Incentivos à compra de elétricos esgotaram
- José Caetano

- há 1 dia
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O apoio estatal à compra de veículos elétricos, que tinha efeitos retroativos a 1 de janeiro, esgotou poucas horas depois da abertura do processo de candidaturas. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou mais incentivos durante 2026 (20 milhões de euros, estima-se). Desta vez, os “cheques” ascenderam a 8,8 milhões de euros e beneficiaram, apenas no que respeita a automóveis, e entre as 10h00 e as 16h00, 2200 pessoas singulares.

O apoio do Governo à compra de carros elétricos, no caso da aquisição de ligeiros de passageiros por pessoas singulares, pressupunha o pagamento de 4000 € pela compra de automóvel novo sem motorização de combustão interna e obrigava ao abate de viatura com mais de 10 anos que consumisse combustíveis fósseis. Este “contrato” abrangia viaturas adquiridas por compra e venda ou locação financeira com uma duração mínima de 24 meses e preço até 38.500 €, com IVA e despesas.
O apoio também abrangia viaturas com mais de cinco lugares, o que aumentava o limite para 55.000 €, também com IVA e despesas, bicicletas para uso em cidade, bicicletas de carga com assistência elétrica, outras formas de mobilidade amigas do ambiente e até carregadores. Em cerca de seis horas, a maioria dos montantes de financiamento esgotaram, de acordo com fonte de ministério que gere o Fundo Ambiental. No entanto, como aconteceu no passado, a manifestação de interesse por detrás da atribuição do “cheque” pode não acabar concretizada em compras.

Nos primeiros 11 meses do ano, e segundo os números da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), 22,9% dos carros novos matriculados no nosso País contavam com motorizações elétricas – a tecnologia representou mesmo 32,5% dos registos em novembro! No mesmo período, as mecânicas a gasolina corresponderam só a 25% e as Diesel não excederam os 5,7%. Explica-se, assim, a “corrida” aos apoios.







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