Paris-2026: Peugeot RCZ Vision
A Peugeot, no Mondial de l’Auto, ao lado do E-T16, estudo que antecipa a próxima geração do 208 (estreia confirmada para o segundo semestre de 2027), apresenta “concept” que recupera nome desaparecido do catálogo da marca francesa já há mais de uma década (RCZ). Fá-lo para apresentar visão ambiciosa para o futuro.

O RCZ, confirmaram-no o diretor da marca, Alain Favey, e todos os homens-fortes do “design” da Stellantis (Ralph Gilles, Gilles Vidal e Matthias Hossann), antecipa quer as tecnologias que a Peugeot planeia introduzir, progressivamente, nos seus automóveis, como uma imagem para a futuro. Este estudo integra, por exemplo, o primeiro sistema “brake-by-wire” da Peugeot, que associa ao “steer-by-wire” do E-T16 e do futuro 208 – o primeiro elimina a ligação mecânica entre volante e rodas, o segundo substitui a ligação hidráulica entre pedal e travões, substituindo-o por dispositivo controlado eletronicamente.
No RCZ Vision, a Peugeot também propõe o Hypersquare com entrada em cena confirmada para a próxima geração do 208, que será proposta só com motores elétricos e coexistirá com o segmento B atual, com mecânicas de combustão associadas ou não a sistema de eletrificação do tipo “mild hybrid” (MHEV). Este tipo de direção exige menos movimentos no volante e conta com uma relação de desmultiplicação variável em função da velocidade.
Bateria de estado sólido, 500 cv e até 600 km
O RCZ Vision, ao contrário do E-T16, não antecipa um automóvel de produção em série, desde logo por não existir (ainda…) tecnologia que permita fabricá-lo com as características que apresenta – por exemplo, as baterias atuais são incompatíveis com os 1,35 m de altura anunciados para “concept” com 4,65 m de comprimento, mas a que está montada no protótipo tem só 110 mm de espessura! E, assim, este estudo não é muito mais do que manifesto de “design” e laboratório tecnológico.
No RCZ Vision, que mantém a configuração interior de 2+2 lugares do homónimo produzido pela Magna Steyr, em Graz, na Áustria, de 2009 a 2015, com motores de 156 cv a 270 cv a gasolina e gasóleo, nova plataforma STLA One da Stellantis, 500 cv, bateria com células em estado sólido, tecnologia desenvolvida com a Factorial Energy, arquitetura de 1000 V e autonomia de até 600 km de autonomia, devido ao consumo estimado de apenas 11,5 kWh/100 km. Em corrente contínua, recupera-se o nível de carga armazenado no acumulador de 10 para 80% em 10 minutos!

No “cockpit” do RCZ Vision, monitores Micro LED transparentes que a Peugeot tem a ambição de introduzir em automóveis produzidos de série no prazo máximo de dois anos. Neste sistema, pode desativar-se o central (infoentretenimento) e manter apenas a informação essencial no ecrã posicionado no campo de visão do condutor.
Regresso ao RCZ
A associação do RCZ Vision ao RCZ original é quase instantânea, devido ao tejadilho com efeito de dupla bolha, aos arcos superiores da carroçaria, ao “spoiler” traseiro ativo e ao desenho das jantes. Este modelo, recorda-se, teve apenas uma geração. Venderam-se quase 68.000 unidades.

Na versão mais extrema (R), o RCZ apresentava-se equipado com motor 1.6 Turbo de 270 cv e diferencial Torsen, combinação que permitia arranques 0-100 km/h em 5,9 s. O Vision recupera a ideia original, mas fá-lo de forma ainda mais emocional e transporta-a para a era elétrica de marca prioritária para a Stellantis no novo plano de ação do consórcio franco-italo-americano (FaSTLAne 2030), uma vez que integra o grupo restrito de quatro marcas globais escolhidas para receber a maior parte do investimento em produto até ao final da década – as outras são FIAT, Jeep e Ram.
Na agenda, sete novidades entre 2027 e 2030, incluindo dois novos BEV para o segmento B (os sucessores de 208 e 2008), novo C-SUV multienergia e proposta inédita para o segmento D desenvolvida no âmbito da parceria renovada com a chinesa Dongfeng. Nos primeiros três, plataforma STLA One da Stellantis.






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