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Ferrari elétrico chama-se Luce!

A Ferrari prossegue a contagem decrescente para a apresentação do primeiro “cavallino rampante” equipado com motorização elétrica em vez de combustão. Assim, depois de anunciar as primeiras imagens de componentes e confirmar diversas características técnicas relevantes, o que aconteceu em outubro do ano passado, a marca divulgou o nome do automóvel (Luce) e outra mão cheia de informações! Fê-lo durante evento em São Francisco, na Califórnia (EUA).



No Luce, nome que significa “luz” em italiano, “cockpit” desenhado e desenvolvido em parceria pelo Centro Stile da marca de Maranello, que é liderado desde janeiro de 2010 por Flavio Manzoni, e os criativos da LoveFrom, empresa fundada em 2019 pelos ex-Apple, Jony Ive e Marc Newson. Trata-se de colaboração pouco comum para a Ferrari, mas que demonstra a ambição de repensar o o habitáculo e o painel de bordo de um desportivo elétrico, de forma a diferenciá-los das soluções que dominam o mercado.

 

O Luce, segunda a Ferrari, é mais do que primeiro elétrico da marca. Apresenta-se como o ponto de partida para a exploração de soluções novas no “design”, na arquitetura digital dos automóveis e até na relação Homem-Máquina, devido à prioridade que a experiência e o prazer na condução têm nos carros da marca transalpina. A parceria com a LoveFrom permitiu uma abordagem muito mais livre à conceção do interior – foi-o tanto na escolha dos materiais, como no desenho e na organização dos comandos –, mas sempre considerando a obrigação do cumprimento de todos os requisitos técnicos indispensáveis para a homologação do automóvel de produção em série.



Volante neoclássico 

O resultado é o que vemos nas imagens: um “cockpit” com linhas depuradas e leitura simples, onde “hardware” e “software” foram desenvolvidos em simultâneo, o eliminou a fragmentação habitual entre componentes físicos e interfaces digitais. O volante é um dos elementos mais diferenciadores do Luce. Tem desenho inspirado nos “cavallinos rampantes” produzidos durante as décadas de 1950 e 1960, carros com volantes Nardi de três raios. Essa referência, no automóvel novo, expressa-se na estrutura de raios expostos e fabricada em alumínio 100% reciclado.

 

Fabricado a partir de 19 componentes maquinados em CNC (produção controlado por computador e feita a partir de blocos sólidos de materiais como alumínio e aço), o volante é cerca de 400 gramas mais leve do que o mais ligeiro montado em carro atual da Ferrari. Em contraste com os comandos táteis adotados recentemente pela marca, o Luce dispõe de botões físicos, que estão organizados em dois módulos analógicos, configuração derivada dos monolugares da Fórmula 1. Segundo a marca, todos cumpriram mais de 20 sessões de testes com os pilotos da Scuderia e a resposta mecânica foi tão trabalhada como a sonora.



No “tablier” do Luce, três monitores digitais: instrumentação, multimédia e passageiro dianteiro. O painel de instrumentos move-se solidariamente com a coluna de direção, por isso acompanhando as regulações do volante. Este módulo integra dois ecrãs OLED sobrepostos, uma solução que permite melhorar o contraste e a legibilidade. Desenvolvido em parceria com a Samsung Display, o painel é ultrafino e integra vidro transparente e anéis de alumínio anodizado, numa referência a instrumentos clássicos (Veglia ou Jaeger) utilizados pela Ferrari no passado.

 

O monitor principal, posicionado ao centro do painel de bordo, está montado numa junta esférica que permite orientar a superfície para o condutor ou para o passageiro dianteiro. Tem apoio para a mão e elemento multigráfico para eleição de quatro modos de apresentação — relógio, cronógrafo, bússola e controlo de arranque. O seletor de programas de condução é outro elemento diferenciador. Fabricado em vidro Corning Fusion5, material desenvolvido para aplicações automóveis, recorre a um processo de microperfuração a laser para a aplicação dos grafismos, técnica que garante muita precisão e, sobretudo, uniformidade visual.



Chave física iluminada

Num momento em que muitos fabricantes recorrem a soluções 100% digitais, a Ferrari, no Luce, propõe uma chave física, que também é produzida em vidro Corning Fusion5. É resistente a riscos, conta com coloração eletrónica — novidade no setor automóvel — e insere-se numa base dedicada na consola central. Este movimento inicia uma sequência visual em que a chama de muda de cor, de forma gradual. Simultaneamente, a instrumentação e o monitor central iluminam-se para o início da condução.

 

A apresentação do Luce, diz a Ferrari, encontra-se programada para maio, durante evento em Itália. E apenas aí conheceremos a imagem definitiva do primeiro “cavallino rampante” elétrico. No carro, quatro motores elétricos, bateria com 122 kWh de capacidade, quatro rodas direcionais e sistema de tração integral. A marca de Maranello, para o desportivo mais compacto do que com o Purosangue e cerca de 2300 kg, compromete-se com até 530 km de autonomia, 0-100 km/h em 2,5 s e 310 km/h,

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