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Hamilton regressa à pole 1197 dias depois

há 2 horas
4 min de leitura

O britânico Lewis Hamilton, da Ferrari, conquistou na Cidade do México a primeira pole com a Ferrari e a 105.ª da carreira no Mundial de Fórmula 1, terminando uma espera de três anos, três meses e nove dias! Para a Scuderia, a primeira “pole” em 2026! O italiano Kimi Antonelli, quarto na grelha de partida para as 71 voltas deste domingo (20h00 de Lisboa), e a Mercedes podem sagrar-se campeões na ronda 19 de temporada com 23 grandes prémios!


Fotos: Scuderia Ferrari, Mercedes-AMG F1 Team e Haas F1 Team
Fotos: Scuderia Ferrari, Mercedes-AMG F1 Team e Haas F1 Team

Hamilton é o quinto piloto mais velho a conquistar uma “pole position” na história da Fórmula 1. Nesta estatística, o britânico que cumpre a 20.ª época na categoria, a segunda com a Scuderia Ferrari, posiciona-se em quinto, atrás apenas de Farina (Argentina-1954, aos 47 anos, 2 meses e 18 dias), Fangio (Argentina-1958, aos 46 anos, seis meses e 26 dias), Jack Brabham (Espanha-1970, aos 44 anos e 17 dias) e Mario Andretti (Itália-1982, aos 42 anos, seis meses e 17 dias). Lewis conta com 41 anos, nove meses e 25 dias!



O piloto britânico, na ponta final da sessão de qualificação, percorreu os 4,305 km do Hermanos Rodríguez em 1.16,514 m, e derrotou o compatriota George Russell, da Mercedes, por apenas 0,009 segundos. Charles Leclerc, em Ferrari, conseguiu o terceiro registo, a 0,119 s de Hamilton. Max Verstappen, da Red Bull RBPT-Ford, e Kimi Antonelli, da Mercedes, foram o quarto e o quinto, respetivamente, com os cinco primeiros separados por menos de dois décimos!


No entanto, a penalização de perda de uma posição na grelha de partida aplicada a Verstappen por incidente com Liam Lawson, da Racing Bulls-RBPT Ford, durante o segundo treino livre promove Antonelli à quarta posição, relegando o neerlandês para a quinta.



“105 poles, gosto do número!”

Hamilton não comemorava uma pole na Fórmula 1 desde 22 de julho de 2023, dia da qualificação para grande prémio na Hungria. Assim, entre a 104.ª e a 105.ª pole do britânico na categoria-rainha do desporto automóvel, decorreram nada menos do que 1197 dias, ou três anos, três meses e nove dias! É também a primeira pole do piloto desde que trocou a Mercedes pela Ferrari, em 2025.



“Já esperava isto há tanto tempo”, disse Hamilton através da rádio imediatamente após conhecer o resultado e antes de agradecer à equipa e lembrar que tinham de continuar a trabalhar. Já fora do monolugar da Scuderia, Lewis admitiu encontrar-se “sem palavras”, recordou os problemas registados logo no primeiro treino livre, incluindo uma avaria de motor que o impediu de realizar a simulação de corrida, e destacou o trabalho realizado pela equipa.


“Fizemos um trabalho muito bom com a afinação do carro e aprendemos desde a última corrida. Conseguir a pole aqui é especial. É a minha primeira com a Ferrari. E a 105.ª na Fórmula 1. Gosto desse número”, afirmou o britânico. No México, é a segunda (primeira em 2016, com a Mercedes)



Lewis Hamilton referiu-se ainda à idade e à longevidade na Fórmula 1: “Encontra-se tudo na cabeça. Podemos sentir algumas dores, felizmente eu não sinto. Faço muitas coisas para me manter jovem e em muito boa forma física e mental. Adoro o que faço”, exclamou o piloto da Ferrari, que prometeu lutar pela vitória na sexta edição do Grande Prémio da Cidade do México, uma corrida que deve somar-se a 20 do México – a corrida mudou de nome em 2021 e o britânico ganhou-a em 2016 e 2019, ambas com a Mercedes.



Antonelli tem o título à vista

Kimi Antonelli chega à corrida mexicana com uma vantagem de 123 pontos sobre George Russell. Depois do México, apenas quatro corridas em 2026 e 100 pontos disponíveis. As contas são, por isso, muito simples para o italiano: um nono lugar este domingo é suficiente para comemorar a conquista do primeiro título mundial, independentemente dos resultados dos adversários.


Caso assegure o título, Antonelli tornar-se-á, aos 20 anos, o mais jovem campeão da história da Fórmula 1, “implodindo” o recorde do alemão Sebastian Vettel, que comemorou o primeiro de quatro títulos consecutivos na categoria em 2010, com a Red Bull, aos 23 anos, quatro meses e 11 dias.



A Mercedes também pode comemorar o nono título de construtores na Cidade do México. A escuderia alemã soma 607 pontos, contra 474 da Ferrari, e tem diversas combinações de resultados que garantem essa conquista, depois de duas vitórias consecutivas da McLaren-Mercedes.


Já a luta pelo segundo lugar no Mundial de Pilotos está ao rubro, com Russell (242 pontos), Hamilton (241), Verstappen (236) e Leclerc (233) empenhados no mesmo objetivo!



Hirakawa: “Sonho tornado realidade”

Outra das histórias do fim de semana na Cidade do México acontece na Haas, que decidiu afastar o francês Esteban Ocon depois do Treino Livre 2 e entregar o VF-26 ao japonês Ryo Hirakawa. A chamada apanhou o piloto nipónico de surpresa. “Foi uma grande notícia. Sempre sonhei com isto e sinto-me preparado. Hoje, o sonho tornou-se realidade”, afirmou.


Hirakawa, de 32 anos, qualificou-se em 19.º lugar e admitiu alguma frustração por não ter conseguido apurar-se para a Q2. Para este domingo, reconheceu que tem “muito para preparar”, mas disse-se determinado para o primeiro Grande Prémio da carreira.



O japonês é piloto da Toyota no Mundial de Resistência, foi campeão do WEC em 2022 e 2023 e venceu as 24 Horas de Le Mans em 2022, currículo que explica esta associação à Haas-Ferrari. A Toyota Gazoo Racing mantém parceria técnica com a escuderia norte-americana.


Hirakawa está envolvido na luta pelo título do WEC-2026 e deverá disputar a prova decisiva da temporada no próximo fim de semana, em Monza, situação que deixa em aberto quem conduzirá o segundo Haas em São Paulo, se Ocon não regressar à equipa. Para 2027, situação definida: brasileiro Rafael Câmara como parceiro de equipa do britânico Oliver Bearman.



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