top of page
Logotipo | e-auto

Mercedes Classe S quase novo

A Mercedes-Benz, cinco anos e meio depois da apresentação do W223 (setembro de 2020, anunciou a primeira atualização importante da sétima geração da berlina que ganhou o nome de Classe S só em 1972, ano em que os automóveis da marca da estrela passaram a contar com nomenclatura nova. E a modernização do topo de gama coincide com duas efemérides fundamentais para a empresa baseada em Estugarda, Alemanha: os 140 anos da produção do primeiro carro, o Benz Patent-Motorwagen, e os 100 da criação da marca.



O Classe S de 2026, comparado com o de 2020, apresenta novidades no desenho, no equipamento e nas motorizações, com o fabricante a anunciar mais de 2700 componentes novos. Trata-se, portanto, da maior atualização de meio de ciclo de vida alguma vez realizada pela Mercedes-Benz. O topo de gama passa a contar como elementos como a iluminação do símbolo da estrela instalado no “capot”, ao centro e à frente, os faróis com tecnologia Digital Light e até os cintos de segurança aquecidos – a marca não desprezou nenhum detalhe para manter o estatuto de referência numa categoria em que é número um desde o primeiro dia!

 

A Mercedes tem compromisso com a inovação e reafirma-o com Classe S em que mais de 50% dos componentes são novos. E, assim, a berlina apresenta-se, mais uma vez, como um portento quer em requinte, quer em tecnologia. No ano em que comemora duas efemérides importantes, a companhia, no topo da gama, exterioriza “a essência da marca: o espírito pioneiro, a excelência da engenharia, a qualidade de construção e a sensação do ‘bem-vindo a casa’, características que sempre associamos a este automóvel”.



A marca alemã garante que não poupou esforços nem investimentos para cumprir tudo o que estava inscrito em caderno de encargos muito ambicioso, por obrigar a programa de modernização entre os mais extensivos e intensivos de sempre num automóvel que está só a meio do ciclo de vida. O plano perseguia progressos em todas as áreas, da engenharia à digitalização, do conforto ao luxo. O Classe S mantém as dimensões originais do W223 de 2020 (5,179 m ou 5,289 m de comprimento, 3,106 m ou 3,216 m entre eixos, com as quotas maiores a corresponderem à limusina derivada da berlina…),

mas tem imagem mais expressiva, o que deve à grelha dianteira, que ganhou iluminação, é cerca de 20% mais larga e muitas estrelas cromadas tridimensionais. E, acima, no “capot”, o logotipo icónico da estrela pode, também, apresentar-se iluminado (este equipamento encontra-se inscrito numa lista muito extensa de opcionais, como é habitual na Mercedes). Soma-se o desenho novo dos faróis com tecnologia Digital Light (micro-LED) com mais 40% de alcance de luz. E o aumento da visibilidade não impediu a redução do consumo de energia. 


 

Entre as funções do sistema de iluminação destacadas está a “Ultra Range” (máximos), que tem um alcance máximo de 600 metros – o equivalente a cerca de seis campos de futebol – e a adaptação da direção e da intensidade de feixe de luz, de forma a impedir o encadeamento dos outros utilizadores da via. Baseando-se nas informações registadas por câmara ou no mapa inteligente da navegação, as luzes de curva adaptam-se de forma precisa às características das estradas.


Os farolins também foram modernizados, apresentando três estrelas integradas em cada grupo ótico, o que aumenta a sensação de pertença do Classe S à família de automóveis da Mercedes-Benz. E os retrovisores exteriores ganharam a capacidade de projeção do nome da marca alemã no piso quando abrimos ou fechamos o carro. As jantes de 20’’ também são novas e anuncia-se a disponibilidade de conjunto vastíssimo de opcionais e possibilidades de personalização (programa “Manufaktur”).



Potentado tecnológico 

O Classe S conta com a versão mais recente do sistema operativo da Mercedes-Benz (MB.OS), que tem arquiteturas elétrica e eletrónica orientadas para os serviços. Este supercomputador refrigerado por líquido dá “vida” a tudo no automóvel, do programa multimédia aos sistemas que influenciam a condução e o desempenho dinâmico. A marca reivindica um processamento mais rápido, uma maior capacidade de computação e, sobretudo, uma experiência mais integrada.

 

Este MB.OS novo concentra todos os sistemas num ecossistema inteligente único e é a base quer do MB.Drive (assistências à condução), quer do MBUX (multimédia). O MB.Drive do Classe S dispõe de 10 câmaras exteriores, cinco radares e 12 sensores ultrassónicos que trabalham em conjunto com unidade de controlo, de alto desempenho, e algoritmos de inteligência artificial treinados com dados registados pela frota de viaturas da Mercedes-Benz, a razão por detrás das capacidades de condução automatizada.


Entre o equipamento de série, MB.Drive Assist com funções como o Cruise Control adaptativo com assistentes de direção e de mudança de faixa de rodagem - inclui programa que atua no volante para evitar colisões (não cumprindo esse objetivo, mitiga as consequências). Em autoestrada, o assistente proativo de mudança de faixa de rodagem é capaz de manobras quase autónomas. Entre os extras, a marca alemã propõe o MB.Drive Assist Pro para paragens automáticas em semáforos e nos sinais de Stop” – anunciam-se mais funções na loja digital da Mercedes, mas o recurso a algumas encontra-se dependente da aprovação no mercado local. Por isso, numa primeira fase, tecnologia proposta só na China (depois, e apenas quando os regulamentos o permitirem, introdução nos EUA e na Europa).


Na segurança passiva, como destaque principal, o facto de o Classe S novo poder contar com até 15 “airbags”.



Inteligência Artificial ganha preponderância 

O Classe S mantém o MBUX Superscreen, equipamento de série com dois monitores posicionados sob superfície contínua em vidro: o central tem 14,4’’ e é base do sistema multimédia e de diversas funções do carro (conetividade, entretenimento e programas de assistência à condução e conforto), o do passageiro dianteiro mede 12,3’’ e torna-se “invisível” para o condutor, o que minimiza muito os riscos de distrações. O ecrã do painel de instrumentos mantém as dimensões (12,3’’), mas ganha a possibilidade de apresentar todas as informações em 3D (este sistema é opcional).

 

Na quarta geração do sistema multimédia MBUX, a inteligência artificial (AI) passa a desempenhar papel muito mais relevante, com o ChatGPT4 e o Google Gemini combinados num sistema único – segundo a Mercedes-Benz, assim, proporciona-se o potencial máximo de interação. Já o assistente virtual entra em ação sempre que é proferida a frase “Hey Mercedes”, mas está mais inteligente e intuitivo, e ganhou capacidade de diálogo natural, memória de curto prazo e avatar no menu básico (“Zero Layer”) – e pode apresentar-se com a forma de uma figura humana e de um boneco animado (“LittleBenz”). A interface para utilização do “Zero Layer” controla-se tão facilmente como um “smatphone” e integra as aplicações mais recentes e pastas personalizáveis de conteúdos. A marca alemã garante a disponibilidade de mais de 40 aplicações – produtividade, som e vídeo, entre outras –, que podem instalar-se no sistema, e promete continuidade na expansão do portefólio.



A navegação baseia-se no Google Maps, devido à parceria existente entre as duas empresas, e também beneficia do apoio da inteligência artificial para pesquisa de rotas e pontos de interesse. O condutor passa ainda a beneficiar da integração dos sistemas de segurança, com uma representação tridimensional de tudo o que acontece em redor do automóvel (MBUX Surround Navigation), sistema que transmite informações em tempo real. O Head-Up Display conta com realidade aumentada, indicações com recurso a setas dinâmicas, e recomendações de vias e pontos de interesse sobrepostos no campo de visão do condutor.

 

Entre as funções de produtividade, MBUX Notes (apontamentos ditados, organizados e otimizados com o apoio da IA) e MBUX Calendar, que apresenta datas importantes. A ligação à Mercedes-Benz Intelligent Cloud permite atualizações “over-the-air” de diversas funções do automóvel. As opções áudio compreendem dois equipamentos da Burmester – no mais completo, som surround 4D e tecnologia Dolby Atmos.



Bom gosto, luxo e muita sofisticação 

Como é apanágio da marca alemã, o Classe S tem interior que combina bom gosto, luxo, qualidade e sofisticação. Isto traduz-se em revestimentos selecionados com muito critério, painéis das portas novos e consola central redesenhados, e funções novas para a iluminação ambiente. Na consola central, superfície para carregamento sem fios de dois “smartphones”, mas também existe tomada do tipo USB-C com potência de recarga de até 100 W. O volante multifunções recupera alguns controlos físicos, nomeadamente a ‘roda’ que permite regular o áudio.

 

Atrás, e nas duas variantes do Classe S, os passageiros instalam-se numa espécie de “primeira classe”. Na mais comprida e espaçosa, o “lounge” traseiro conta com consola central de maiores dimensões entre os bancos, que integra tomadas USB-C e compartimentos de arrumação (incluindo um com refrigeração). Também existem mesas rebatíveis e sistema multimédia com dois monitores de 13,1’’, dois controlos remotos e programa para conferências vídeo (Microsoft Teams, Zoom e Webex).


 

E, para progressos no conforto térmico, a marca implementou cintos de segurança aquecidos (até 44º C!) para os passageiros dianteiros. No Classe S, o funcionamento das saídas de climatização é controlado digitalmente.


Motorizações eletrificadas 

Na gama de motorizações, só opções eletrificadas. O S 580 4Matic posicionado no topo da gama tem motor V8 biturbo com 537 cv e 750 Nm, e tecnologia MHEV que beneficia tanto a eficiência, como as “performances”. A mecânica M177 Evo apresenta desenvolvimentos no sistema de injeção, admissão otimizada e cambota plana. O S 450 4Matic e o S 500 4Matic recorrem a uma unidade de 6 cilindros a gasolina (M256 Evo) com 381 cv e 449 cv, respetivamente (o binário máximo atinge os 640 Nm).

 

A Mercedes-Benz, no Classe S, mantém os turbodiesel, propondo-os nas versões 350 d 4Matic (313 cv), 450 d 4Matic (367 cv). Nas duas, motor OM 656 Evo de 6 cilindros que já cumpre as futuras normas antipoluição, que serão ainda mais restritivas. A Mercedes indica mesmo que esta mecânica estreia, em automóveis produzidos de série, um conversor catalítico aquecido eletricamente para pós-tratamento dos gases de escape.



Todos os 6 cilindros contam com tecnologia “mild-hybrid”, sistema elétrico de 48 V que integra motor de arranque/gerador (ISG) com 23 cv (17 kW) – além de contribuir para menos consumos e emissões, e mais “performances”, melhora a atuação do Start-Stop e a alimentação dos acessórios durantes as paragens do motor térmico sempre que o Classe S pára no trânsito.

 

Por fim, o Mercedes-Benz tem, também, duas versões híbridas Plug-In (PHEV): 450 e com Tecnologia Híbrida EQ (435 cv e 680 Nm) e 580 e 4Matic com tecnologia híbrida EQ (585 cv e 750 Nm). Ambas contam com motores de 6 cilindros em linha apoiados por máquinas elétricas com 163 cv (120 kW). No entanto, na primeira, a mecânica de combustão interna debita 326 cv, potência que aumenta para 449 cv na segunda. A capacidade das baterias é igual (21,96 kWh) e anuncia-se até 118 km de condução em modo 100% elétrico.



Suspensão pneumática adaptativa de série 

O Classe S novo apresenta-se equipado de série com a suspensão pneumática adaptativa Airmatic e amortecimento adaptativo (opcionalmente, tecnologia E-Active Body Control). O sistema tem a capacidade de prever desníveis ou irregularidades na estrada, de forma a preparar, proactivamente, as ligações ao solo. Assim, automóvel sempre sob controlo, manutenção do conforto de rolamento e da dinâmica na condução. A regulação inteligente do amortecimento funciona em combinação com os sistemas Airmatic e E-Active Body Control, e considera informações obtida a partir de comunicações “Car-to-X” e de dados armazenados em nuvem. O eixo traseiro direcional apresenta um ângulo de viragem de até 4,5º (10º, opcionalmente), o que melhora a agilidade e o conforto do Mercedes-Benz dentro e fora das cidades.

 

Este automóvel tem estreia comercial programada apenas para a segunda metade do ano, facto que explica a indisponibilidade de preços no mercado nacional. No entanto, a título de referência, na Alemanha, Classe S desde 121.356 €.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page