BMW XM Label Red
- José Caetano

- 17 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
É apenas o segundo automóvel na história da M, divisão fundada em 1972, sucedendo, portanto, ao icónico M1 produzido de 1978 a 1981 (fizeram-se apenas 453). No topo da gama, acima da versão 50e com 476 cv, posiciona-se o Label Red com motorização híbrida Plug-In. Trata-se de SAV com 2,8 toneladas e mais de 5,1 m capaz de 0-100 km/h em 3,8 s e 290 km/h. Uma estirpe (muito) desportiva!

A BMW, em 2022, para comemorar os 50 anos da M, anunciou a produção do XM, o segundo automóvel na história da divisão desportiva da marca da hélice. Primeiro, no “Centro X” do fabricante, em Spartanburg, na Carolina do Sul, EUA, montaram-se três versões, com 476 cv, 653 cv e 748 cv, mas a intermédia foi abandonada em junho. E, assim, agora, existem só a “básica” (50e) e a topo de gama (Label Red). E E-AUTO experimentou a segunda, que mantém a motorização híbrida Plug-In, mas tem a particularidade de admitir recarregamentos da bateria com potências até 11 kW em vez de até 7,4 kW. Para 2028, mantendo-se o plano de ação, introdução do iXM com motorização elétrica.
O XM Label Red é o que vemos: automóvel muito… exuberante! E é-o no desenho, nas dimensões, no equipamento, na potência, no peso e, sobretudo, no preço. Os alemães, para comemorarem efeméride tão importante, investiram (quase) tudo o que puderam, criando Sport Activity Vehicle (SAV) muito diferente de todos os que propuseram até ao aparecimento de máquina sem concorrentes, uma vez que não existe nada semelhante no mercado: comparativamente, o BMW X5 M com 625 cv parece-nos discretíssimo. Este automóvel “monstruoso” impressiona, sobretudo, pela extravagância de desenho pouco consensual – o logotipo da marca encontra-se “impresso” nos extremos superiores do vidro traseiro e não no centro do portão, como acontece em todos os carros de construtor.

O XM é, também, o primeiro M com motorização eletrificada – no caso, sistema do topo híbrido Plug-In (PHEV), com mecânica de combustão (V8) apoiada por motor elétrico e bateria que admite recarga externa. Mede 5,11 m de comprimento e 3,11 m entre eixos, dimensões semelhantes às do X7, mas este automóvel tem apenas cinco lugares, enquanto o BMW pode dispor de até sete. E, tratando-se de modelo com orientação desportiva, o SAV de elite da marca alemão também é mais baixo. No interior, liberdade de movimentos em todas as direções, sobretudo nos bancos posteriores, abundância de equipamento, luxo e sofisticação em doses massivas. A bagageira tem 527 litros de capacidade, com os encostos traseiros posicionados na vertical.
A apresentação interior não é menos impressiva do que a imagem exterior. O BMW possui materiais e montagem de primeiríssima qualidade, teto com 100 pontos de luz (LED) decorativos – e, tratando-se de elemento diferenciador específico do XM, tejadilho panorâmico indisponível entre os opcionais! – e painel com monitores de 12,3’’ para a instrumentação e 14,9’’ para o sistema multimédia. Soma-se o Head-Up Display para a projeção de informações importantes para a condução no para-brisas, para que o condutor possa concentrar-se sempre na estrada. E admite-se a configuração “à medida” de quase todos os itens disponíveis a bordo, incluindo da iluminação ambiente.

Dimensões e peso muito bem dissimuladas
Dinamicamente, dimensões e peso do XM muitíssimo bem dissimuladas, devido à firmeza da suspensão M com amortecimento adaptativo, às barras estabilizadoras ativas (Dynamic Drive) e ao eixo traseiro direcional (Integral Active Steering). E esta combinação de recursos (quase) anula o rolamento da carroçaria em curva ou nas mudanças repentinas de direção. E, assim, este SAV movimenta-se com agilidade, precisão e rapidez inesperadas para automóvel tão grande e pesado! Já a travagem não é tão competente como antecipávamos, não na potência, mas na resistência à fadiga, sobretudo utilizando-se o sistema de forma persistente. A capacidade de aceleração, a reação “musculada” aos movimentos no pedal do acelerador com o objetivo de ganhar velocidade rapidamente e as “performances” são fora de série: 0-100 km/h em 3,8 s e, contando com o M Driver’s Package (2540 €), 290 km/h em vez de 250 km/h de velocidade máxima.

No XM, admite-se a configuração da resposta do sistema híbrido Plug-In, da caixa, da firmeza do amortecimento, da assistência da direção, do controlo eletrónico de estabilidade, a atuação da bomba do travão e o funcionamento da tração integral. Programas: Normal, Sport e M Sport (não estão todos disponíveis para as funções de “A” a “Z”. A caixa tem 8 velocidades e função sequencial controlada em patilhas na coluna da direção (podem selecionar-se três níveis de operação tanto no modo automático como no manual), o assistente eletrónico à condução pode manter-se ativo, desativar-se ou manter-se em situação de vigilância e muito pouco intrusiva, e o sistema de quatro rodas motrizes distribui o binário equitativamente pelos dois eixos, pára a ação do dianteiro e privilegia o traseiro. No Label Red, o diferencial M Sport gere a repartição do binário entre as rodas posteriores.
De acordo com a BMW, se não contabilizarmos as funções do controlo de tração e os programas do sistema híbrido, existem 432 combinações para configuração do XM, podendo memorizar-se três – duas selecionam-se nos comandos M1 e M2 no volante. O V8 a gasolina tem 585 cv e o motor elétrico 197 cv. Aqui, o todo nunca é maior do que a soma das partes, pois os dois não produzem a potência máxima de forma simultânea. O comando M Hybrid permite a seleção de três modos de ação: Hybrid (o programa-padrão proporciona sempre os melhores compromissos entre dinâmica e eficiência), Electric (trabalha só até à velocidade máxima de 140 km/h) e eControl (recarrega e mantém níveis mínimos de energia na bateria, até ao limite de 80%, utilizando a mecânica térmica como gerador).
O consumo nunca é moderado e aumenta (muito) quando usamos e abusamos do acelerador, mesmo contando com sistema híbrido que permite percorrer quase 70 km de forma elétrica (a marca anuncia 82…). O carregamento da bateria, usando a potência máxima admitida, demora mais de 4h00. E a operação pode observar-se na “app” do fabricante para “smartphones” (MyBMW).














































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