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FIA e ACO parceiras no WEC até 2037

há 22 horas
2 min de leitura

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o Automobile Club de l’Ouest (ACO), entidade francesa que também organiza as 24 Horas de Le Mans, prolongaram por 10 anos o acordo para organização do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC). Este anúncio acontece depois de muitas especulações sobre o futuro da competição, devido a falta de entendimento entre as duas organizações. A nova parceria entra em vigor no final de 2027, é válida até 2037 e reforça o controlo regulamentar da FIA numa fase impressionante de crescimento da competição.



Uma das principais alterações diz respeito ao processo regulamentar. As regras passarão a ser acompanhadas pelos grupos de trabalho da FIA e pela Comissão de Resistência, necessitando de aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel. FIA e ACO passam a supervisionar conjuntamente a homologação de todos os automóveis concorrentes na categoria de topo do campeonato (Hypercar).


O acordo surge num momento particularmente favorável para o campeonato. A organização anuncia um crescimento superior a 8% no número de espectadores nos circuitos em 2026, sendo que 44% têm 34 anos ou menos e 40% assistiram este ano pela primeira vez a uma prova do WEC.


A grelha, atualmente, reúne 14 fabricantes entre Hypercar e LMGT3, oito dos quais na categoria principal. Em 2027, Ford e McLaren juntar-se-ão à Hypercar, aumentando ainda mais a presença dos construtores no WEC. O calendário também crescerá para nove provas na próxima época, com a reintrodução de Silverstone, Inglaterra.



Regulamento único em 2030

O prolongamento da parceria enquadra uma das mudanças mais importantes já anunciadas para o futuro da resistência. A partir de 2030, FIA, ACO e IMSA, a entidade responsável pelo campeonato norte-americano, vão introduzir uma plataforma técnica única para a categoria principal, substituindo a atual coexistência dos regulamentos LMH e LMDh.


Os novos protótipos terão, obrigatoriamente, tração traseira e sistema híbrido, mantendo os fabricantes liberdade para desenvolver um chassis próprio ou recorrer a um dos fornecedores homologados, assim como para utilizar um sistema híbrido específico ou comum. Os mesmos princípios técnicos serão aplicados no WEC e no campeonato norte-americano IMSA, facilitando a participação dos mesmos automóveis nas duas competições.



O objetivo é reduzir custos, aumentar a estabilidade regulamentar e tornar mais simples a participação dos fabricantes nos principais campeonatos e provas de resistência mundiais. O novo acordo contempla ainda o desenvolvimento de soluções relacionadas com propulsão a hidrogénio e dará maior visibilidade institucional à FIA nos circuitos, transmissões televisivas, pódios, parque fechado e Safety Cars.


O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, classificou o entendimento como um passo importante para “assegurar o futuro»” do WEC, enquanto Pierre Fillon, número um do ACO, destacou a continuidade de uma parceria que está na base do campeonato desde a sua criação, em 2012.

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