top of page
Logotipo | e-auto
eVITARA-E_AUTO-1900X300.jpg

Audi A2 e-tron, por fim, em detalhe!

há 2 dias
6 min de leitura

A Audi apresentou, finalmente, o automóvel que reintroduz o nome A2 no catálogo da marca alemã! Baseado na mesma arquitetura técnica (MEB) estreada pelo ID.3 que a Volkswagen mantém em produção desde 2019 – recentemente, contou com atualização e mudou de nome para ID.3 Neo –, o novo compacto de 5 portas apresenta-se sob a bandeira da eficiência: prometem-se autonomias de até 646 km de autonomia, consumos médios mínimos de 12,8 kWh/100 km (WLTP) e quatro níveis de potência, entre 170 cv e 326 cv. Na Alemanha, preços a partir de 38.200 €, valor que serve de primeira referência para Portugal, onde não foram anunciados quaisquer valores para carro com início de encomendas programado para o próximo mês e primeiras entregas planeadas para dezembro.



Mais de duas décadas depois do desaparecimento do A2, a Audi recupera a designação para um automóvel que também pretende fazer da eficiência uma das suas principais características. Mas, desta vez, em vez de competir no segmento B e contar com motores de combustão interna a gasolina e gasóleo, o carro posiciona-se no segmento C e é proposto apenas com motorizações elétricas. Este A2 e-tron é o automóvel mais acessível na gama de elétricas do fabricante de Ingolstadt e foi pensado “à medida” do mercado europeu.


O A2 e-tron mede 4,324 m de comprimento, 1,789 m de largura, 1,548 m de altura e 2,77 m entre eixos, aproximando-se muito das dimensões e do formato do ID.3 original. O desenho da carroçaria procura maximizar o aproveitamento do espaço interior, mas também contribui para a eficiência aerodinâmica, item com impacto direto no consumo e, consequentemente, na autonomia, dois pontos determinantes num automóvel elétrico.



E é a eficiência, precisamente, o argumento principal do novo Audi. A marca alemã anuncia um coeficiente de apenas 0,24, o melhor entre os compactos que produz, resultado que conseguiu com recurso a soluções como a entrada de ar dianteira ativa, fundo quase carenados, jantes com desenhos especiais muito otimizados e elementos que diminuem o espaço entre as rodas e as guarda-lamas. Os alemães, para a versão mais eficiente do A2 e-tron, anunciam mesmo um consumo WLTP de apenas 12,8 kWh/100 km. E, assim, torna-se o automóvel de produção em série com menos consumo de energia da história do fabricante do Grupo Volkswagen.



Quatro potências e três baterias

Na gama do A2 e-tron, quatro versões, todas com tração traseira (uma “herança” da MEB do ID.3) e motores síncronos de ímanes permanentes. O modelo de acesso tem 125 kW (170 cv) e 350 Nm, bateria LFP com 52 kWh de capacidade e uma autonomia homologada de até 423 km. Acelera de 0 a 100 km/h em 8,8 s e tem velocidade máxima limitada a 160 km/h.


Segue-se versão com 140 kW (190 cv) e 350 Nm, e bateria LFP de 61 kWh de capacidade. A autonomia aumenta para 515 km, o arranque 0-100 km/h cumpre-se em 7,9 segundos e a velocidade máxima mantém-se limitada a 160 km/h. Com o pacote de eficiência proposto opcionalmente, é este carro que é capaz de consumir apenas 12,8 kWh/100 km.



Na metade superior da gama, duas versões com baterias NMC de 84 kWh de capacidade. Uma tem 170 kW (231 cv) e 350 Nm, acelera de 0 a100 km/h em 7 e percorre até 646 km entre recargas – é o campeão de autonomia entre os A2 e-tron! Outra conta com 240 kW (326 cv) e 545 Nm, cumpre o arranque 0-100 km/h em 5,7 s, atinge 200 km/h e é capaz de até 630 km.


As duas baterias de menor capacidade utilizam química LFP e arquitetura “cell-to-pack”, que integra as células diretamente na estrutura da bateria para aumentar a densidade enérgica e diminuir o espaço e o peso deste órgão vital. A unidade de 84 kWh tem química NMC e construção modular.



Potências de carregamento: até 183 kW

As diferenças entre as baterias expressam-se nas potências de carregamento em corrente contínua. A unidade de 52 kWh de capacidade admite até 100 kW, o que permite recuperar a energia armazenada no acumulado de 10% para 80% 0h24. Na de 61 kWh de capacidade, até 105 kW e 0h26. Finalmente, na de 84 kWh de capacidade, 183 kW e 0h29.


O sistema admite carregamento bidirecional. A função Vehicle-to-Load (V2L) permite utilizar a bateria para alimentar equipamentos elétricos externos, através de uma tomada na bagageira ou de um adaptador na tomada de carga. E o Vehicle-to-Home (V2H) permite utilizar o automóvel como sistema de armazenamento de energia para uma habitação equipada com uma “wallbox” de corrente contínua compatível. Contudo, esta capacidade, inicialmente, será proposta apenas na Alemanha, na Áustria e na Suíça. A transferência de energia faz-se entre os 20% e os 80% do nível de carga da bateria.



O condutor dispõe de três níveis de regeneração de energia durante as desacelerações e travagens que são selecionáveis em patilhas no volante. Soma-se a posição B do seletor da transmissão, que permite ativar a função de condução do tipo “one-pedal” capaz de parar o A2 e-tron sem recurso ao pedal do travão. O novo Audi tem quatro programas de condução (comfort, balanced, efficiency e dynamic) e diferentes configurações de suspensão. A equipada com o sistema de amortecimento variável é proposta opcionalmente no modelo com 231 cv e equipa de série o topo de gama com 326 cv. Na de 190 cv, suspensão desportiva integrada no pacote de eficiência.


Bagageira com 396 litros de capacidade

A eficiência no aproveitamento do espaço interior é outra das “pontes” entre o novo A2 e-tron e o A2 original. A mala tem 396 litros de capacidade na configuração normal. Rebatendo os encostos dos bancos traseiros, o volume de carga aumenta para 1336 litros. Os modelos com 231 cv e 326 cv também têm um “frunk” sob o “capot”, que tem apenas 13 litros – logo após a apresentação, fez-se a experiência e este compartimento não admite sequer a arrumação dos cabos de alimentação da bateria.



No habitáculo, o elemento que mais sobressai é o Softwrap, nome do revestimento têxtil que percorre todo o “tablier” e se prolonga pelos painéis das portas até à zona posterior do habitáculo. Opcionalmente, A2 e-tron equipado com tejadilho panorâmico em vidro (mede cerca de 1,6 m2). E a Audi, no novo compacto elétrico, estreia o sistema Fidlock de fixação magnética e mecânica no segmento “premium” – é utilizado para prender acessórios como suportes de copos, bolsas para cabos de carregamento ou cintas (existem três pontos de fixação montados de série apenas na consola central).


No A2 e-tron, o seletor da transmissão encontra-se posicionado na coluna da direção, à direita, o que liberta espaço numa consola central com superfície que permite o carregamento por indução de dois “smartphones” em simultâneo, com potências de até 25 W e sistema ativo de refrigeração.



O painel de bordo apresenta-se digitalizado. O monitor da instrumentação tem 11,9’’ e o ecrã tátil central do MMI mede 12,8’’ – e ambos surgem integrados num conjunto curvo orientado para o condutor. Opcionalmente, Head-Up Display com realidade aumentada. O sistema multimédia integra o Audi Assistant com inteligência artificial (IA) e o planeador de rotas e-tron (isto é, adaptado às especificidades e necessidades de um automóvel elétrico). Este programa calcula as paragens para recarregamentos da bateria com base em dados de trânsito, topografia, disponibilidade e potências dos postos, além de preparar o acumulador de energia para a operação, para receber a máxima potência possível.


Entre os equipamentos de série, controlo adaptativo da velocidade de cruzeiro, assistência à travagem de emergência e a manobras evasivas, monitorização da atenção e da fadiga do condutor, e câmara traseira de apoio ao estacionamento.



Mais de 300 componentes com materiais reciclados

O empenho da Audi na otimização da eficiência estendeu-se aos materiais e à produção do automóvel. Dependendo da configuração do modelo, existem até mais de 300 componentes produzidos com materiais reciclados, incluindo aço, alumínio e plásticos, e mais de uma centena fabricados com matérias-primas recicladas depois de consumidas. O A2 e-tron produz-se em Ingolstadt, Alemanha, numa fábrica em que a marca reutilizou mais de 1200 equipamentos e cerca de 250 robôs, assim poupando no investimento necessário para industrializar este modelo, que chega ao mercado 21 meses mais cedo do que os antecessores comparáveis.


A título de referência, no mercado alemão, o A2 e-tron com 170 cv e bateria de 52 kWh de capacidade custa 38.200 €; a versão com bateria de 61 kWh de capacidade tem preços a partir de 41.900 €; a de 231 cv e 84 kWh de capacidade “arranca” nos 48.900 € e o topo de gama com 326 cv custa 51.200 €. Os preços e a data de abertura das encomendas para Portugal ainda não foram comunicados.



Inspirado no original de 1999

O A2 e-tron recupera o espírito e a filosofia do A2 original, automóvel com 3,826 m de comprimento e 2,405 m entre eixos produzido em Neckarsulm, Alemanha, entre novembro de 1999 e agosto de 2005. O novo automóvel reinterpreta até a característica silhueta próxima de um monovolume.


O primeiro A2 distinguiu-se sobretudo pela construção Audi Space Frame (ASF), com utilização extensiva de alumínio, solução que permitiu reduzir significativamente o peso. A aposta na leveza combinava-se com motores de pequena cilindrada, a gasolina e Diesel, aerodinâmica muito cuidada e um aproveitamento muito otimizado do espaço interior.



O expoente máximo da eficiência foi o A2 1.2 TDI, versão capaz de consumos na ordem dos 3 l/100 km, devido ao investimento na redução tanto do peso como da resistência aerodinâmica. Esta tecnologia, porém, paga-se. A complexidade e os custos da construção tornavam o segmento B muito mais caro do que muitos dos seus concorrentes e o sucesso comercial ficou bastante aquém das expectativas. Foram produzidas cerca de 176.000 unidades.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
e-auto - blillboard 970x250px.png
bottom of page