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UE mantém 2035, mas prepara apoio

A União Europeia (UE), no encontro com a Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA), concordou com a introdução de medidas para proteger a indústria da concorrência da China e das tarifas dos EUA, e “abriu a porta” para a criação de categoria nova, de carros mais acessíveis e pequenos, e a suavização das normas de emissões de CO2, mas não abandonou o objetivo de mudança do motor térmico para o elétrico em 2035, como a indústria ambiciona(va)!


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A UE, no Terceiro Diálogo Estratégico que manteve com associação representativa dos fabricantes (ACEA) sobre o futuro da indústria automóvel na região, confirmou a disponibilidade para acelerar a adoção e introdução de medidas de apoio a setor confrontado com ameaças a mais, da concorrência feroz das marcas chinesas às taxas aduaneiras dos EUA e ao abrandamento na procura de automóveis elétricos, combinação de fatores que representa obstáculo importante ao cumprimento dos regulamentos que impõem emissões zero nos carros ligeiros de passageiros novos vendidos a partir de 2035, o que pressupõe, nomeadamente, o fim dos motores de combustão. Neste ponto, a Comissão (CE) comandada pela alemã Ursula von der Leyen mostra-se menos flexível, não admitindo mudanças nas metas, pelo menos no imediato. O próximo encontro em Bruxelas, Bélgica, realiza-se em novembro.

 

No final da reunião, os responsáveis da ACEA disseram-se muito satisfeitos com o diálogo, uma vez que CE, depois de ouvir a argumentação sobre a impossibilidade de cumprimento da meta para 2035, no contexto atual, decidiu antecipar a revisão do regulamento-2035 do final de 2026 para o fim deste ano. “Concordámos com a presidente da Comissão sobre a necessidade de adoção muito rápida de medidas ousadas”, disse Ola Kallenius, o sueco que lidera a associação dos construtores e a Mercedes-Benz.


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A ACEA entende que a CE tem de adotar “medidas concretas” para mudanças nas regras referentes às emissões de CO2, de forma a adaptá-las “à realidade”. E este pacote de alterações deve aplicar-se aos ligeiros de passageiros e aos comerciais. “Esta reunião deixou-nos otimistas. Existe margem para negociar e existem muitas ideias e propostas em cima da mesa. E o trabalho acabará por produzir resultados positivos nos próximos meses”, informou Kallenius. Atualmente, nos comerciais, a quota de motorizações elétricas nas vendas não excede os 8,5%, o que representa cerca de metade da quota nos ligeiros de passageiros.


A posição da ACEA é “patrocinada” pela da CLEPA, entidade que reúne os maiores fornecedores da indústria automóvel e também atua como grupo de lóbi junto das instituições europeias, que pediu à CE uma “revisão completa da regulamentação da regulamentação sobre CO2” e que considere “todas as tecnologias neutras em termos climáticos”. Esta proposta de atualização do caminho para a meta de 2035 ainda não é clara, mas pode incluir o recurso biocombustíveis para a alimentação de mecânicas de combustão interna e motorizações híbridas e híbridas Plug-In. O setor pede à UE que não ignore o potencial da flexibilidade tecnológica.

 

Desde março, recorda-se, os fabricantes de automóveis dispõem de prazo de três anos para cumprirem as metas de emissões programadas para 2025. E este plano tem medidas, também, para a proteção da indústria do aumento da concorrência chinesa, e estímulos ao aumento das vendas de carros elétricos e à construção de rede europeia de baterias. Em Bruxelas, assinou-se memorando de entendimento para aumentar o ritmo da inovação e da investigação na UE, de forma a posicionar a região no “pelotão da frente” em matéria da mobilidade inteligente e sustentável – leia-se emissões zero, conetividade, condução autónoma, baterias, etc.!


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Proposta de Renault e Stellantis bem-recebida! 

No encontro na capital da Bélgica, os reguladores da UE receberam positivamente a proposta de Renault e Stellantis para a criação de categoria automóvel nova. Os fabricantes pretendem propor carros mais pequenos e acessíveis que beneficiem de tratamento fiscal diferenciado (leia-se mais favorável…) e garantam a conquista de créditos extra para o cumprimento das metas de redução do CO2. A presidente da CE, recentemente, manifestou apoio à iniciativa.

 

“Mantendo-se este ritmo de degradação das vendas de automóveis novos, não há alternativa! Nos próximos três anos, seremos confrontados com diversas decisões dolorosas”, reconheceu John Elkann, da Stellantis. No dia 10, Ursula von der Leyen concordou com o desenvolvimento de “carro elétrico limpo, eficiente e leve muito acessível e fabricado na Europa, com componentes europeus”. E, aparentemente, também existem propostas de mudanças na regulamentação em preparação para a descarbonização rápida das frotas empresariais, que representam cerca de 60% das vendas na UE.

 

De acordo com a ACEA, 13,2 milhões de europeus trabalham no setor automóvel, o que representa 10,3% de todos os empregos na indústria transformadora da UE, 383,7 mil milhões de euros em receitas fiscais para os estados-membros, e 106,7 mil milhões de euros de excedente comercial. A atividade também corresponde a mais 7,5 do PIB da região e, todos os anos, é responsável por 33% do investimento em Investigação e Desenvolvimento na região (o equivalente a 72,8 mil milhões de euros).

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