Chineses valem 11,2% do mercado europeu
- José Caetano

- há 10 minutos
- 3 min de leitura
O mercado automóvel na Europa, em julho, comparativamente ao mesmo mês do ano passado, progrediu 4,1%. Este comportamento positivo deve-se, sobretudo, à expansão rápida das marcas chinesas, que registaram uma quota mensal recorde de 11,2% na região. E a procura de carros elétricos aumentou 51%, representando um em cada quatro carros novos matriculados durante o período em análise.

De acordo com dados preliminares da Dataforce, no acumulado de 2026, 5,7% de crescimento, na comparação com os primeiros sete meses de 2025. Os números disponíveis correspondem a cerca de 98% das matrículas na União Europeia (UE), Reino Unido, Islândia, Noruega e Suíça, proporcionando, portanto, imagem muito representativa da evolução do mercado automóvel europeu.
Nesta imagem, como dado mais importante, o desempenho das marcas chinesas – comparativamente a julho do ano passado, os números mais do que duplicaram (107% de crescimento…) –, com a BYD no comando da ofensiva, à frente da Chery e da SAIV, o consórcio proprietário da MG.

Elétricos valem 25% do mercado
A eletrificação representou outro dos motores do crescimento registado em julho no mercado automóvel europeu. A procura aumentou 51%, igualmente no frente a frente com o mesmo mês do ano passado, para uma quota de 25% – um em cada quatro automóveis novos matriculados na Europa não tinha motor de combustão interna. No acumulado de 2026, crescimento de 37%, resultado muito potenciado pelo aumento no preço dos combustíveis resultante do conflito no Médio Oriente que teve início em fevereiro.
Em julho, as vendas de híbridos plug-in (PHEV) aumentaram apenas 15%, número inferior aos 24% de crescimento acumulado desde o início do ano. Já nos híbridos (HEV), progresso mensal de 9%, resultado que também fica abaixo da progressão de 14% registada entre janeiro e julho.
Leapmotor, XPENG, Chery e BYD
A análise por marcas e grupos demonstra bem o ritmo de crescimento de diversos fabricantes chineses na Europa. A Leapmotor, marca que mantém parceria com a Stellantis, registou aumento de 294%, matriculando 9306 automóveis em julho. A XPENG ganhou 270%, para 5244 unidades. A Chery, que também integra Omoda e Jaecoo, progrediu 202% e a BYD, com a divisão “premium” Denza, acelerou 150%.

Esta tendência de crescimento registou-se até entre os fabricantes chineses mais bem consolidados na Europa, como a SAIC (+22%) e a Geely (+21%). Isto significa mudanças importantes no “status quo” num mercado que estava sob domínio de europeus, japoneses, sul-coreanos e norte-americanos!
Volkswagen, Hyundai-Kia e Ford recuam
Os números das matrículas de julho provam-no. Entre os fabricantes tradicionais, e considerando apenas os que conseguem volumes maiores, só a Mercedes-Benz
apresenta números acima do crescimento médio registado no mercado europeu, com mais 4,7%. A Toyota ganhou 2,3%, a Stellantis 2% e o Grupo BMW 1,7%. Isto, na prática, significa a perda de quota.
Em julho, entre os protagonistas pela negativa, Grupo Volkswagen (-3%), Hyundai-Kia (-8,5%), Nissan (-5,8%) e Ford (-16%).
As matrículas da Tesla diminuíram 36%, mas a companhia norte-americana, devido aos seus ciclos de entregas, habituou-nos a maus arranques de trimestres.
No entanto, em julho, algumas marcas europeis históricas tiveram desempenhos muito positivos, os casos de FIAT (+25%), Citroën (+16%) e Renault (+11%)

Dacia Sandero continua no topo
No “ranking” por modelos, Dacia Sandero de regresso ao topo da tabela dos mais vendidos (Tesla Model Y em junho), à frente de dois Volkswagen: Golf e T-Roc. No entanto, o protagonista foi o novo Mercedes-Benz GLC, que conseguiu posicionar-se no “top-10” europeu, na sétima posição, com aumento de 45% nas matrículas, comparativamente a julho de 2025.






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