Cupra Born “novo” no verão
- José Caetano

- há 2 horas
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A Cupra recomenda-se! Em 2025, a marca na “órbita” da SEAT e que atua de forma autónoma no mercado automóvel desde 2018, conseguiu recorde histórico, com a entrega de 328.800 carros novos, mais 32,5% do que em 2024 – simultaneamente, a companhia baseada em Martorell, Espanha, comemorou a venda de mais de um milhão de unidades em oito anos de operação. O fabricante, entretanto, começou a contagem decrescente para a introdução do oitavo modelo, o terceiro disponível apenas com motorizações elétricas: o Raval. No entanto, antes da estreia mundial do segmento B, programa apenas para o abril, modernização do Born concorrente na categoria acima (C)!
O Cupra Born “novo” substitui berlina compacta de 5 portas à venda desde 2021 e, como o original, também é produzido pela Volkswagen em Zwickau, na Alemanha. É unidade histórica do consórcio industrial alemão que passou a fabricar somente carros elétricos a partir de 2020 – atualmente, nas linhas de montagem, mais sete modelos, todos baseados na plataforma MEB: VW ID.3, ID.4, ID.5, Audi Q4 e-tron e Q4 e-tron Sportback, e Skoda Enyaq e Enyaq Coupé. Na edição-2026 do Born, três patamares de potência (190 cv, 231 cv e 326 cv) e duas baterias (58 kWh e 79 kWh de capacidade. E anunciam-se e observam-se, ainda, mudanças na apresentação do exterior e do interior, devido à modernização dos desenhos, reforço importante do equipamento e, também, a correção dos pontos mais criticados pelos clientes, sobretudo no “cockpit”.
À venda em Portugal só a partir do verão, a exemplo do Raval, o Born apresenta-se nas versões Plus (190 cv e 58 kWh), Endurance (231 cv e 79 kWh) e VZ (326 cv e 79 kWh) – a capacidade indicada para as baterias é a útil e não a nominal. Segundo a Cupra, e de acordo com a homologação europeia WLTP, até 450 km de autonomia para a primeira e até 600 km para a segunda e a terceira. O compacto, recorda-se, tem motores traseiros e tração apenas às rodas posteriores. Para as potências de carregamento, a marca anuncia até 11 kW com corrente alternada – com corrente contínua, informação disponível apenas para a bateria maior: até 185 kW.

Função “One Pedal Driving”
Mecanicamente, comparado com o Born de 2021, o Born de 2026 muda (muito!…) pouco. Assim, como também não existem diferenças no rendimento dos motores, as “performances” progridem quase nada. Para o VZ, por exemplo, anuncia-se 0 a 100 km/h em 5,6 s e velocidade máxima de 200 km/h (sem surpresa, apresenta-se limitada eletronicamente, ação necessária para proteção da autonomia). Regista-se, no entanto, novidade importante no sistema de recuperação e regeneração de energia durante as desacelerações e travagens, com a introdução da função “One Pedal Driving” (retirando-se o pé do acelerador, o automóvel para a poder parar de forma autónoma, o que aumenta muito o conforto e a segurança da condução em ambiente citadino, após período de adaptação à atuação do programa novo).
Também no que respeita aos modos de condução, zero mudanças. Mantêm-se os programas Range, Comfort, Performance, Cupra e Individual. E o VZ, de série, está equipado com a suspensão DDC Sport, que dispõe de sistema de amortecimento variável (o sistema continuam a contar com 15 posições de regulação da firmeza). Também existem novidades “dissimuladas” no Cupra Born novo: por exemplo, sob a chapa traseira da matrícula, encontra-se pré-instalação para reboque (ou porta-bicicletas).
Visualmente, o Born de 2026 diferencia-se do de 2021 por contar com faróis novos (integram a assinatura luminosa dos três triângulos em LED que identificam todos os carros recentes da Cupra e, opcionalmente, podem dispor de sistema matricial que adapta, automaticamente e em tempo real, a direção e a intensidade do feixe de luz, o que permite, por exemplo, recorrer aos máximos sem encadear os outros condutores na estrada). No para-choques dianteiro, grelhe de maiores dimensões e, nas extremidades, “air curtains” verticais que beneficiam tanto a aerodinâmica, como a capacidade de refrigeração dos travões. Atrás, os farolins, também novos, integram (e iluminam) o logotipo da Cupra e encontra-se, ainda, um difusor maior. Finalmente, para as rodas, jantes de 19’’ e 20’’.

Diversas mudanças no interior
As dimensões do Cupra Born, com a adoção de para-choques novos, aumentaram muito ligeiramente (14 mm), para 4,34 m de comprimento – a distância entre eixos (2,77 m), a largura (1,81 m) e a altura (1,54 m) mantêm-se, não existindo, por isso, progresso(s) na capacidade da bagageira ou no espaço a bordo. Todavia, registam-se novidades no habitáculo! Por exemplo, passam a existir quatro comandos para os vidros elétricos (e não só dois, o que obrigava a recorrer a botão para ativarmos os dianteiros ou os traseiros), o volante conta com botões físicos em vez táteis e o monitor da instrumentação aumenta de dimensões, de 5,3’’ para 10,25’’. Já o ecrã do sistema multimédia tem as mesmas 12,9’’, mas o “software” deste programa é novo (baseia-se no Android Automotive), uma mudança com impacto na estrutura dos menus e nos conteúdos apresentados, sobretudo em matéria de aplicações.
Por fim, e ainda no que respeita ao equipamento, fichas USB-C para carregamento de “smartphones”, superfície de carga por indução (15 W de potência) “arrumada” entre os bancos dianteiros, que são os Bucket ou os CUP Bucket (a versão de topo, a VZ, de série, tem os segundos), “app” no telemóvel para abrir ou fechar, ou ligar e desligar o carro, e função V2L para alimentação de dispositivos elétricos externos.
Os automóveis mais bem-sucedidos da Cupra são o Formentor (cerca de 104.400 em 2025) e o Terramar (66.000), mas os dois carros elétricos da marca espanhola, o Born e o Tavascan, representaram mais de 24% das vendas do fabricante no ano passado (quase 80.000 unidades, mais 65,9% do que em 2024). Desconhecem-se os preços da edição nova – atualmente, no nosso País, vendem-se quatro versões: Born (204 cv, 40.159 €), eBoost (231 cv, 42.459 €), eBoost Plus (231 cv, 43.409 €) e VZ (326 cv, 50,168 €).


















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