os quatro dias do Festival Velocidade. A Alpine aproveita a oportunidade para promover carro que diz preservar o ADN dinâmico da marca e demonstrar o potencial de desempenho. A plataforma nova, por exemplo, é fabricada em alumínio e responde aos desafios da aplicação da eletrificação a um desportivo. Esta base é apresentada como leve e muito rígida, condição para satisfazer as exigências e necessidades de agilidade e precisão na condução.
No novo A110, o sistema elétrico conta com duas baterias que foram “arrumadas” de forma estratégica entre os dois eixos, de forma a conseguir-se uma distribuição de massas na ordem dos 40%/60% entre o anterior e o posterior, configuração que é muito próxima da que encontramos nos desportivos com motores posicionados centralmente. A arquitetura elétrica é de 800 V e as células têm níveis elevados de densidade energética. Soma-se, ainda, a construção “cell-to-pack”. Tudo somado, aumenta-se a rigidez estrutural, otimiza-se o aproveitamento do espaço, melhora-se a gestão térmica, diminui-se o peso e reduz-se o tempo de carregamento.
Na traseira do A110 Future (e da nova geração do desportivo da Alpine), há módulo elétrico novo com dimensões compactas (recebe o nome de “3 em 1”!). Inclui dois motores e a eletrónica de potência (semicondutores produzidos em carboneto de silício). A promessa é de binário massivo, resposta extremamente veloz a todos os movimentos no acelerador e controlo soberbo dos níveis de motricidade.

A Alpine não anunciou muita informação técnica sobre a geração nova do A110 – a potência, por exemplo, mantém-se coberta por manto de segredo! – mas também disse que este desportivo tem chassis de ponta, que inclui suspensão de alumínio e sistemas integrados de direção e travagem. A ambição da marca propriedade do Grupo Renault é proporcionar uma experiência de condução excitante – e próxima da que sempre caracterizaram e distinguiram o desportivo francês.



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