VW ID. Polo tem comandos físicos
- José Caetano

- há 5 dias
- 3 min de leitura
A Volkswagen, na contagem decrescente para a introdução do ID. Polo, na próxima primavera, apresentou “cockpit” novo no “hardware” e no “software” para geração nova de carros elétricos (e térmicos) criado de acordo com linguagem de “design” que também é nova! Recebe o nome de “Pure Positive”, e associa linhas simples e modernas a diversos apontamentos retro inspirados na história da marca alemã e materiais sustentáveis de qualidade. E, combinando-se o analógico com o digital, em vez de retrocesso, consegue-se progresso que origina experiência de utilização muitíssimo mais satisfatória.
O “cockpit” novo da Volkswagen tem estreia confirmada para o ID. Polo e é a prova de que a marca de Wolfsburgo, Alemanha, ouviu as (muitas) críticas aos interiores com comandos táteis a mais que introduziu com o ID.3, em 2019, o compacto que estreou a plataforma MEB para geração nova de automóveis elétricos. A mudança de abordagem otimiza a associação dos controlos físicos aos monitores digitais, o que elimina a maioria dos pontos fracos identificados pelos clientes.
O Pure Design, no interior do ID. Polo (e no do ID. Cross que aparecerá no mercado europeu pouco tempo depois…), apresenta-se numa arquitetura horizontal para o para o painel de bordo, com os monitores digitais da instrumentação (10,25’’) e do sistema multimédia (13’’) posicionados no mesmo eixo visual, o que diminui tanto o movimento dos olhos, como a carga cognitiva para o condutor, como o propósito de reduzir fontes de distração que perturbam o cumprimento da missão. Segundo os responsáveis da Volkswagen, a estrutura dos menus do infoentretenimento foi simplificada, é de compreensão/perceção fácil e tem grafismo de alta resolução.
No entanto, neste “cockpit”, o mais importante é mesmo a reintrodução de muitos comandos físicos para o controlo das funções principais – climatização e luzes de emergência, por exemplo, beneficiam de botões posicionados, longitudinalmente, numa barra comum, abaixo das saídas centrais da ventilação e do ecrã de 13’’. No volante, que também é novo, comandos táteis em vez de hápticos. Finalmente, na consola entre os bancos dianteiros, entre a superfície para carregamento sem fios de “smartphones” e os suportes para copos, botão rotativo do sistema áudio – até aqui, recorda-se, tanto para adaptar o volume do som, como para eleger a estação de rádio, tinha de percorrer-se os menus do programa multimédia. Assim, espera-o a Volkswagen, reduz-se a barreira psicológica à compra de carros elétricos, com o abandono do minimalismo radical que encontramos na maioria dos automóveis com esta tecnologia, independentemente da origem do fabricante.

O ID. Polo também conta com a versão mais moderna do ID. Light. Neste sistema, a faixa de luz interativa no interior que comunica, visualmente, informações sobre a navegação, as assistências à condução e o estado do carro passa a estender-se até às portas dianteiras e não só ao painel de bordo. Segundo a Volkswagen, trata-se de “ferramenta” digital mais intuitiva e, sobretudo, menos perturbadora. E para o subcompacto elétrico, recurso a “apontamentos” emocionais raros em modelos que competem em categorias populares, como o modo opcional de configurações retro da instrumentação inspirado no painel da primeira geração do Golf, de 1974 – em 2026, recorda-se, 60 anos da versão GTI –, que simulam elementos analógicos e nostálgicos num “hardware” digital moderno. A ideia é aproveitar a oportunidade crida por carro que ambiciona massificar a tecnologia de substituição preferencial de substituição das mecânicas de combustão interna para valorizar a perceção da imagem da Volkswagen.
Também por isso, materiais determinantes na redefinição do ambiente no interior. No ID. Polo, o aspeto das superfícies é agradável, sobretudo o do painel de bordo, que tem revestimentos em tecido. A abordagem da Volkswagen foi de afastamento da esterilidade dos habitáculos minimalistas da generalidade dos carros elétricos, (outra) missão, aparentemente, cumprida com sucesso. Por fim, a marca também investiu muito no campo da sustentabilidade (existem termoplásticos nos bancos, nas portas, no tejadilho e até nos tapetes, têxteis fabricados a partir de fios Sequal derivados de plásticos oceânicos reciclados nas versões mais equipadas e alguns elementos decorativos produzidos em compósitos novos).
O ID. Polo, opcionalmente, também pode apresentar-se equipado com sistema de som Harman Kardon, bancos dianteiros ajustáveis eletricamente e com função de massagem e outros itens pouco comuns em propostas do segmento B. O carro da Volkswagen baseia-se na plataforma MEB+ (tração dianteira), foi desenvolvido em simultâneo com o ID. Cross, o Cupra Raval e o Skoda Epiq, e tem estreia planeada para a primavera, com a versão mais acessível posicionada abaixo da barreira dos 25.000 €, para atrair número maior de clientes para esta tecnologia, condição para a democratização/massificação dos automóveis elétricos.
































Comentários