Range Rover GT: mais estrada, menos TT
- José Caetano

- há 2 dias
- 3 min de leitura
O quinto membro da gama Range Rover chama-se GT, assenta na plataforma EMA e, inicialmente, apresenta-se equipado apenas com motorização elétrica, embora a marca confirme, igualmente, a produção de versão híbrida. O modelo soma-se a Evoque, Sport e Range Rover, é fabricado em Halewood, Inglaterra, e diferencia-se pela orientação muitíssimo mais desportiva e estradista do que todo-o-terreno.

A Jaguar Land Rover promete anunciar todos os detalhes técnicos do Range Rover GT em novembro, mas as primeiras fotos do novo automóvel permitem antecipar a aproximação ao formato de SUV-Coupé e, ainda, a diminuição da altura ao solo. O modelo apresenta-se como concorrente de BMW X6 e Mercedes-Benz GLE Coupé no mercado “premium”.
No interior do GT, dois monitores, um para a instrumentação, outro para o sistema multimédia. O segundo tem controlo tátil e encontra-se posicionado no centro do painel. Já as saídas da climatização apresentam-se dissimuladas e estendem-se à largura do “tablier”. Atrás, apenas dois bancos individuais – na prática, trata-se de automóvel que tem apenas quatro lugares.

O GT é, também, o terceiro membro da gama com motorização elétrica, depois do Range Rover e do Range Rover Sport. A forma descendente do tejadilho dos pilares B da carroçaria para trás beneficia, principalmente, o desempenho aerodinâmico, o que tem impactos positivos na autonomia. Na conceção do automóvel, a marca britânica propriedade do consórcio indiano Tata Motors concentrou-se, sobretudo, na otimização do conforto tanto no interior, como de marcha.
No interior do Range Rover GT, posição de condução sobrelevada, abundância de espaço, materiais de qualidade (suaves ao toque, maioritariamente!) e comandos de voz para controlar a generalidade dos sistemas de bordo. No volante, seletores só para o limpa para-brisa e a caixa de velocidades. Entre os equipamentos, Head-Up Display para projeção de informações no vidro dianteiro, no campo de visão do condutor.

Homenagem ao Rover 3500 SD1
De acordo com o fabricante, o GT, de forma subtil, homenageia o Rover 3500 SD1, carro com motor V8 3.5 (155 cv) e tração traseira produzido de 1976 a 1987. E este facto sustenta a reivindicação de que o novo membro da “família” Rover Rover não tem enquadramento nos segmentos convencionais. “É o modelo mais semelhante a um automóvel na nossa história, o que não compromete nem a capacidade para o todo-o-terreno, nem a versatilidade de utilização, características que os clientes valorizam muito”, diz Martin Limpert, diretor da marca.
Entre os diversos elementos do GT inspirados no Rover 3500 SD1 de cinco portas, o formato invulgar do volante, o movimento de abertura da porta traseira (no novo carro, tem comando elétrico) e o rebatimento dos encostos dos bancos traseiros. A apresentação sobressai pelo número reduzido de comandos e pela combinação de luxo e sofisticação. O desenho exterior, segundo a JLR, expressa “modernidade discreta, precisão e pureza”.

EMA admite motorizações elétricas e híbridas
O fabricante britânico tinha este “Road Rover” na agenda há mais de uma década, mas nunca contou com arquitetura técnica que proporcionasse liberdade criativa sem diminuir muito as capacidades para o todo-o-terreno. Neste “braço de ferro”, engenheiros sempre mais fortes do que os “designers”, com a razão dos primeiros a sobrepor-se à emoção dos segundos. A EMA eliminou o problema e, por isso, GT na estrada durante o próximo ano.
A JLR, durante este anúncio do GT, apresentou protótipo de desenvolvimento, mas não anunciou quaisquer especificações técnicas. No entanto, existem afirmações anteriores de responsáveis do fabricante britânico que apontam para autonomias de até 724 km para os automóveis baseados na EMA. Trata-se de arquitetura muito flexível, a razão por detrás da possibilidade de admissão de motorização híbrida.

Comercialmente, o GT, segundo a marca britânica, posiciona-se num “espaço em branco” e não tem a missão de substituir o Velar, uma vez que os dois automóveis coexistirão na gama Range Rover. Este novo modelo tem, todavia, a capacidade de suceder ao I-Pace (2018-2024) da Jaguar, marca muito empenhada num processo de recriação que tem tanto de ambicioso como de controverso, com o objetivo de assumir o estatuto de concorrente da Bentley – em outubro, em Nova Iorque, EUA, estreia mundial do Type-01.
“No passado, apresentámos automóveis que criaram segmentos e fizemo-lo bem. O Range Rover criou a categoria dos SUV de luxo e o primeiro Evoque apareceu no mercado sem concorrentes diretos”, recordou Limpert. Em Hallewood, Inglaterra, numa infraestrutura industrial que beneficiou de investimentos importantes para a produção de modelos com motorizações elétricas, a JRL também fabrica o Range Rover Evoque e o Discovery Sport. Como segundo carro baseado na EMA, membro da gama Defender com apresentação programada para 2027.














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