SEAT Ibiza e Arona: Eletrificação, sim!
- João Isaac

- há 5 dias
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A SEAT revelou as versões atualizadas de dois automóveis muito importantes: Ibiza e Arona. A marca do Grupo Volkswagen, para os carros que acabam de apresentar-se no mercado nacional, anuncia uma proposta de valor reforçada e, por fim, a adoção de motorizações eletrificadas, mas apenas em 2027.

Os mais saudosistas recordar-se-ão do “SEAT, Sim”, o “slogan” com que a marca se apresentava em Portugal — uma afirmação que, agora que foram apresentados os novos Ibiza e Arona, volta a fazer todo o sentido. Serve para confirmar a continuidade do fabricante espanhol baseado em Martorell, nos subúrbios de Barcelona, no mercado, facto tantas vezes questionado, devido a uma gama algo envelhecida e à demora na adoção da eletrificação. Mas, o plano existe e, pelo que vimos, “SEAT, Sim”!
Em Ibiza, ficámos a conhecer a estratégia mais recente da marca espanhola do Grupo Volkswagen e podemos confirmar que não só o carro que herdou o nome da festiva ilha — do qual já foram vendidas mais de seis milhões de unidades ao longo de cinco gerações —, como também o “crossover” baseado na mesma arquitetura técnica, o Arona (mais de 750.000 comercializados desde 2017), passarão a contar com motorizações “mild hybrid” (MHEV) nas gamas, mesmo se só a partir de 2027. O objetivo é claro: reduzir emissões, estimando-se uma poupança na ordem dos 6 a 7 g de CO2 por quilómetro.
Ainda está por confirmar quais os motores a utilizar (1.0 ou 1.5 TSI), mas tudo indica que a escolha recairá no segundo, de 4 cilindros, sempre associado a uma caixa DSG de 7 velocidades. Mantendo-nos no tema da eletrificação e do cumprimento das metas ambientais, ficámos também a saber que o Leon, já disponível com motorizações híbridas Plug-In (PHEV), receberá mecânicas com tecnologia “full hybrid” (HEV) em 2028, sendo alvo de uma atualização durante o ano seguinte.
Evolução estética contida
Regressando ao segmento B, a dupla da SEAT não apresenta uma revolução estética, mas as alterações na dianteira são evidentes. A grelha cresceu e os faróis — sempre Full LED — tornaram-se mais estreitos, realçando uma largura que, na prática, não mudou. Os para-choques também foram revistos, a gama de jantes recebeu atualização e até a designação do modelo, na traseira, é apresentada de forma diferente, num tom de alumínio escuro.
As versões FR passam a contar com um logótipo identificativo no pilar B da carroçaria e os catálogos de ambos os modelos incluem cores exteriores novas, com opção de tejadilho em dois tons contrastantes – preto ou cinzento, no caso do Arona. E, por fim, no caso do Ibiza, saúda-se o regresso do icónico amarelo!
Interior mais cuidado
No interior, as alterações são ainda mais subtis, mas não menos eficazes. A SEAT introduziu bancos novos, tecidos em relevo nos painéis das portas, um forro de tejadilho mais escuro e pequenos detalhes nas saídas de ar, com o objetivo de aumentar a sensação de refinamento e melhorar a qualidade percebida — um dos principais focos desta atualização.
Na versão FR de lançamento, os bancos desportivos são propostos de série. Há, ainda, um sistema de som novo (SEAT Sound), com seis altifalantes, “subwoofer” e amplificador de 300 W, bem como um carregador de “smartphones” sem fios de 15 W, e com refrigeração.
Em termos de motorizações – todas a gasolina – e até à chegada da tecnologia MHEV, a gama mantém-se inalterada. A oferta começa no 1.0 MPI de 80 cv, com caixa manual de 5 velocidades, e termina no 1.5 TSI de 150 cv, associado a uma caixa DSG de 7 velocidades — ambos exclusivos do Ibiza.
Entre estes extremos encontram-se as duas variantes do 1.0 TSI, com 95 e 115 cv: a primeiro associada a uma caixa manual de 5 velocidades e a segundo disponível com caixa manual de 6 relações ou automática (DSG) de 7.
Primeiras impressões
Em Ibiza, primeiro contacto dinâmico com a dupla renovada da SEAT e confirmação de que nada se perdeu no capítulo da condução. Pelo contrário, mantêm-se os elevados níveis de agilidade, estabilidade e envolvência que sempre distinguiram estes modelos concorrentes no segmento B.
Com jantes de maiores dimensões e pneus de menor perfil, nota-se, naturalmente, uma suspensão mais firme, mas sem comprometer o conforto, o que é importante num modelo que continua a destacar-se como um dos mais espaçosos da categoria. Ainda no capítulo da suspensão, o Ibiza deixa de oferecer a possibilidade de ajustar a força de amortecimento em dois níveis.

Neste breve contacto, e ao volante do Ibiza FR equipado com o motor 1.0 TSI, que é o mais relevante para o mercado português, registámos um consumo médio de 6 l/100 km num percurso misto. Já no Arona, na versão Style, cuja principal diferença face ao Ibiza é a posição de condução sobrelevada, confirmámos as boas impressões dinâmicas e obtivemos uma média de 6,8 l/100 km com o 1.5 TSI, que recordamos será exclusivo do Ibiza na gama nacional.
Apesar de ser um valor respeitável, a partir de 2027 este consumo poderá baixar com o contributo da tão aguardada eletrificação.

As primeiras unidades chegaram já ao mercado e, segundo informação do importador nacional, os preços mantêm-se inalterados. Assim, ao “design” modernizado e à maior perceção de qualidade no habitáculo junta-se o terceiro pilar desta atualização: melhorar a relação valor/preço, o que foi conseguido com o reforço do equipamento em todas as versões. Um aspeto essencial para a marca que se posiciona como porta de entrada no grupo a que pertence.











































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